Pesquisa personalizada

09 fevereiro 2008

Pesquisador cria peixe transparente como 'laboratório vivo'

O peixe é uma variedade do popular paulistinha, também conhecido como peixe-zebra - um peixe ornamental de água doce muito comum em lojas de aquarismo do Brasil e que, normalmente, tem faixas pretas horizontais no corpo. O peixe foi criado por Richard White, do Hospital Infantil de Boston, que disse que a análise do paulistinha transparente pode permitir um melhor acompanhamento de doenças e processos biológicos de evolução rápida.
Segundo White, em estudos sobre o câncer, por exemplo, o método convencional de dissecar um animal com o mal não é satisfatório. "É como tirar uma foto quando você precisa de um vídeo", afirmou.

Experimentos - O próprio pesquisador "testou" o paulistinha transparente, realizando primeiramente um experimento em que analisou a forma como células de um tumor na pele (melanoma) se comportaram depois de terem sido criadas, com um pigmento fluorescente, dentro do abdômen do animal.

Em um período de cinco dias, as células, vistas ao microscópio, pareceram se alastrar da cavidade abdominal para a pele do peixe, onde se sentiriam "em casa". "Isso nos diz que, quando células de um tumor se espalham para outras partes do corpo, não o fazem de forma aleatória", disse White. "Elas sabem para onde ir." O pesquisador afirma que os cientistas ainda não sabem ao certo o que leva um tumor cancerígeno localizado a se espalhar para outras partes do corpo, tornando-se posteriormente fatais.

No estudo com o paulistinha, White disse ter sido capaz de ver exatamente como o câncer começou a se espalhar e mesmo como cada célula cancerígena individualmente se multiplicou - em tempo real, em um ser vivo.

Célula-tronco - Um outro experimento que fez, o cientista analisou com detalhes como células-tronco que levam à produção de células de sangue reagiram ao serem transplantadas no paulistinha. Novamente, o cientista elogiou o uso do peixe transparente, que permitiu até mesmo a observação de células-tronco individuais. "O que acontece em um organismo vivo é diferente do que o que acontece em uma placa de petri (instrumento cilíndrico de laboratório, usado para culturas de células e microrganismos em geral)", disse.

Para criar o novo peixe, o pesquisador simplesmente cruzou duas variedades já existentes de paulistinha, que geraram uma terceira sem pigmentos no corpo. O paulistinha de White não é o único peixe transparente. Há algumas espécies que naturalmente têm poucos ou nenhum pigmento no corpo, como é o caso do peixe-vidro (Chanda ranga). (Estadão Online)

07 fevereiro 2008

SERÁ???? Suco de beterraba pode baixar pressão, diz estudo

O consumo de meio litro de suco de beterraba por dia pode ajudar a baixar a pressão sanguínea significativamente, segundo uma pesquisa britânica publicada na revista online especializada Hypertension.

Aparentemente, a substância chave parece ser o nitrato, também encontrado em vegetais verde-escuros e folhosos.

Os pesquisadores concluíram que, em voluntários saudáveis, a pressão arterial diminuiu uma hora depois de consumido o suco, mas o efeito era ainda mais forte depois de três a quatro horas, e continuava a ser sentido até 24 horas depois de tomada a bebida.

O estudo conjunto da Queens University e da Universidade de Exeter poderia abrir caminho para um tratamento de baixo custo contra a pressão alta. Anteriormente, os benefícios das dietas ricas em frutas e legumes eram atribuídos ao seu alto conteúdo de vitaminas antioxidantes.

Papel da saliva - Os pesquisadores mostraram que o nitrato presente no suco é convertido em nitrito na saliva, por bactérias presentes na língua.

Essa saliva contendo nitrito é engolida, e no ambiente ácido do estômago ela é ou convertida em óxido nítrico, ou reinserida na circulação como nitrito. O ápice da redução da pressão arterial coincidiu com o ápice dos níveis de nitrito na circulação.

A redução da pressão, no entanto, não foi observada em um segundo grupo de voluntários, que não engoliu a saliva enquanto bebia o suco, ou durante as três horas seguintes. Mais de 25% da população mundial é hipertensa e há estimativas de que este número poderia chegar a 29% até 2025. A hipertensão é apontada como causa de cerca de 50% dos problemas cardíacos e aproximadamente 75% dos derrames.

"Nossa pesquisa sugere que beber suco de beterraba, ou consumir outros vegetais ricos em nitrato, pode ser uma maneira simples de manter um sistema cardiovascular saudável, e pode vir a ser mais uma forma de combater a pressão alta", disse a médica Amrita Ahluwalia, envolvida no estudo.

O professor Graham McGregor, da British Hypertension Society, descreveu a pesquisa como "interessante". Segundo ele, "isso mostra que o suco de beterraba baixa a pressão a curto prazo em voluntários com pressão sanguínea normal". "Agora precisamos de pesquisas para ver se ele tem efeito sobre pessoas que apresentam pressão alta há um longo período de tempo." Segundo McGregor, já há pesquisas mostrando que uma dieta rica em frutas e legumes tem impacto benéfico sobre a hipertensão. Mas ele afirma que estudos anteriores mostraram que o potássio pode ser o mineral chave.

Victoria Taylor, da British Heart Foundation, afirma que "enquanto o suco de beterraba foi usado neste estudo, é pouco provável que as pessoas consigam - ou queiram - consumi-lo nas quantidades usadas na pesquisa".

"Apesar de sabermos que uma dieta rica em frutas e legumes como parte de uma dieta balanceada é benéfica à saúde do coração, nós ainda não sabemos se há alguns mais benéficos do que outros, então, por enquanto, as pessoas devem continuar a consumir uma ampla variedade para atingir as cinco porções diárias de frutas e legumes." (Folha Online)

05 fevereiro 2008


Olha que lindo amanhecer que vejo de minha varanda!!!


Cientistas criam rato que pode ser infectado com gripe

Cientistas britânicos afirmam ter criado ratos geneticamente modificados que podem ser infectados com o vírus da gripe, abrindo caminho para o desenvolvimento de novos tratamentos para gripe e doenças respiratórias mais severas.

Os especialistas, do London’s Imperial College, afirmam que o rinovírus - causador da maioria dos casos de gripe e resfriado - também desencadearia doenças como bronquite crônica aguda, asma e enfisema, que pode ser fatal.

Das 100 variantes conhecidas do rinovírus, 99% atacam ao se acoplar a uma determinada molécula receptora encontrada na superfície de células humanas.

Os vírus não conseguem se acoplar à mesma versão da molécula receptora em ratos.

A nova pesquisa obteve sucesso em modificar essa molécula em ratos, tornando-a mais parecida com a versão humana e permitindo que os animais sejam infectados com o vírus.

O estudo, publicado na revista especializada Nature Medicine, explica que apesar de tais doenças terem sido descobertas há 50 anos, a dificuldade de infectar pequenos animais tem sido um obstáculo ao desenvolvimento de novos tratamentos.

Os cientistas agora esperam poder testar novas terapias nos ratos geneticamente modificados. "Esses roedores deverão fornecer um grande impulso aos esforços para desenvolver novos tratamentos para a gripe comum e para doenças que podem ser fatais, como bronquite crônica aguda e ataques de asma", disse o coordenador da pesquisa, Sebastian Johnston. (Estadão Online)

30 janeiro 2008

Estamos de Olho........


O Brasil esta de olho!!!!
Quem sabe a classe política um dia resolve ser o que deve e não somente surrupiar o que não lhe pertence como no caso do uso indiscriminado dos cartões de créditos pelos ministros.
Que vergonha!!!

Embrapa desenvolve corante de açaí para tratamento dentário

Um produto amazônico vai revolucionar o tratamento dentário. Trata-se do corante natural de açaí, que foi desenvolvido pela Unidade Amazônia Oriental da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com a Universidade Federal do Pará. Ele será apresentado no 26º Congresso Internacional de Odontologia, que ocorre até terça-feira (29) em São Paulo.

O corante de açaí permite a identificação da cárie e de outras doenças dentárias. Segundo o coordenador de inovação tecnológica da Embrapa, Arnoldo Medeiros, o produto não apresenta gosto e é mais eficiente do que os corantes artificiais utilizados hoje em dia: "Comparando com os outros produtos existentes, a maioria deles são sintéticos. E às vezes têm efeitos no fígado, ou até efeitos cancerígenos, mas vêm sendo amplamente utilizados", compara.

O coordenador da Embrapa aponta outra vantagem do produto. Ele é obtido a partir de um fruto amazônico, o que barateia o custo de produção. Ele diz que há expectativa sobre a apresentação do corante de açaí no congresso de odontologia: "Esperamos ter a oportunidade de contatar as grandes empresas que produzem produtos odontológicos e mostrar a eles a eficiência desse produto, que, além de tudo, tem a vantagem de gerar postos de trabalho na Região Norte, que necessita de emprego”.

O produto já está registrado pela Embrapa nos Estados Unidos e está sendo analisado pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), que vai licenciá-lo para grandes indústrias brasileiras e internacionais.

Agora, os pesquisadores da Embrapa pretendem desenvolver uma fábrica processadora de açaí para extrair o corante da fruta. Isso vai gerar mais empregos na Amazônia, tanto na plantação como na colheita e no beneficiamento do produto.
(Fonte: Leandro Martins / Rádio Nacional da Amazônia)

26 janeiro 2008

Pílula 'evitou 100 mil casos de câncer' na Grã-Bretanha

Um estudo conduzido por pesquisadores britânicos sugere que até 100 mil casos de câncer de ovário tenham sido evitados nos últimos 50 anos graças à pílula anticoncepcional.

A equipe de cientistas da Universidade de Oxford acredita que a crescente popularidade da pílula poderá, num futuro breve, evitar 30 mil casos de câncer de ovário todos os anos.

O estudo, publicado, na revista "Lancet", se baseou em dados compilados em 45 estudos realizados anteriormente.

A ligação entre contraceptivos orais e baixas taxas de câncer nos ovários é amplamente conhecida, mas o novo estudo é um dos mais precisos ao retratar o grau de eficácia do medicamento ao longo da vida da mulher.

Acesso - Os especialistas afirmam que apesar de as doses hormonais encontradas nas cartelas modernas serem pelos menos a metade das contidas nas pílulas dos anos 60 e 70, o nível de proteção contra tumores continua o mesmo. Ainda segundo os pesquisadores, a proteção contra o câncer pode permanecer por décadas depois que a mulher pára de tomar a pílula.

Outros estudos, no entanto, concluíram que o uso do contraceptivo por mais de oito anos pode estar associado a um aumento do risco de desenvolver câncer de mama e de colo do útero.

O coordenador da nova pesquisa, Richard Peto, afirmou que mulheres jovens não precisam se preocupar com os riscos. "A redução no (número de casos de) câncer de ovário é maior do que o aumento da incidência de outros tipos de câncer", disse Peto.

O editor da Lancet, Richard Horton, disse que os resultados do estudo podem ser um bom argumento a favor de facilitar o acesso à pílula. Há poucos medicamentos que conferem uma proteção eficaz e duradoura contra o câncer. Nós defendemos o acesso direto ao medicamento, que pode não somente prevenir contra o câncer, mas também salvar a vida de dezenas de milhares de mulheres", disse Horton. (Globo Online)

14 janeiro 2008

Quase

Por LUIS FERNANDO VERÍSSIMO

Ainda pior que a convicção do não, é a incerteza do talvez,
é a desilusão de um quase!
É o quase que me incomoda, que me entristece,
que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda,
quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos,
nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca
sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e
na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços,
na indiferença dos “bons dias”, quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta de coragem até para ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre
a alegria e a dor. Mas não são. Se a virtude estivesse mesmo
no meio-termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados
e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina,
não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o
vazio que cada um traz dentro de si.
Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar
a oportunidade de merecer.
Para os erros há perdão, para os fracassos, chance, para os amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode,
que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando.....
Fazendo que planejando.........
Vivendo que esperando........
Porque, embora quem quase morra esteja vivo, quem quase vive já MORREU.

10 janeiro 2008

Borboletas monarca usam sol como bússola, diz estudo

Cientistas descobriram um mecanismo biológico que permite explicar como borboletas monarca conseguem encontrar o caminho entre o Canadá e as montanhas no México, que servem de abrigo para elas no inverno. Eles afirmam que o relógio biológico das borboletas faz com que elas usem o sol como uma bússola.

Segundo Steven Reppert, da Universidade de Massachusetts, que liderou a equipe de pesquisadores, as borboletas monarca tem relógios circadianos (o "relógio biológico") diferenciados, que regulam suas atividades diárias, como o sono e a fome.

Os pesquisadores mapearam geneticamente os mecanismos moleculares dos relógios circadianos das borboletas e descobriram que certas proteínas, que são comuns e insetos e animais, ajudam as borboletas a se guiarem utilizando a posição do sol.

Caso compreendido completamente, a descoberta podem jogar luz também sobre o relógio biológico humano, tornando-se chave para analisar males como os transtornos do sono, afirmam os pesquisadores.

O estudo foi publicado no site das veiculações especializadas "PLoS Biology Journal" e "Public Library of Science".
"O cérebro de uma borboleta não é maior que a cabeça de um alfinete e, ainda assim, tem uma capacidade inacreditável. Então nos queremos realmente entender isso", diz o pesquisador. (Folha Online)

artigo de: http://www.ambientebrasil.com.br

05 janeiro 2008

Desejos para 2008
































E que todos possamos agir para realizarmos alguns desses desejos e quem sabe todos estes desejos.
Só mudando nossa atitude no dia a dia é que poderemos ser melhores e ter um mundo melhor.
Que a consciência seja nossa melhor amiga e que cuidar da natureza e do nosso planeta não seja um encargo desagradável e sim uma atitude de amor a si mesmo.

26 dezembro 2007

Reciclagem mais barata

Novo método reaproveita material metálico de pilhas e baterias e ajuda a preservar o meio ambiente

Uma nova técnica de reciclagem de pilhas e baterias pode reduzir o descarte desses materiais nos lixos e aterros das cidades e contribuir para a diminuição da poluição ambiental. Uma equipe da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) criou um método simples e mais barato que o convencional para reaproveitar os metais presentes em pilhas e baterias, o que deve reavivar a discussão sobre a separação do lixo no Brasil.

“Nosso objetivo é criar um novo jeito de tratar qualquer tipo de pilha ou bateria”, afirma um dos coordenadores do projeto, o engenheiro químico Marcelo Mansur, do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da UFMG. Ele explica que existem as pilhas primárias, como as de zinco-carbono e zinco-manganês, e as baterias secundárias ou recarregáveis (como as usadas em telefones celulares), que podem ser de níquel-cádmio, níquel metal-hidreto ou de íons de lítio.

“Essas baterias têm composição química metálica específica, logo, devem ser tratadas separadamente”, ressalta. E acrescenta: “As de níquel-cádmio e as de níquel metal-hidreto eram as mais utilizadas em celulares e hoje constituem grande parte do material descartado, pois estão sendo substituídas pelas de íons lítio, mais modernas e eficientes.”

O novo método de reciclagem, desenvolvido por alunos da UFMG, consiste em retirar a carcaça metálica e de plástico que envolve as pilhas e baterias – que são enviadas para reaproveitamento – e dissolver os compostos metálicos presentes dentro desses dispositivos em uma solução ácida – processo chamado de lixiviação. Depois, os compostos são separados em função do tipo de bateria tratada, para que metais como níquel, cobalto, zinco e manganês, obtidos sob a forma de sais purificados, sejam reaproveitados.

Hoje em dia, há empresas responsáveis por reciclar os metais residuais de pilhas e baterias usadas por grandes corporações. No entanto, o método usual de eliminação dos resíduos é caro. “As pilhas e baterias usadas são colocadas em fornos operados a elevadas temperaturas, onde os metais são transformados em gases, que depois são condensados”, conta Mansur.
O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) permite o descarte de pilhas no lixo comum e seu despejo em aterros sanitários, se elas apresentarem baixos teores de mercúrio, cádmio e chumbo. Esse é o caso das pilhas de zinco-carbono e zinco-manganês, e de baterias como as de níquel metal-hidreto e de íons de lítio. Já as de níquel-cádmio requerem tratamento especial, pois contêm elevados teores de cádmio, metal tóxico que não pode ser liberado no ambiente.

Para Mansur, a legislação é insuficiente para tratar o assunto. “Verificamos em estudo recente que baterias de níquel-cádmio são rotuladas indevidamente como se fossem de níquel metal-hidreto. Logo, o descarte desse material pode representar sério problema ambiental.”

O pesquisador alerta que, mesmo distribuídas por todo o país, as pilhas e baterias tornam-se um agente poluidor importante. “É enorme a quantidade de unidades descartadas. Estimamos que mais de um bilhão de pilhas e baterias sejam consumidos a cada ano no Brasil.”

Mansur acredita que ainda é preciso insistir na separação do lixo para tratá-lo. “O problema seria resolvido se as pessoas criassem o hábito de juntar as pilhas e baterias, para que elas fossem levadas até estações de tratamento especializadas.” E acrescenta: “Na Europa, o indivíduo que chega a uma loja para comprar pilhas novas e entrega certa quantidade de pilhas usadas ganha desconto na compra. Talvez esse incentivo esteja faltando por aqui.”

Fabíola Bezerra
Ciência Hoje On-line

25 dezembro 2007

Feliz Natal e um Maravilhoso Ano Novo!!!



Que todos tenhamos mais esperança, carinho, consciência e amor em nossas vidas, para que o Natal não seja somente uma data comercial e sim um tempo de união familiar e de amizade.
Que a esperança e a perseverança sejam nossas companheiras no próximo ano, trazendo para nossa vida um novo sopro de alegria e realização.


14 dezembro 2007

Convoco todos a lutar para impedirmos este erro....

Imaginem um site onde se pode ler gratuitamente as obras de Machado de Assis ou A Divina Comédia, ou ter acesso às melhores historinhas infantis de todos os tempos.
Um lugar que lhe mostrasse as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci. Onde você pudesse escutar (de graça) músicas em MP3 de alta qualidade... Pois esse lugar existe!
O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, basta acessar o site:
http://www.dominiopublico.gov.br

Passem esta informação a seus amigos, parentes e afins, divulguem o site para que o mesmo continue ativo.

10 dezembro 2007

Fazer sexo, comer chocolate amargo e consumir um café da manhã rico em frios pode ser o segredo para treinar e impulsionar a capacidade cerebral.

A tese é defendida no livro Teaching Yourself: Training Your Brain (Ensine você mesmo: treine seu cérebro, em tradução livre), que será publicado em janeiro na Grã-Bretanha e ainda não tem data para chegar ao Brasil.

Na obra, os autores Terry Horne e Simon Wootin analisam como a dieta, o ambiente e o estresse afetam a capacidade mental das pessoas.

Grande parte das sugestões feitas no livro tem como base substâncias químicas liberadas no organismo a partir de certas atividades, como fazer sexo.

De acordo com a obra, a penetração durante o ato sexual aumenta os níveis de oxitocina, que estimula o cérebro a pensar em novas idéias e soluções para problemas, enquanto que o pós-coito aumenta a quantidade de serotonina, estimulando a criatividade e o pensamento lógico.

No que se refere à comida, os autores acreditam que ingredientes encontrados no chocolate amargo, como magnésio e antioxidantes, aumentam a oxigenação cerebral. E comer frios, ovos ou peixes no café da manhã dá mais energia e facilita a absorção de nutrientes pelo organismo.

Envolvimento e satisfação

"Durante décadas nós pensamos que a capacidade no cérebro é geneticamente determinada, e agora ficou claro que é uma questão de estilo de vida", explicou Terry Horne, autor do livro e palestrante na Universidade de Lancaster.

Os autores aconselham os leitores a seguirem um "conceito de vida" chamado BLISS (prazer corporal, alegria, envolvimento, satisfação e sexo, na sigla em inglês) para aumentar a performance mental.

E ainda afirmam que quem quer impulsionar o cérebro deve evitar fumar maconha, assistir a novelas e conviver com quem reclama muito da vida.

"Misture-se com pessoas que te façam rir. Evite as pessoas que reclamam demais porque elas podem deixá-lo deprimido", aconselhou Hornes, que ainda defende baixa ingestão de álcool e carnes vermelhas.

Ainda na lista das atividades para estimular a "massa cinzenta", os autores defendem que crianças façam deveres de casa acompanhadas de colegas ou dos pais e que desde cedo sigam uma dieta baixa em gordura, rica em brócolis, peixes com ômega 3, pães e massas integrais.

http://oglobo.globo.com

08 dezembro 2007

Recicle o vidro. O planeta agradece.....

Para reabsorver uma única garrafa de vidro, a natureza precisa de 10 mil anos. É tempo demais e o meio ambiente não merece esse descuido. Hoje, nós, brasileiros, já reciclamos 42% do total produzido desse material. Vamos em frente!

Da próxima vez que usar as últimas gotas do seu perfume preferido ou passar o restinho de maionese no sanduíche, pense duas vezes antes de jogar os frascos de vidro no cesto de lixo. Vale a pena separar as embalagens, levá-las a um posto de coleta ou incentivar a instalação de lixo seletivo no edifício onde você mora. Mesmo quebrado ou em cacos, o vidro pode entrar mais uma, duas, 100 mil vezes no processo de fabricação de garrafas, embalagens e frascos. O aproveitamento é total: uma garrafa quebrada, quando entra no forno, se transforma em uma garrafa nova. A indústria que utiliza o vidro se anima com essa perspectiva, e o volume de material reciclado vem aumentando no Brasil. Uma pesquisa da Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro) mostra que a média de reciclagem na indústria brasileira é hoje de 42% do total produzido, contra 15% em 1991. "Ainda estamos longe do patamar da Suíça, que reaproveita 95% de suas embalagens de vidro", afirma Stefan David, consultor de reciclagem da associação. A reciclagem de vidro pode ser uma saída também para quem coleta o material. Muitos brasileiros, a maioria moradores de grandes cidades, tiram seu sustento com essa ocupação. O quilo do vidro beneficiado custa, em média, R$0,10 no mercado. O quilo da lata de alumínio sai entre R$2,00 e R$2,50, mas são necessárias muitas latinhas para formar 1kg. Por comparação, os preços por unidade são quase equivalentes.

Continue lendo em:
http://bonsfluidos.abril.uol.com.br

15 novembro 2007

Cânion do Xingó: uma natureza radical

Por Aurore Bubu
Ambientalista

Paredões rochosos com mais de 60 milhões de anos brotam das águas cristalinas do lago, formado com a construção de barragem no Rio São Francisco. Com apenas 21 mil km2, Sergipe, o menor Estado do País, oferece cenários paradisíacos a um número cada vez maior de turistas do Brasil e do exterior.

O Cânion de Xingó, localizado no município de Canindé do São Francisco, a 213 quilômetros de Aracaju, é um dos destinos mais procurados, principalmente por quem gosta de uma pitada de aventura durante as férias. Essa paisagem impressionante, com formações rochosas de mais de 60 milhões de anos brotando das águas do lago, surgiu a partir da construção da barragem da hidrelétrica de Xingó, no Rio São Francisco.

Em pleno semi-árido nordestino, o Rio Canindé era, na maior parte do tempo, um leito seco com escassa vegetação. Em 1995, a região foi alagada para criar o reservatório da hidrelétrica de Xingó, dando origem a uma vegetação exuberante, que atraiu enorme diversidade de pássaros e outras espécies.

A região é visitada por turistas interessados em praticar esportes radicais, observar a fauna e navegar por entre as rochas que circundam o lago, que em alguns pontos chega a ter 170 metros de profundidade.

“Sem dúvida é um dos lugares mais bonitos do Brasil. A natureza caprichou em Xingó e vale a pena visitar”, diz Paulo Roberto Fonseca, morador de Brasília que vai pelo menos uma vez por ano ao lago.

Em seus 60 km2 de espelho d’água, o lago de Xingó oferece várias surpresas. Os paredões de arenito rochoso se precipitam sobre as águas verdes. No cânion, é possível encontrar vestígios – como pinturas rupestres e fragmentos de cerâmica – dos primeiros habitantes do local, que viveram por lá há mais de oito mil anos. O passado atrai muitos turistas brasileiros interessados na história do lendário cangaceiro Lampião, morto em 1938. O fora-da-lei e seu bando trilharam o caminho que liga Canindé a Angico.

São Francisco

Apesar das paisagens de inegável apelo para os visitantes, a importância do Rio São Francisco vai bem além do seu potencial turístico. A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (CHESF), que pertence ao Grupo Eletrobrás, possui 14 usinas ao longo do rio. Só a de Xingó representa mais de 25% de toda a capacidade instalada da empresa. A usina tem capacidade instalada de 3,1 mil megawatts (MW). Já o complexo de Paulo Afonso – formado pelas usinas de Paulo Afonso I, II, III e IV e Apolônio Sales (Moxotó) – somam 4,2 mil MW. “O Nordeste se desenvolveu por causa do São Francisco. Sem ele, a população nordestina praticamente não teria condições de sobreviver. O rio é a alma do Nordeste”, diz Edgar Oliveira, superintendente de Projeto e Construção de Geração da CHESF.

Opinião semelhante tem o historiador Anderson Oliva, doutorando da Universidade de Brasília (UnB). “Além da importância econômica, o rio tem a função de ligar diversas localidades da região, contribuindo para a integração do Nordeste brasileiro”, diz. Oliva destaca ainda a identificação cultural da população com o rio: “É incrível como o São Francisco faz parte do imaginário popular e da cultura desses habitantes. Grande parte da produção cultural nordestina se deve ao Velho Chico”.

Continue lendo em:

http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./ecoturismo

04 novembro 2007

Primeiro Corredor Ecológico Marinho é criado pelo MMA

Entre os dias 5 e 9 de novembro será realizada na cidade de Caravelas (BA) a primeira Oficina de Planejamento para a criação do 1º Corredor Ecológico do Parque Nacional Marinho de Abrolhos. O evento vai reunir mais de 60 profissionais e técnicos do setor entre gestores, pesquisadores, pescadores, extrativistas, representantes dos governos federal e municipal, de ONGs, dos setores de turismo e empresarial. A criação de corredores ecológicos é prioridade para o MMA e baseia-se, entre outros fundamentos, em ações de planejamento e conservação ambiental de forma participativa e descentralizada, ações de vigilância, fiscalização, monitoramento e controle e criação de oportunidades de negócios sustentáveis.

Segundo Roberto Xavier de Lima, coordenador do Corredor Central da Mata Atlântica, a criação do primeiro corredor ecológico marinho tem por objetivo contribuir para a conservação da biodiversidade e dos recursos naturais na porção costeira e marinha do CCMA - Corredor Central da Mata Atlântica e estabelecer uma rede de Unidades de Conservação Marinha na região, por meio do planejamento, criação e implementação de uma rede de áreas marinhas protegidas.

"O primeiro corredor marinho vai fornecer bases sólidas de conhecimento para um planejamento de conservação compatível com as características sociais, econômicas e ambientais da região. Permitirá também a seleção de áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade, por meio de banco de dados gerados e de levantamentos em campo. Ele vai ainda desenvolver um mecanismo de financiamento e sustentabilidade econômica a longo prazo para a rede de áreas marinhas protegidas na área focal de Abrolhos", disse Roberto Lima.

Reconhecido internacionalmente pela Unesco, o Parque de Abrolhos é formado por inúmeras unidades de conservação costeiras e marinhas e tem importância inestimável para a conservação da natureza. Fundamental para a procriação de diversas espécies de corais, tartarugas, peixes e aves, o Parque de Abrolhos foi o primeiro parque marinho criado no Brasil, em 1983, abrangendo mais de 88 mil hectares. (MMA).

http://www.ambientebrasil.com.br/noticias

01 novembro 2007

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final

Este texto do Fernando Pessoa é muiiiiiiiito bom.....

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o
nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram a certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou
sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver quem você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: Não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração - e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas; portanto, às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.
Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa,
que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos,
promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do 'momento ideal'. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

18 outubro 2007

15 outubro 2007

Expansão da ciência e tecnologia é maior no interior paulista

São Carlos, Campinas, Piracicaba, Bauru e Ribeirão Preto têm sozinhas mais mestres e doutores a cada 100 mil habitantes se comparados aos da capital. Nas cidades do entorno de Araraquara, há quatro vezes mais cientistas. O interior é responsável por um quarto da produção científica nacional e abocanha mais da metade dos financiamentos federais destinados ao Estado. Das universidades e dos institutos nesta região, sai o conhecimento que abastece e cria empresas tecnológicas. Três em cada quatro projetos de inovação aprovados pela Fapesp são de fábricas com sotaque caipira. Graças a esses números, São Paulo publica hoje tanto quanto Espanha, Austrália, Irlanda ou Canadá.

"A aprovação dos projetos é em função da demanda, o que indica uma vitalidade intensa do interior", diz o diretor-científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Carlos Henrique de Brito Cruz. "O interior está bem articulado e competitivo em relação à capital", acrescenta Marco Antonio Zago, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os dois são cientistas, um de Campinas e o outro de Ribeirão Preto.

Inovação é a palavra da vez nas pesquisas acadêmicas do interior. Inventos práticos, necessários e alguns com cheiro de revolução. No Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica, do Instituto de Física da USP São Carlos, um novo equipamento diagnostica tumores sem precisar de biópsia (o exame tradicional é doloroso e o resultado só sai em semanas). Um feixe de luz em contato com o órgão ou a pele diferencia um tecido normal de um doente. O aparelho já está em teste no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

Conhecimento

Com o mesmo princípio, surgem outros produtos de fototerapia dinâmica, como os semáforos à prova da falta de energia e o aparelho para detectar e tratar o HPV e alguns tipos de câncer. Por trás das invenções, está o dinâmico e versátil físico Vanderlei Salvador Bagnato e uma equipe de cem pesquisadores. Foram eles os primeiros latino-americanos a realizarem a condensação de Bose-Einstein. Um gás é esfriado, próximo do zero absoluto (0 Kelvin ou -273,15 graus Celsius), quando ocorre a condensação. Entender o que se passa nesse momento permitirá desvendar a natureza quântica da matéria.

"A sociedade me dá dinheiro para ver o átomo e tenho que mostrar para que serve isso. Serve para curar o câncer", explica Bagnato. Nos últimos seis anos, seu laboratório produziu 28 patentes e destas, 12 viraram produtos. Qualquer experimento tem de mirar em educação ou saúde, mesmo que leve tempo. Os LEDs usados no semáforo antiblecaute ficaram prontos após seis anos. Outros projetos iam sendo tocados juntos para satisfazer à demanda por publicação de artigos, um dos fatores de avaliação dos pesquisadores. "O País tem de dar valor ao risco científico, senão vamos estudar só o conhecido e seremos apêndices dos outros."


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http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=34056

Parques lineares em São Paulo (SP) pretendem combater ilhas de calor causadas pela “selva de pedra”

Por: Mônica Pinto / AmbienteBrasil

Na cidade de São Paulo, verifica-se uma variação de até nove graus de uma região para outra, no mesmo horário. Esse fenômeno, causado basicamente pelas chamadas ilhas de calor, foi um dos registrados pelo Atlas Ambiental, publicado no final de 2004 pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, com a consultoria, na parte de Clima Urbano, do geógrafo José Roberto Tarifa, professor aposentado do Laboratório de Climatologia da Universidade de São Paulo – USP.

“As ilhas de calor são típicas de bairros de ocupação com padrão predominantemente industrial”, disse a AmbienteBrasil a geóloga Patrícia Sepe, supervisora de Planejamento Ambiental da Secretaria e coordenadora do Atlas. Isso porque, neles, em geral, falta arborização, enquanto sobram asfalto, concreto e telhas de amianto, materiais que refletem muito o calor.

À época dos estudos para o Atlas, ficou patente a responsabilidade do “progresso” nessa variação de temperatura ambiente. Foi feita uma simulação das unidades climáticas da capital paulista antes da intervenção antrópica, ou seja, quando a futura maior cidade do Brasil era habitada apenas por algumas tribos indígenas, que conviviam harmonicamente com flora e fauna. Este primeiro mapeamento revelou que, no início da colonização portuguesa, havia na região sete unidades climáticas. Hoje, altamente urbanizada, São Paulo convive com cerca de 50.

“Esse é um modelo de mudança climática local, que a cidade está produzindo ao longo de sua ocupação”, diz Patrícia.

As ilhas de calor, além de gerarem um desconforto térmico prejudicial inclusive à saúde dos moradores dos bairros onde elas se situam, influenciam o regime de chuvas, muito errático sobretudo no verão. “Uma frente fria que venha do litoral, passando pela calha do rio Tamanduateí, cuja morfologia natural favorece a circulação dos ventos, se choca com uma ilha de calor e aí chove. Ou seja, a umidade não consegue entrar e levar a chuva mais ao sul”, exemplifica a geóloga.

Uma das trincheiras de combate a esse problema está nos 31 parques lineares que a Prefeitura de São Paulo pretende implantar por toda a cidade. A idéia é não só expandir sua área verde, mas também contribuir para melhorar a permeabilidade do solo – o que reduz a formação de ilhas de calor e os estragos potenciais de enchentes – e proteger os cursos d'água ainda não canalizados.

A expectativa é que esses espaços evitem ainda a construção de habitações irregulares nas áreas de várzea dos córregos, e melhorem a qualidade de vida das populações de seu entorno, na medida em que os parques disponibilizem equipamentos de lazer.

A implantação de parques lineares é um conceito que surgiu no Plano Diretor Estratégico da cidade, criado pela Lei 13.430/2002. Para esse projeto, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente tem recursos oriundos do Fundo de Desenvolvimento Urbano – Fundurb -, vinculado à Secretaria Municipal de Planejamento Urbano, da ordem de R$ 38 milhões, valor que garante inicialmente a implantação de alguns parques. Outros serão executados mediante a entrada de compensações ambientais, um processo mais complexo e demorado.

Isso porque eles dependem de destinação de recursos da Câmara de Compensação Ambiental. O projeto é apresentado ao empreendedor, que pode ou não aprovar a conversão das mudas em obras. Por causa deste processo, os parques implantados desta maneira são feitos em etapas.

Já os parques com recursos do Fundurb deverão se tornar realidade no primeiro semestre de 2008, conforme a Assessoria de Comunicação da Secretaria.

Um deles está pronto, o Ipiranguinha, localizado na Subprefeitura de Itaquera. Um segundo, o de Parelheiros, tem conclusão prevista para o final deste mês. Estão em obras mais quatro: Sapé (Butantã), Itaim (Itaim Paulista), São José (Capela do Socorro) e Rapadura (Aricanduva).

Fora estes, ainda em 2007 deverão ser iniciadas obras em outros cinco parques lineares. Em 2008, mais seis começam a ser implantados, enquanto outros quatorze, atualmente, encontram-se na fase de levantamentos preliminares.

Patrícia Sepe admitiu a AmbienteBrasil que essa trajetória, muito provavelmente, vai esbarrar em percalços, especialmente porque ela prevê desapropriação de 5 milhões de metros quadrados, entre áreas de favelas e outras não públicas.

matéria do site: Ambiente Brasil

06 outubro 2007

Cascas de ovos recicladas produzem colágeno e hidrogênio

As cascas talvez sejam o primeiro tipo de embalagem descartável, desenvolvidas pela própria natureza. Agora, uma pesquisa feita na Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, resultou em um processo capaz de reciclar as cascas de ovos, dando-lhe duas destinações nobres e de alto valor econômico.

Colágeno da casca de ovo

Como em todo processo de reciclagem, o primeiro passo é limpar as "embalagens usadas". Só que as cascas de ovos não contêm exatamente sujeira. Seu interior é recoberto por uma membrana rica em colágeno, um material que, quando purificado, chega a custar US$1.000,00 o grama.

A equipe do Dr. Liang-Shih Fan desenvolveu um ácido orgânico capaz de remover inteiramente essa membrana interna das cascas de ovos. Cerca de 10% da membrana é constituída de colágeno, que pode ser utilizado tanto pela própria indústria de alimentos quanto para tratamentos médicos, para recuperação de pessoas que sofreram queimaduras graves ou em cirurgias cosméticas.

Produção de hidrogênio

Depois de limpas, as cascas podem ser utilizadas para a captura de dióxido de carbono durante uma reação que gera hidrogênio. "A chave para a produção de hidrogênio puro é separar o dióxido de carbono," explica o cientista.

As cascas de ovo são constituídas de carbonato de cálcio, um dos materiais mais absorventes que existem na natureza. É por isso que ele é um ingrediente importante em produtos como os antiácidos, por exemplo. Depois de um processamento térmico, esse carbonato se decompõe em óxido de cálcio, capaz de absorver gases ácidos, como o dióxido de carbono.

Captura de dióxido de carbono

O Dr. Fan então utilizou esse óxido de cálcio em um processo de produção de hidrogênio conhecido como reação de troca água-gás ("water-gas-shift reaction"). Neste processo, o hidrogênio é produzido pela gaseificação de combustíveis fósseis, principalmente o carvão. A gaseificação produz monóxido de carbono, que então se combina com a água para produzir dióxido de carbono e hidrogênio. As cascas de ovos processadas capturam o dióxido de carbono e permitem o aproveitamento do hidrogênio puro.

O carbonato de cálcio que forma as cascas de ovos são capazes de capturar dióxido de carbono em um volume equivalente a 78% do seu peso. O Brasil produz anualmente mais de 20 bilhões de ovos de galinha, o que equivale a cerca de 100.000 toneladas de cascas - um potencial para absorver 78.000 toneladas de dióxido de carbono.

do site inovação tecnológica....

28 setembro 2007

Muito interessante......

Cartão de visitas.
Fato ocorrido em 1892, verdadeiro e integrante de biografia.

Um senhor de 70 anos viajava de trem tendo ao seu lado um jovem universitário, que lia o seu livro de ciências. O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta. Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia e estava aberta no livro de Marcos.
Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou:
- O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices?
- Sim, mas não é um livro de crendices. É a Palavra de Deus. Estou errado?
- Mas é claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a História Universal.
Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião. Somente pessoas sem cultura ainda crêem que Deus tenha criado o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo isso.
- É mesmo? E o que pensam e dizem os nossos cientistas sobre a Bíblia?
- Bem, respondeu o universitário, como vou descer na próxima estação, falta-me tempo agora, mas deixe o seu cartão que eu lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência.
O velho então, cuidadosamente, abriu o bolso interno do paletó e deu o seu cartão ao universitário.
Quando o jovem leu o que estava escrito, saiu cabisbaixo sentindo-se pior que uma ameba.
No cartão estava escrito:

Professor Doutor Louis Pasteur,
Diretor Geral do Instituto de Pesquisas
Científicas da Universidade Nacional da França.

"Um pouco de ciência nos afasta de Deus.
Muito, nos aproxima."

Louis Pasteur

21 setembro 2007

Relógio do Mundo

Vale a pena conferir, dêem uma olhada clicando no link abaixo.....

http://poodwaddle.com/worldclockes.htm




20 setembro 2007

Convergência da biologia e da eletrônica gera biochips feitos com DNA

O DNA talvez seja a molécula mais conhecida do mundo. Um justo reconhecimento para a estrutura helicoidal que guarda as informações que descrevem as características de todos os seres vivos. O que poucos sabem é que o DNA é também uma das ferramentas mais utilizadas na nanotecnologia, servindo para a construção de minúsculas estruturas em nanoescala, graças à sua incrível habilidade em gerar estruturas bem definidas.

Biochips

Partindo de outro extremo, das estruturas inorgânicas e metálicas que compõem os chips, os cientistas descobriram que podiam usar a mesma técnica empregada para a construção dos microprocessadores para fabricar microlaboratórios - os famosos biochips, capazes de analisar líquidos orgânicos e até amostras de tecidos vivos.

Os microlaboratórios estão revolucionando a biomedicina e em poucos anos poderão transformar exames de laboratório, que hoje levam dias para ficarem prontos, em uma tarefa tão simples quanto medir a pressão arterial, podendo ser feitos no próprio consultório médico.

Convergência da biologia e da eletrônica

Agora, os cientistas Adam Woolley e Héctor Becerril conseguiram convergir essas duas técnicas - eles desenvolveram um método para a construção de biochips realmente bio, utilizando moléculas de DNA.

A maioria dos chips atuais é feita com uma tecnologia que permite a construção de elementos básicos medindo 90 nanômetros cada um. Alguns dos mais modernos microprocessadores já estão sendo fabricados com transistores medindo 65 nanômetros. A fábrica mais moderna do mundo (2007), pertencente à Panasonic, já consegue fabricar chips utilizando a tecnologia de 45 nanômetros.

Esta corrida pela miniaturização é uma corrida sem fim, mas uma corrida de grandes obstáculos - um deles é que uma nova fábrica dessas custa bilhões de dólares e as empresas não podem simplesmente fechar as fábricas antigas sem que elas tenham pago o investimento. Mas o principal obstáculo talvez seja que a tecnologia está atingindo limites físicos muito sérios e está cada vez mais difícil fazer os componentes encolherem.

Tecnologia de 10 nanômetros

A nova técnica, que foi batizada de nanolitografia por sombra de DNA, conseguiu, em sua primeira versão, gerar estruturas de apenas 10 nanômetros. Os cientistas mesclaram a capacidade de automontagem do DNA com a litografia, a técnica-padrão de fabricação de chips.

Os nanocanais e nanofios resultantes têm dimensões quase 10 vezes menores do que os melhores biochips atuais - que, em apenas alguns casos já estão sendo fabricados com a tecnologia de 90 nanômetros. A maioria deles, por serem ainda experimentais, são feitos com equipamentos mais antigos.

Litografia com DNA

As moléculas de DNA são depositadas sobre o substrato de silício, formando os modelos que se quer desenhar no chip. Sobre elas é depositada uma finíssima película metálica. As moléculas de DNA funcionam como uma espécie de stencil - daí o nome da técnica: nanolitografia por sombra de DNA. A gravação final é feita aplicando-se um plasma de gás altamente reativo, a mesma ferramenta utilizada pela indústria de semicondutores.

Para terminar o processo de fabricação dos biochips, basta entalhar os nanocanais na arquitetura desejada e, a seguir, selar sua parte superior, formando os nanocanais com altíssima precisão. A dimensão exata dos nanocanais pode ser variada alterando-se o ângulo de deposição da película metálica e sua espessura.

A mesma estrutura pode ser utilizada como molde para a fabricação de nanofios ou mesmo peças bidimensionais de formato complexo.

Nano-sensores

Diferentes espessuras dos nanocanais tornam os biochips capazes de trabalhar seletivamente com diversos tipos de moléculas, permitindo, por exemplo, que as reações químicas em seu interior aconteçam apenas entre os compostos desejados.

Isto é essencial para a detecção de determinados agentes patogênicos ou para a fabricação de compostos químicos difíceis de se obter em larga escala. É assim também que deverão funcionar os nano-sensores do futuro, capazes de detectar até moléculas individuais de gases tóxicos ou elementos poluentes.

Bibliografia:
DNA Shadow Nanolithography
Héctor A. Becerril, Adam T. Woolley

Small Vol.: 3, Issue 9 , Pages 1534 - 1538
DOI: 10.1002/smll.200700240

16 setembro 2007

Você!!!

Antes de Tudo, Você!


Antes de ser o mais bonito,
seja autêntico e triunfará.
Antes de ser o mais inteligente
esforce-se mais e conseguirá.
Antes de ser o mais bem vestido
seja simples e encantará.
Antes de colecionar amores
procure o verdadeiro e encontrará.
Antes de ofender na hora da raiva,
seja dedicado e convencerá...
Antes de se acabar por um amor perdido,
valorize-se mais , goste mais
de você e não mais sofrerá.
Antes de mostrar que é um gênio,
mostre que é capaz de fazer o que os
outros tem preguiça e vencerá.
Antes de sentir-se derrotado,
pense que muitos desistem antes mesmo de começar.
E se você chegou onde está,
e até agora não conseguiu o que deseja, não desanime.
Pois Deus fez abismos
pra que o homem compreendesse as montanhas.
Fez obstáculos para que o homem louvasse os prazeres.
E fez você para que com ele descobrisse a vida
que há pela frente e encontrasse a felicidade...

Portanto, seja feliz...
seja amigo...
seja amável...
Seja antes de tudo...

Você!

14 setembro 2007

Riqueza da língua

Ferramenta fundamental na carreira e no crescimento
pessoal, o português pode ser transformado por um
acordo ortográfico. Mas essa não é a única revolução
por que a língua está passando......

Engavetado desde sua assinatura, em 1990, voltou a assombrar o acordo ortográfico que visa a unificar a escrita do português nos países que o adotam como língua oficial. O Ministério da Educação chegou a anunciar a entrada em vigor da reforma no Brasil já em 2008. Felizmente, essa data foi postergada. Por mais modorrenta que seja, essa discussão não deve se extinguir. Ela tem implicações profundas de ordem técnica e comercial, além de provocar ainda mais ansiedade nos milhões de brasileiros mergulhados em dúvidas no seu empenho diário para falar e escrever bem. Dominar a norma culta de um idioma é plataforma mínima de sucesso para profissionais de todas as áreas. Engenheiros, médicos, economistas, contabilistas e administradores que falam e escrevem certo, com lógica e riqueza vocabular, têm mais chance de chegar ao topo do que profissionais tão qualificados quanto eles mas sem o mesmo domínio da palavra. Por essa razão, as mudanças ortográficas interessam e trazem dúvidas a todos. O acordo diz como se devem usar o hífen e o acento agudo e outros desses minúsculos sinais gráficos que já fizeram estatelar muitas reputações. A diferença entre um sucesso e um vexame pode ser determinada por uma simples crase mal utilizada. Portanto, não há como ignorar quando os sábios se reúnem para determinar o que é certo e errado no uso do português.

Nas grandes corporações, os testes de admissão concedem à competência lingüística dos candidatos, muitas vezes, o mesmo peso dado à aptidão para trabalhar em grupo ou ao conhecimento de matemática. Diversas pesquisas estabelecem correlações entre tamanho de vocabulário e habilidade de comunicação, de um lado, e ascensão profissional e ganhos salariais, de outro. Salte-se agora do micro para o macro. Uma decisão aparentemente arcana sobre o uso correto do trema, por exemplo, pode ganhar contornos bem mais amplos em um momento em que os idiomas nacionais sofrem todo tipo de pressão desestabilizadora. Como diz o lingüista britânico David Crystal (veja entrevista), a globalização e a revolução tecnológica da internet estão dando origem a um "novo mundo lingüístico". Entre os fenômenos desse novo mundo estão as subversões da ortografia presentes nos blogs e nas trocas de e-mails e o aumento no ritmo da extinção de idiomas. Estima-se que um deles desapareça a cada duas semanas. Cresce a consciência de que as línguas bem faladas, protegidas por normas cultas, são ferramentas da cultura e também armas da política, além de ser riquezas econômicas.

A reforma do português ora em curso vai se defrontar com um desafio inédito. Outras mudanças foram feitas em situações em que era bem menos intenso o ritmo de entrada de palavras e conceitos na corrente da vida cotidiana. Em tempos de internet, as línguas, por natureza refratárias a arranjos de gabinete e legislações impostas de cima para baixo, podem se comportar como potros indomáveis. Quem vai ligar para as novas regras de uso do hífen quando mantém longas e satisfatórias conversações na internet usando apenas interjeições e símbolos gráficos como os consagrados "emoticons" para alegre :-) ou triste :-(?

David Crystal cunhou o termo netspeak para designar as formas inéditas de expressão escrita que a internet gerou. A inclusão de símbolos audiovisuais, os links que permitem "saltos" de um texto para o outro – nada disso existia nas formas anteriores de comunicação. A comunicação por escrito se tornou mais ágil e veloz, aproximando-se, nesse sentido, da fala. "A necessidade de diminuir o tempo de escrita e se aproximar do tempo da fala levou os usuários a ser cada vez mais objetivos e compactos", diz o lingüista Antonio Carlos dos Santos Xavier, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Essa tendência é mais notória nas conversas que os adolescentes mantêm através de programas como o MSN, com abreviações como blz (beleza) e frases de sonoridade tribal como bora nu cinema – pod c as 8? (vamos ao cinema – pode ser às 8?). Mas o netspeak não é só para os imberbes. Até no âmbito profissional a objetividade eletrônica está imperando. A carta comercial que iniciava com a fórmula "vimos por meio desta" é peça de museu. "Gêneros como a carta circular ou o requerimento estão em extinção. O e-mail absorveu essas funções", observa a lingüista Cilda Palma, que, em sua dissertação de mestrado na UFPE, estudou a comunicação interna de uma empresa pública – um posto regional dos Correios – e de uma empresa então recentemente privatizada, a Petroflex. Ela constatou que a correspondência eletrônica tornou a comunicação mais informal – e que essa tendência foi mais longe na empresa privada. Observa a pesquisadora: "Os Correios ainda mantêm uma infra-estrutura anacrônica, que exige fotocópias e carimbos nos comunicados internos".

continue lendo na revista veja:

http://veja.abril.com.br

08 setembro 2007

até onde???

“Deus vai até onde
Freud desejaria ir, na
divisão da alma e do
espírito, no ponto mais
profundo do ser
humano, onde os
terapeutas jamais
conseguiriam chegar.”

Silas Malafaia, in Mensagens Inspiradas, Ed. Central Gospel.

04 setembro 2007

Fernando Pessoa.............

"Alimente a sua alma com amor,
cure as suas feridas com carinho.
Descubra-se todos os dias,
deixe-se levar pelas vontades,
mas não enlouqueça por elas.
Abasteça seu coração de fé,
não a perca nunca.
Alague seu coração de esperanças,
mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte.
Se perceber que precisa seguir, siga.
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-as.
Se perder um amor, não se perca.
Se o achar, segure-o.
Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala.
O mais é nada".

30 agosto 2007

Tijolo que reutiliza garrafas PET concorre a prêmios científicos

Por Mônica Pinto / AmbienteBrasil

O Prêmio Finep de Inovação Tecnológica deste ano tem, entre seus inscritos, um produto que alia conservação ambiental a novos estímulos no campo da construção civil. Trata-se do “tijolo com PET”, primeiro no país a reutilizar uma garrafa PET inteira em sua fabricação.

O invento também está no páreo do Prêmio Professor Samuel Benchimol, que contempla tecnologias voltadas para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

O produto nasceu a partir de um projeto do professor de Física Newton Lima, com alunos de Engenharia Civil, Ambiental e Arquitetura da Ulbra – Centro Universitário Luterano - de Manaus.

Ele conta que foi procurado por alunos de Engenharia Civil para propor um projeto. Estava sem tempo, mas inspirou-se em um artigo que lera na revista da Gillete do Brasil, relatando que engenheiros ambientais tinham desenvolvido um tijolo com borra das lâminas de barbear.

“Logo pensei: ‘se dá certo com resíduos de lâminas, pode dar certo com garrafas PET’. E deu”, disse o professor Newton a AmbienteBrasil.

Em termos resumidos, a técnica consiste em colocar-se argamassa (cimento e areia) em uma fôrma de madeira ou de ferro. Em seguida, coloca-se a garrafa PET e encobre-se novamente com argamassa. Após dois dias, retira-se da forma, coloca-se para curar e, em sete dias, está pronto para ser usado como módulo de construção civil. A proporção é de uma garrafa por tijolo.

Quanto à aplicação prática do processo, Newton diz que deu consultoria à Associação Comercial da Bahia para construção de casas populares. Ministrou também oficina no município de Carauari (AM), pelo Projeto Rondon na Operação Amazônia Ocidental em 2007, destinada a colaboradores da coleta de lixo seletivo da cidade para fins de construção de sarjetas em sua periferia.

Segundo o professor, a prefeitura de Manaus, por intermédio da Secretaria de Articulação nas Comunidades, fez um breve treinamento para aplicação em um galpão de recebimento de garrafas PET na capital amazonense.

Nenhuma empresa privada manifestou ainda interesse em desenvolver o produto comercialmente, mas é possível que isso ocorra em breve, sobretudo em função das vantagens econômicos do tijolo PET em relação ao convencional.

“Quando termina a construção do tradicional, ele tem que ser embuçado e o de PET não; é quando o preço da edificação muda muito e o de PET fica mais barato em até três vezes”, diz Newton Lima.

Outras vantagens são os isolamentos térmico e acústico, de grande qualidade, segundo o professor.

Para o meio ambiente, o ganho salta aos olhos. É mais um incentivo para a separação do lixo, poupando os aterros sanitários, rios, lagos etc. do despejo de um resíduo cuja principal característica é justamente o enorme tempo até sua deterioração.

20 agosto 2007

Açaí faz 1 vítima de doença de Chagas a cada 4 dias na Amazônia

A cada quatro dias, em média, uma pessoa é infectada com doença de Chagas ao beber suco de açaí na Amazônia. Tem sido assim nos últimos 15 meses, quando 15 surtos da doença foram registrados no Pará, no Amazonas e no Amapá.

Neste mês, já há dois surtos notificados: um em Breves (PA) e outro em Abaetetuba (PA). Quinze pessoas foram diagnosticadas com a enfermidade. Uma morte é investigada.

Os dados, do Ministério da Saúde, evidenciam uma nova preocupação do órgão: lidar com a transmissão oral um ano após receber da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) um certificado de eliminação da transmissão pelo barbeiro "caseiro" (que vivia em colônias em buracos nas paredes de habitações precárias).

Desde junho do ano passado, 116 pessoas pegaram a doença após ingerir sucos típicos da região (principalmente açaí e bacaba -chamado de açaí branco) triturados com o barbeiro.

De acordo com o Instituto Evandro Chagas, de 1968 até 2005, foram registrados, em média, 12 casos por ano na região amazônica por via oral. Ou seja, houve aumento de 867%.

O ministério aponta ao menos três razões para essa situação: a subnotificação de casos até então, o desmatamento e as queimadas na Amazônia e a falta de cuidado e higiene no processamento artesanal da fruta.

"Houve um aumento na detecção de casos. Isso porque antes o número casos de doença de Chagas por ano era muito grande e não havia a distinção se era por transmissão vetorial [por picada], sangüínea ou oral", afirma Eduardo Hage, diretor de Vigilância Epidemiológica do ministério.

Ele diz ainda que foi implantado um sistema de vigilância específico para a região no final de 2005. "Agora, quando é feito exame de rotina para malária, também é verificada a presença de doença de Chagas."

Subnotificação

O chefe da seção de parasitologia do Instituto Evandro Chagas, Aldo Valente, concorda com a hipótese de subnotificação. "Estudos epidemiológicos dão conta que, para cada caso notificado, se tenha pelo menos 20 'silenciosos'."

Apesar disso, os dois dizem que outros fatores podem ter provocado a explosão de casos, como o desmatamento.

Todos os casos ocorreram em localidades rurais. Os surtos são limitados, já que há preparação artesanal do suco para amigos e parentes.

Doença

A doença de Chagas é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, transmitido pelo barbeiro. Os sintomas são febre, mal-estar, dor de cabeça e nas articulações, inchaços dos olhos, do fígado e do baço e alterações cardíacas.

Outros três surtos com 21 doentes foram registrados no Nordeste do país, também por transmissão oral, em 2006.
(Fonte: Folha Online)

http://www.ambientebrasil.com.br/noticias

13 agosto 2007

É preciso não esquecer nada

É preciso não esquecer nada:

nem a torneira aberta nem o fogo aceso,

nem o sorriso para os infelizes

nem a oração de cada instante.

É preciso não esquecer de ver a nova borboleta

nem o céu de sempre.

O que é preciso é esquecer o nosso rosto,

o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.

O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos

a idéia de recompensa e de glória.

O que é preciso é ser como se já não fôssemos

vigiados pelos próprios olhos

severos conosco, pois o resto não nos pertence.


de Cecília Meireles

05 agosto 2007

Alerta para uso de corticóides inaláveis no combate a Asma....

De IARA BIDERMAN em colaboração para a Folha de S.Paulo


Embora não se fale em cura para a asma --uma doença inflamatória crônica dos brônquios--, há, atualmente, tratamentos considerados bastante eficazes. Segundo o Consenso Brasileiro no Manejo da Asma, o tratamento recomendado é o uso de medicamentos inaláveis da classe dos corticóides, explica Wellington Borges, presidente do departamento científico de alergia e imunologia da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria).

É um tratamento profilático, feito continuamente e por longo prazo. "Não adianta tratar só na hora da crise. Precisamos controlar a doença, e a melhor forma, além dos cuidados ambientais, é com esses corticóides inaláveis, muito eficazes como antiinflamatórios e com pouquíssimos efeitos colaterais", afirma Bernardo Kiertsman, chefe do serviço de pneumologia pediátrica da faculdade de medicina da Santa Casa de São Paulo.

A forma inalável é responsável pela diminuição dos efeitos colaterais observados com corticóides, já que as doses administradas são muito menores do que as utilizadas no medicamento oral, assim como é bem menor a absorção da substância pelo organismo. "É óbvio que existem efeitos colaterais, mas, em comparação com o corticóide sistêmico [oral] eles são muito menores", diz Márcia Carvalho Mallozi, coordenadora do ambulatório de alergia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Um dos efeitos possíveis que costumam causar preocupação nos pais é o atraso no crescimento da criança. Mas as pesquisas apontam que esse atraso ocorre apenas no primeiro ano de uso do medicamento e, com o passar dos anos, a criança medicada atinge os parâmetros esperados para sua curva individual de crescimento. "Outra possibilidade, se a inalação é oral, é a colonização de fungos na garganta", diz Borges. Conseqüências como osteopenia (diminuição da densidade mineral dos ossos) podem ocorrer, mas são muito raras, afirma Mallozi.

Para Kiertsman, "são muito piores os efeitos da doença do que os possíveis de ocorrer com o medicamento". Embora a maioria dos casos de asma tenha cura espontânea, desaparecendo até o início da adolescência, a doença não tratada pode causar lesões pulmonares que, na vida adulta, aumentam o risco de problemas como a DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica). Na infância, crises agudas de asma são causa freqüente de internações hospitalares.

Maria Jussara Fernandes Fontes, professora-adjunta da faculdade de medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e pneumologista pediátrica, considera o tratamento com corticóides inaláveis um enorme avanço, mas acha que, atualmente, há um exagero nas prescrições. "Há uma tendência em sempre receitar esse tratamento, mas não é bem assim. Não é a solução para todo mundo. Tem de ser bem indicado e bem acompanhado. O medicamento pode trazer efeitos indesejáveis, mesmo que esses sejam menores dos que os do remédio oral", diz.

Fontes acredita que alguns riscos potenciais ainda precisam ser mais estudados. Ela cita, como exemplo, o impacto na glândula adrenal causado por corticóides. A adrenal interfere em várias funções do organismo, incluindo as responsáveis pela resistência a infecções.

As maiores preocupações de Fontes são relacionadas ao uso de doses mais altas, por tempo muito prolongado, e a prescrição para crianças muito pequenas, de até dois anos. "Nessa faixa etária, há vários fatores que fazem a criança chiar. Os pais podem achar que é asma, mas nem sempre é. O diagnóstico e o acompanhamento são fundamentais."

Borges, da SBP, diz que o tratamento com corticóide inalável não é usado em casos de asma leve e intermitente. Também não é comum prescrevê-lo para menores de dois anos, que ainda não têm o organismo totalmente amadurecido e podem ter reações mais severas ao medicamento.

01 agosto 2007

O tempo passa? Não passa .........

Carlos Drummond de Andrade

O tempo passa? Não passa no abismo do coração.

Lá dentro, perdura a graça do amor, florindo em canção.

O tempo nos aproxima cada vez mais,

nos reduza um só verso e uma rima de mãos e olhos, na luz.

Não há tempo consumido nem tempo a economizar.

O tempo é todo vestido de amor e tempo de amar

O meu tempo e o teu, amada, transcendem qualquer medida.

Além do amor, não há nada, amar é o sumo da vida.

São mitos de calendário tanto o ontem como o agora,

e o teu aniversário é um nascer toda hora.

E nosso amor, que brotou do tempo, não tem idade

pois só quem ama escutou o apelo da eternidade.