26 dezembro 2007
Reciclagem mais barata
Uma nova técnica de reciclagem de pilhas e baterias pode reduzir o descarte desses materiais nos lixos e aterros das cidades e contribuir para a diminuição da poluição ambiental. Uma equipe da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) criou um método simples e mais barato que o convencional para reaproveitar os metais presentes em pilhas e baterias, o que deve reavivar a discussão sobre a separação do lixo no Brasil.
“Nosso objetivo é criar um novo jeito de tratar qualquer tipo de pilha ou bateria”, afirma um dos coordenadores do projeto, o engenheiro químico Marcelo Mansur, do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da UFMG. Ele explica que existem as pilhas primárias, como as de zinco-carbono e zinco-manganês, e as baterias secundárias ou recarregáveis (como as usadas em telefones celulares), que podem ser de níquel-cádmio, níquel metal-hidreto ou de íons de lítio.
“Essas baterias têm composição química metálica específica, logo, devem ser tratadas separadamente”, ressalta. E acrescenta: “As de níquel-cádmio e as de níquel metal-hidreto eram as mais utilizadas em celulares e hoje constituem grande parte do material descartado, pois estão sendo substituídas pelas de íons lítio, mais modernas e eficientes.”
O novo método de reciclagem, desenvolvido por alunos da UFMG, consiste em retirar a carcaça metálica e de plástico que envolve as pilhas e baterias – que são enviadas para reaproveitamento – e dissolver os compostos metálicos presentes dentro desses dispositivos em uma solução ácida – processo chamado de lixiviação. Depois, os compostos são separados em função do tipo de bateria tratada, para que metais como níquel, cobalto, zinco e manganês, obtidos sob a forma de sais purificados, sejam reaproveitados.
Hoje em dia, há empresas responsáveis por reciclar os metais residuais de pilhas e baterias usadas por grandes corporações. No entanto, o método usual de eliminação dos resíduos é caro. “As pilhas e baterias usadas são colocadas em fornos operados a elevadas temperaturas, onde os metais são transformados em gases, que depois são condensados”, conta Mansur.
O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) permite o descarte de pilhas no lixo comum e seu despejo em aterros sanitários, se elas apresentarem baixos teores de mercúrio, cádmio e chumbo. Esse é o caso das pilhas de zinco-carbono e zinco-manganês, e de baterias como as de níquel metal-hidreto e de íons de lítio. Já as de níquel-cádmio requerem tratamento especial, pois contêm elevados teores de cádmio, metal tóxico que não pode ser liberado no ambiente.
Para Mansur, a legislação é insuficiente para tratar o assunto. “Verificamos em estudo recente que baterias de níquel-cádmio são rotuladas indevidamente como se fossem de níquel metal-hidreto. Logo, o descarte desse material pode representar sério problema ambiental.”
O pesquisador alerta que, mesmo distribuídas por todo o país, as pilhas e baterias tornam-se um agente poluidor importante. “É enorme a quantidade de unidades descartadas. Estimamos que mais de um bilhão de pilhas e baterias sejam consumidos a cada ano no Brasil.”
Mansur acredita que ainda é preciso insistir na separação do lixo para tratá-lo. “O problema seria resolvido se as pessoas criassem o hábito de juntar as pilhas e baterias, para que elas fossem levadas até estações de tratamento especializadas.” E acrescenta: “Na Europa, o indivíduo que chega a uma loja para comprar pilhas novas e entrega certa quantidade de pilhas usadas ganha desconto na compra. Talvez esse incentivo esteja faltando por aqui.”
Fabíola Bezerra
Ciência Hoje On-line
25 dezembro 2007
Feliz Natal e um Maravilhoso Ano Novo!!!

Que todos tenhamos mais esperança, carinho, consciência e amor em nossas vidas, para que o Natal não seja somente uma data comercial e sim um tempo de união familiar e de amizade.
Que a esperança e a perseverança sejam nossas companheiras no próximo ano, trazendo para nossa vida um novo sopro de alegria e realização.
14 dezembro 2007
Convoco todos a lutar para impedirmos este erro....
Um lugar que lhe mostrasse as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci. Onde você pudesse escutar (de graça) músicas em MP3 de alta qualidade... Pois esse lugar existe!
O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, basta acessar o site:
http://www.dominiopublico.gov.br
Passem esta informação a seus amigos, parentes e afins, divulguem o site para que o mesmo continue ativo.
10 dezembro 2007
Fazer sexo, comer chocolate amargo e consumir um café da manhã rico em frios pode ser o segredo para treinar e impulsionar a capacidade cerebral.
Na obra, os autores Terry Horne e Simon Wootin analisam como a dieta, o ambiente e o estresse afetam a capacidade mental das pessoas.
Grande parte das sugestões feitas no livro tem como base substâncias químicas liberadas no organismo a partir de certas atividades, como fazer sexo.
De acordo com a obra, a penetração durante o ato sexual aumenta os níveis de oxitocina, que estimula o cérebro a pensar em novas idéias e soluções para problemas, enquanto que o pós-coito aumenta a quantidade de serotonina, estimulando a criatividade e o pensamento lógico.
No que se refere à comida, os autores acreditam que ingredientes encontrados no chocolate amargo, como magnésio e antioxidantes, aumentam a oxigenação cerebral. E comer frios, ovos ou peixes no café da manhã dá mais energia e facilita a absorção de nutrientes pelo organismo.
Envolvimento e satisfação
"Durante décadas nós pensamos que a capacidade no cérebro é geneticamente determinada, e agora ficou claro que é uma questão de estilo de vida", explicou Terry Horne, autor do livro e palestrante na Universidade de Lancaster.
Os autores aconselham os leitores a seguirem um "conceito de vida" chamado BLISS (prazer corporal, alegria, envolvimento, satisfação e sexo, na sigla em inglês) para aumentar a performance mental.
E ainda afirmam que quem quer impulsionar o cérebro deve evitar fumar maconha, assistir a novelas e conviver com quem reclama muito da vida.
"Misture-se com pessoas que te façam rir. Evite as pessoas que reclamam demais porque elas podem deixá-lo deprimido", aconselhou Hornes, que ainda defende baixa ingestão de álcool e carnes vermelhas.
Ainda na lista das atividades para estimular a "massa cinzenta", os autores defendem que crianças façam deveres de casa acompanhadas de colegas ou dos pais e que desde cedo sigam uma dieta baixa em gordura, rica em brócolis, peixes com ômega 3, pães e massas integrais.
http://oglobo.globo.com
08 dezembro 2007
Recicle o vidro. O planeta agradece.....
Da próxima vez que usar as últimas gotas do seu perfume preferido ou passar o restinho de maionese no sanduíche, pense duas vezes antes de jogar os frascos de vidro no cesto de lixo. Vale a pena separar as embalagens, levá-las a um posto de coleta ou incentivar a instalação de lixo seletivo no edifício onde você mora. Mesmo quebrado ou em cacos, o vidro pode entrar mais uma, duas, 100 mil vezes no processo de fabricação de garrafas, embalagens e frascos. O aproveitamento é total: uma garrafa quebrada, quando entra no forno, se transforma em uma garrafa nova. A indústria que utiliza o vidro se anima com essa perspectiva, e o volume de material reciclado vem aumentando no Brasil. Uma pesquisa da Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro) mostra que a média de reciclagem na indústria brasileira é hoje de 42% do total produzido, contra 15% em 1991. "Ainda estamos longe do patamar da Suíça, que reaproveita 95% de suas embalagens de vidro", afirma Stefan David, consultor de reciclagem da associação. A reciclagem de vidro pode ser uma saída também para quem coleta o material. Muitos brasileiros, a maioria moradores de grandes cidades, tiram seu sustento com essa ocupação. O quilo do vidro beneficiado custa, em média, R$0,10 no mercado. O quilo da lata de alumínio sai entre R$2,00 e R$2,50, mas são necessárias muitas latinhas para formar 1kg. Por comparação, os preços por unidade são quase equivalentes.
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http://bonsfluidos.abril.uol.com.br
15 novembro 2007
Cânion do Xingó: uma natureza radical
Ambientalista
Paredões rochosos com mais de 60 milhões de anos brotam das águas cristalinas do lago, formado com a construção de barragem no Rio São Francisco. Com apenas 21 mil km2, Sergipe, o menor Estado do País, oferece cenários paradisíacos a um número cada vez maior de turistas do Brasil e do exterior.
O Cânion de Xingó, localizado no município de Canindé do São Francisco, a 213 quilômetros de Aracaju, é um dos destinos mais procurados, principalmente por quem gosta de uma pitada de aventura durante as férias. Essa paisagem impressionante, com formações rochosas de mais de 60 milhões de anos brotando das águas do lago, surgiu a partir da construção da barragem da hidrelétrica de Xingó, no Rio São Francisco.
Em pleno semi-árido nordestino, o Rio Canindé era, na maior parte do tempo, um leito seco com escassa vegetação. Em 1995, a região foi alagada para criar o reservatório da hidrelétrica de Xingó, dando origem a uma vegetação exuberante, que atraiu enorme diversidade de pássaros e outras espécies.
A região é visitada por turistas interessados em praticar esportes radicais, observar a fauna e navegar por entre as rochas que circundam o lago, que em alguns pontos chega a ter 170 metros de profundidade.
“Sem dúvida é um dos lugares mais bonitos do Brasil. A natureza caprichou em Xingó e vale a pena visitar”, diz Paulo Roberto Fonseca, morador de Brasília que vai pelo menos uma vez por ano ao lago.
Em seus 60 km2 de espelho d’água, o lago de Xingó oferece várias surpresas. Os paredões de arenito rochoso se precipitam sobre as águas verdes. No cânion, é possível encontrar vestígios – como pinturas rupestres e fragmentos de cerâmica – dos primeiros habitantes do local, que viveram por lá há mais de oito mil anos. O passado atrai muitos turistas brasileiros interessados na história do lendário cangaceiro Lampião, morto em 1938. O fora-da-lei e seu bando trilharam o caminho que liga Canindé a Angico.
São Francisco
Apesar das paisagens de inegável apelo para os visitantes, a importância do Rio São Francisco vai bem além do seu potencial turístico. A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (CHESF), que pertence ao Grupo Eletrobrás, possui 14 usinas ao longo do rio. Só a de Xingó representa mais de 25% de toda a capacidade instalada da empresa. A usina tem capacidade instalada de 3,1 mil megawatts (MW). Já o complexo de Paulo Afonso – formado pelas usinas de Paulo Afonso I, II, III e IV e Apolônio Sales (Moxotó) – somam 4,2 mil MW. “O Nordeste se desenvolveu por causa do São Francisco. Sem ele, a população nordestina praticamente não teria condições de sobreviver. O rio é a alma do Nordeste”, diz Edgar Oliveira, superintendente de Projeto e Construção de Geração da CHESF.
Opinião semelhante tem o historiador Anderson Oliva, doutorando da Universidade de Brasília (UnB). “Além da importância econômica, o rio tem a função de ligar diversas localidades da região, contribuindo para a integração do Nordeste brasileiro”, diz. Oliva destaca ainda a identificação cultural da população com o rio: “É incrível como o São Francisco faz parte do imaginário popular e da cultura desses habitantes. Grande parte da produção cultural nordestina se deve ao Velho Chico”.
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http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./ecoturismo
04 novembro 2007
Primeiro Corredor Ecológico Marinho é criado pelo MMA
Segundo Roberto Xavier de Lima, coordenador do Corredor Central da Mata Atlântica, a criação do primeiro corredor ecológico marinho tem por objetivo contribuir para a conservação da biodiversidade e dos recursos naturais na porção costeira e marinha do CCMA - Corredor Central da Mata Atlântica e estabelecer uma rede de Unidades de Conservação Marinha na região, por meio do planejamento, criação e implementação de uma rede de áreas marinhas protegidas.
"O primeiro corredor marinho vai fornecer bases sólidas de conhecimento para um planejamento de conservação compatível com as características sociais, econômicas e ambientais da região. Permitirá também a seleção de áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade, por meio de banco de dados gerados e de levantamentos em campo. Ele vai ainda desenvolver um mecanismo de financiamento e sustentabilidade econômica a longo prazo para a rede de áreas marinhas protegidas na área focal de Abrolhos", disse Roberto Lima.
Reconhecido internacionalmente pela Unesco, o Parque de Abrolhos é formado por inúmeras unidades de conservação costeiras e marinhas e tem importância inestimável para a conservação da natureza. Fundamental para a procriação de diversas espécies de corais, tartarugas, peixes e aves, o Parque de Abrolhos foi o primeiro parque marinho criado no Brasil, em 1983, abrangendo mais de 88 mil hectares. (MMA).
http://www.ambientebrasil.com.br/noticias
01 novembro 2007
Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final
nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram a certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou
sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver quem você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: Não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração - e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas; portanto, às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.
Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa,
que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos,
promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do 'momento ideal'. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.
18 outubro 2007
15 outubro 2007
Expansão da ciência e tecnologia é maior no interior paulista
"A aprovação dos projetos é em função da demanda, o que indica uma vitalidade intensa do interior", diz o diretor-científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Carlos Henrique de Brito Cruz. "O interior está bem articulado e competitivo em relação à capital", acrescenta Marco Antonio Zago, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os dois são cientistas, um de Campinas e o outro de Ribeirão Preto.
Inovação é a palavra da vez nas pesquisas acadêmicas do interior. Inventos práticos, necessários e alguns com cheiro de revolução. No Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica, do Instituto de Física da USP São Carlos, um novo equipamento diagnostica tumores sem precisar de biópsia (o exame tradicional é doloroso e o resultado só sai em semanas). Um feixe de luz em contato com o órgão ou a pele diferencia um tecido normal de um doente. O aparelho já está em teste no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.
Conhecimento
Com o mesmo princípio, surgem outros produtos de fototerapia dinâmica, como os semáforos à prova da falta de energia e o aparelho para detectar e tratar o HPV e alguns tipos de câncer. Por trás das invenções, está o dinâmico e versátil físico Vanderlei Salvador Bagnato e uma equipe de cem pesquisadores. Foram eles os primeiros latino-americanos a realizarem a condensação de Bose-Einstein. Um gás é esfriado, próximo do zero absoluto (0 Kelvin ou -273,15 graus Celsius), quando ocorre a condensação. Entender o que se passa nesse momento permitirá desvendar a natureza quântica da matéria.
"A sociedade me dá dinheiro para ver o átomo e tenho que mostrar para que serve isso. Serve para curar o câncer", explica Bagnato. Nos últimos seis anos, seu laboratório produziu 28 patentes e destas, 12 viraram produtos. Qualquer experimento tem de mirar em educação ou saúde, mesmo que leve tempo. Os LEDs usados no semáforo antiblecaute ficaram prontos após seis anos. Outros projetos iam sendo tocados juntos para satisfazer à demanda por publicação de artigos, um dos fatores de avaliação dos pesquisadores. "O País tem de dar valor ao risco científico, senão vamos estudar só o conhecido e seremos apêndices dos outros."
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http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=34056
Parques lineares em São Paulo (SP) pretendem combater ilhas de calor causadas pela “selva de pedra”
Por: Mônica Pinto / AmbienteBrasil
Na cidade de São Paulo, verifica-se uma variação de até nove graus de uma região para outra, no mesmo horário. Esse fenômeno, causado basicamente pelas chamadas ilhas de calor, foi um dos registrados pelo Atlas Ambiental, publicado no final de 2004 pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, com a consultoria, na parte de Clima Urbano, do geógrafo José Roberto Tarifa, professor aposentado do Laboratório de Climatologia da Universidade de São Paulo – USP.
“As ilhas de calor são típicas de bairros de ocupação com padrão predominantemente industrial”, disse a AmbienteBrasil a geóloga Patrícia Sepe, supervisora de Planejamento Ambiental da Secretaria e coordenadora do Atlas. Isso porque, neles, em geral, falta arborização, enquanto sobram asfalto, concreto e telhas de amianto, materiais que refletem muito o calor.
À época dos estudos para o Atlas, ficou patente a responsabilidade do “progresso” nessa variação de temperatura ambiente. Foi feita uma simulação das unidades climáticas da capital paulista antes da intervenção antrópica, ou seja, quando a futura maior cidade do Brasil era habitada apenas por algumas tribos indígenas, que conviviam harmonicamente com flora e fauna. Este primeiro mapeamento revelou que, no início da colonização portuguesa, havia na região sete unidades climáticas. Hoje, altamente urbanizada, São Paulo convive com cerca de 50.
“Esse é um modelo de mudança climática local, que a cidade está produzindo ao longo de sua ocupação”, diz Patrícia.
As ilhas de calor, além de gerarem um desconforto térmico prejudicial inclusive à saúde dos moradores dos bairros onde elas se situam, influenciam o regime de chuvas, muito errático sobretudo no verão. “Uma frente fria que venha do litoral, passando pela calha do rio Tamanduateí, cuja morfologia natural favorece a circulação dos ventos, se choca com uma ilha de calor e aí chove. Ou seja, a umidade não consegue entrar e levar a chuva mais ao sul”, exemplifica a geóloga.
Uma das trincheiras de combate a esse problema está nos 31 parques lineares que a Prefeitura de São Paulo pretende implantar por toda a cidade. A idéia é não só expandir sua área verde, mas também contribuir para melhorar a permeabilidade do solo – o que reduz a formação de ilhas de calor e os estragos potenciais de enchentes – e proteger os cursos d'água ainda não canalizados.
A expectativa é que esses espaços evitem ainda a construção de habitações irregulares nas áreas de várzea dos córregos, e melhorem a qualidade de vida das populações de seu entorno, na medida em que os parques disponibilizem equipamentos de lazer.
A implantação de parques lineares é um conceito que surgiu no Plano Diretor Estratégico da cidade, criado pela Lei 13.430/2002. Para esse projeto, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente tem recursos oriundos do Fundo de Desenvolvimento Urbano – Fundurb -, vinculado à Secretaria Municipal de Planejamento Urbano, da ordem de R$ 38 milhões, valor que garante inicialmente a implantação de alguns parques. Outros serão executados mediante a entrada de compensações ambientais, um processo mais complexo e demorado.
Isso porque eles dependem de destinação de recursos da Câmara de Compensação Ambiental. O projeto é apresentado ao empreendedor, que pode ou não aprovar a conversão das mudas em obras. Por causa deste processo, os parques implantados desta maneira são feitos em etapas.
Já os parques com recursos do Fundurb deverão se tornar realidade no primeiro semestre de 2008, conforme a Assessoria de Comunicação da Secretaria.
Um deles está pronto, o Ipiranguinha, localizado na Subprefeitura de Itaquera. Um segundo, o de Parelheiros, tem conclusão prevista para o final deste mês. Estão em obras mais quatro: Sapé (Butantã), Itaim (Itaim Paulista), São José (Capela do Socorro) e Rapadura (Aricanduva).
Fora estes, ainda em 2007 deverão ser iniciadas obras em outros cinco parques lineares. Em 2008, mais seis começam a ser implantados, enquanto outros quatorze, atualmente, encontram-se na fase de levantamentos preliminares.
Patrícia Sepe admitiu a AmbienteBrasil que essa trajetória, muito provavelmente, vai esbarrar em percalços, especialmente porque ela prevê desapropriação de 5 milhões de metros quadrados, entre áreas de favelas e outras não públicas.
matéria do site: Ambiente Brasil
06 outubro 2007
Cascas de ovos recicladas produzem colágeno e hidrogênio
As cascas talvez sejam o primeiro tipo de embalagem descartável, desenvolvidas pela própria natureza. Agora, uma pesquisa feita na Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, resultou em um processo capaz de reciclar as cascas de ovos, dando-lhe duas destinações nobres e de alto valor econômico.
Colágeno da casca de ovo
Como em todo processo de reciclagem, o primeiro passo é limpar as "embalagens usadas". Só que as cascas de ovos não contêm exatamente sujeira. Seu interior é recoberto por uma membrana rica em colágeno, um material que, quando purificado, chega a custar US$1.000,00 o grama.
A equipe do Dr. Liang-Shih Fan desenvolveu um ácido orgânico capaz de remover inteiramente essa membrana interna das cascas de ovos. Cerca de 10% da membrana é constituída de colágeno, que pode ser utilizado tanto pela própria indústria de alimentos quanto para tratamentos médicos, para recuperação de pessoas que sofreram queimaduras graves ou em cirurgias cosméticas.
Produção de hidrogênio
Depois de limpas, as cascas podem ser utilizadas para a captura de dióxido de carbono durante uma reação que gera hidrogênio. "A chave para a produção de hidrogênio puro é separar o dióxido de carbono," explica o cientista.
As cascas de ovo são constituídas de carbonato de cálcio, um dos materiais mais absorventes que existem na natureza. É por isso que ele é um ingrediente importante em produtos como os antiácidos, por exemplo. Depois de um processamento térmico, esse carbonato se decompõe em óxido de cálcio, capaz de absorver gases ácidos, como o dióxido de carbono.
Captura de dióxido de carbono
O Dr. Fan então utilizou esse óxido de cálcio em um processo de produção de hidrogênio conhecido como reação de troca água-gás ("water-gas-shift reaction"). Neste processo, o hidrogênio é produzido pela gaseificação de combustíveis fósseis, principalmente o carvão. A gaseificação produz monóxido de carbono, que então se combina com a água para produzir dióxido de carbono e hidrogênio. As cascas de ovos processadas capturam o dióxido de carbono e permitem o aproveitamento do hidrogênio puro.
O carbonato de cálcio que forma as cascas de ovos são capazes de capturar dióxido de carbono em um volume equivalente a 78% do seu peso. O Brasil produz anualmente mais de 20 bilhões de ovos de galinha, o que equivale a cerca de 100.000 toneladas de cascas - um potencial para absorver 78.000 toneladas de dióxido de carbono.
do site inovação tecnológica....
28 setembro 2007
Muito interessante......
Fato ocorrido em 1892, verdadeiro e integrante de biografia.
Um senhor de 70 anos viajava de trem tendo ao seu lado um jovem universitário, que lia o seu livro de ciências. O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta. Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia e estava aberta no livro de Marcos.
Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou:
- O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices?
- Sim, mas não é um livro de crendices. É a Palavra de Deus. Estou errado?
- Mas é claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a História Universal.
Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião. Somente pessoas sem cultura ainda crêem que Deus tenha criado o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo isso.
- É mesmo? E o que pensam e dizem os nossos cientistas sobre a Bíblia?
- Bem, respondeu o universitário, como vou descer na próxima estação, falta-me tempo agora, mas deixe o seu cartão que eu lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência.
O velho então, cuidadosamente, abriu o bolso interno do paletó e deu o seu cartão ao universitário.
Quando o jovem leu o que estava escrito, saiu cabisbaixo sentindo-se pior que uma ameba.
No cartão estava escrito:
Professor Doutor Louis Pasteur,
Diretor Geral do Instituto de Pesquisas
Científicas da Universidade Nacional da França.
"Um pouco de ciência nos afasta de Deus.
Muito, nos aproxima."
Louis Pasteur
21 setembro 2007
Relógio do Mundo
http://poodwaddle.com/worldclockes.htm
20 setembro 2007
Convergência da biologia e da eletrônica gera biochips feitos com DNA
O DNA talvez seja a molécula mais conhecida do mundo. Um justo reconhecimento para a estrutura helicoidal que guarda as informações que descrevem as características de todos os seres vivos. O que poucos sabem é que o DNA é também uma das ferramentas mais utilizadas na nanotecnologia, servindo para a construção de minúsculas estruturas em nanoescala, graças à sua incrível habilidade em gerar estruturas bem definidas.
Biochips
Partindo de outro extremo, das estruturas inorgânicas e metálicas que compõem os chips, os cientistas descobriram que podiam usar a mesma técnica empregada para a construção dos microprocessadores para fabricar microlaboratórios - os famosos biochips, capazes de analisar líquidos orgânicos e até amostras de tecidos vivos.
Os microlaboratórios estão revolucionando a biomedicina e em poucos anos poderão transformar exames de laboratório, que hoje levam dias para ficarem prontos, em uma tarefa tão simples quanto medir a pressão arterial, podendo ser feitos no próprio consultório médico.
Convergência da biologia e da eletrônica
Agora, os cientistas Adam Woolley e Héctor Becerril conseguiram convergir essas duas técnicas - eles desenvolveram um método para a construção de biochips realmente bio, utilizando moléculas de DNA.
A maioria dos chips atuais é feita com uma tecnologia que permite a construção de elementos básicos medindo 90 nanômetros cada um. Alguns dos mais modernos microprocessadores já estão sendo fabricados com transistores medindo 65 nanômetros. A fábrica mais moderna do mundo (2007), pertencente à Panasonic, já consegue fabricar chips utilizando a tecnologia de 45 nanômetros.
Esta corrida pela miniaturização é uma corrida sem fim, mas uma corrida de grandes obstáculos - um deles é que uma nova fábrica dessas custa bilhões de dólares e as empresas não podem simplesmente fechar as fábricas antigas sem que elas tenham pago o investimento. Mas o principal obstáculo talvez seja que a tecnologia está atingindo limites físicos muito sérios e está cada vez mais difícil fazer os componentes encolherem.
Tecnologia de 10 nanômetros
A nova técnica, que foi batizada de nanolitografia por sombra de DNA, conseguiu, em sua primeira versão, gerar estruturas de apenas 10 nanômetros. Os cientistas mesclaram a capacidade de automontagem do DNA com a litografia, a técnica-padrão de fabricação de chips.
Os nanocanais e nanofios resultantes têm dimensões quase 10 vezes menores do que os melhores biochips atuais - que, em apenas alguns casos já estão sendo fabricados com a tecnologia de 90 nanômetros. A maioria deles, por serem ainda experimentais, são feitos com equipamentos mais antigos.
Litografia com DNA
As moléculas de DNA são depositadas sobre o substrato de silício, formando os modelos que se quer desenhar no chip. Sobre elas é depositada uma finíssima película metálica. As moléculas de DNA funcionam como uma espécie de stencil - daí o nome da técnica: nanolitografia por sombra de DNA. A gravação final é feita aplicando-se um plasma de gás altamente reativo, a mesma ferramenta utilizada pela indústria de semicondutores.
Para terminar o processo de fabricação dos biochips, basta entalhar os nanocanais na arquitetura desejada e, a seguir, selar sua parte superior, formando os nanocanais com altíssima precisão. A dimensão exata dos nanocanais pode ser variada alterando-se o ângulo de deposição da película metálica e sua espessura.
A mesma estrutura pode ser utilizada como molde para a fabricação de nanofios ou mesmo peças bidimensionais de formato complexo.
Nano-sensores
Diferentes espessuras dos nanocanais tornam os biochips capazes de trabalhar seletivamente com diversos tipos de moléculas, permitindo, por exemplo, que as reações químicas em seu interior aconteçam apenas entre os compostos desejados.
Isto é essencial para a detecção de determinados agentes patogênicos ou para a fabricação de compostos químicos difíceis de se obter em larga escala. É assim também que deverão funcionar os nano-sensores do futuro, capazes de detectar até moléculas individuais de gases tóxicos ou elementos poluentes.
Bibliografia:
DNA Shadow Nanolithography
Héctor A. Becerril, Adam T. Woolley
Small Vol.: 3, Issue 9 , Pages 1534 - 1538
DOI: 10.1002/smll.200700240
16 setembro 2007
Você!!!
Antes de ser o mais inteligente
esforce-se mais e conseguirá.
Antes de ser o mais bem vestido
seja simples e encantará.
Antes de colecionar amores
procure o verdadeiro e encontrará.
Antes de ofender na hora da raiva,
seja dedicado e convencerá...
Antes de se acabar por um amor perdido,
valorize-se mais , goste mais
de você e não mais sofrerá.
Antes de mostrar que é um gênio,
mostre que é capaz de fazer o que os
outros tem preguiça e vencerá.
Antes de sentir-se derrotado,
pense que muitos desistem antes mesmo de começar.
E se você chegou onde está,
e até agora não conseguiu o que deseja, não desanime.
Pois Deus fez abismos
pra que o homem compreendesse as montanhas.
Fez obstáculos para que o homem louvasse os prazeres.
E fez você para que com ele descobrisse a vida
que há pela frente e encontrasse a felicidade...
Portanto, seja feliz...
seja amigo...
seja amável...
Seja antes de tudo...
Você!
14 setembro 2007
Riqueza da língua
pessoal, o português pode ser transformado por um
acordo ortográfico. Mas essa não é a única revolução
por que a língua está passando......
Engavetado desde sua assinatura, em 1990, voltou a assombrar o acordo ortográfico que visa a unificar a escrita do português nos países que o adotam como língua oficial. O Ministério da Educação chegou a anunciar a entrada em vigor da reforma no Brasil já em 2008. Felizmente, essa data foi postergada. Por mais modorrenta que seja, essa discussão não deve se extinguir. Ela tem implicações profundas de ordem técnica e comercial, além de provocar ainda mais ansiedade nos milhões de brasileiros mergulhados em dúvidas no seu empenho diário para falar e escrever bem. Dominar a norma culta de um idioma é plataforma mínima de sucesso para profissionais de todas as áreas. Engenheiros, médicos, economistas, contabilistas e administradores que falam e escrevem certo, com lógica e riqueza vocabular, têm mais chance de chegar ao topo do que profissionais tão qualificados quanto eles mas sem o mesmo domínio da palavra. Por essa razão, as mudanças ortográficas interessam e trazem dúvidas a todos. O acordo diz como se devem usar o hífen e o acento agudo e outros desses minúsculos sinais gráficos que já fizeram estatelar muitas reputações. A diferença entre um sucesso e um vexame pode ser determinada por uma simples crase mal utilizada. Portanto, não há como ignorar quando os sábios se reúnem para determinar o que é certo e errado no uso do português.
Nas grandes corporações, os testes de admissão concedem à competência lingüística dos candidatos, muitas vezes, o mesmo peso dado à aptidão para trabalhar em grupo ou ao conhecimento de matemática. Diversas pesquisas estabelecem correlações entre tamanho de vocabulário e habilidade de comunicação, de um lado, e ascensão profissional e ganhos salariais, de outro. Salte-se agora do micro para o macro. Uma decisão aparentemente arcana sobre o uso correto do trema, por exemplo, pode ganhar contornos bem mais amplos em um momento em que os idiomas nacionais sofrem todo tipo de pressão desestabilizadora. Como diz o lingüista britânico David Crystal (veja entrevista), a globalização e a revolução tecnológica da internet estão dando origem a um "novo mundo lingüístico". Entre os fenômenos desse novo mundo estão as subversões da ortografia presentes nos blogs e nas trocas de e-mails e o aumento no ritmo da extinção de idiomas. Estima-se que um deles desapareça a cada duas semanas. Cresce a consciência de que as línguas bem faladas, protegidas por normas cultas, são ferramentas da cultura e também armas da política, além de ser riquezas econômicas.
A reforma do português ora em curso vai se defrontar com um desafio inédito. Outras mudanças foram feitas em situações em que era bem menos intenso o ritmo de entrada de palavras e conceitos na corrente da vida cotidiana. Em tempos de internet, as línguas, por natureza refratárias a arranjos de gabinete e legislações impostas de cima para baixo, podem se comportar como potros indomáveis. Quem vai ligar para as novas regras de uso do hífen quando mantém longas e satisfatórias conversações na internet usando apenas interjeições e símbolos gráficos como os consagrados "emoticons" para alegre :-) ou triste :-(?
David Crystal cunhou o termo netspeak para designar as formas inéditas de expressão escrita que a internet gerou. A inclusão de símbolos audiovisuais, os links que permitem "saltos" de um texto para o outro – nada disso existia nas formas anteriores de comunicação. A comunicação por escrito se tornou mais ágil e veloz, aproximando-se, nesse sentido, da fala. "A necessidade de diminuir o tempo de escrita e se aproximar do tempo da fala levou os usuários a ser cada vez mais objetivos e compactos", diz o lingüista Antonio Carlos dos Santos Xavier, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Essa tendência é mais notória nas conversas que os adolescentes mantêm através de programas como o MSN, com abreviações como blz (beleza) e frases de sonoridade tribal como bora nu cinema – pod c as 8? (vamos ao cinema – pode ser às 8?). Mas o netspeak não é só para os imberbes. Até no âmbito profissional a objetividade eletrônica está imperando. A carta comercial que iniciava com a fórmula "vimos por meio desta" é peça de museu. "Gêneros como a carta circular ou o requerimento estão em extinção. O e-mail absorveu essas funções", observa a lingüista Cilda Palma, que, em sua dissertação de mestrado na UFPE, estudou a comunicação interna de uma empresa pública – um posto regional dos Correios – e de uma empresa então recentemente privatizada, a Petroflex. Ela constatou que a correspondência eletrônica tornou a comunicação mais informal – e que essa tendência foi mais longe na empresa privada. Observa a pesquisadora: "Os Correios ainda mantêm uma infra-estrutura anacrônica, que exige fotocópias e carimbos nos comunicados internos".
continue lendo na revista veja:
http://veja.abril.com.br08 setembro 2007
até onde???
Freud desejaria ir, na
divisão da alma e do
espírito, no ponto mais
profundo do ser
humano, onde os
terapeutas jamais
conseguiriam chegar.”
04 setembro 2007
Fernando Pessoa.............
cure as suas feridas com carinho.
Descubra-se todos os dias,
deixe-se levar pelas vontades,
mas não enlouqueça por elas.
Abasteça seu coração de fé,
não a perca nunca.
Alague seu coração de esperanças,
mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte.
Se perceber que precisa seguir, siga.
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-as.
Se perder um amor, não se perca.
Se o achar, segure-o.
Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala.
30 agosto 2007
Tijolo que reutiliza garrafas PET concorre a prêmios científicos
O Prêmio Finep de Inovação Tecnológica deste ano tem, entre seus inscritos, um produto que alia conservação ambiental a novos estímulos no campo da construção civil. Trata-se do “tijolo com PET”, primeiro no país a reutilizar uma garrafa PET inteira em sua fabricação.
O invento também está no páreo do Prêmio Professor Samuel Benchimol, que contempla tecnologias voltadas para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.
O produto nasceu a partir de um projeto do professor de Física Newton Lima, com alunos de Engenharia Civil, Ambiental e Arquitetura da Ulbra – Centro Universitário Luterano - de Manaus.
Ele conta que foi procurado por alunos de Engenharia Civil para propor um projeto. Estava sem tempo, mas inspirou-se em um artigo que lera na revista da Gillete do Brasil, relatando que engenheiros ambientais tinham desenvolvido um tijolo com borra das lâminas de barbear.
“Logo pensei: ‘se dá certo com resíduos de lâminas, pode dar certo com garrafas PET’. E deu”, disse o professor Newton a AmbienteBrasil.
Em termos resumidos, a técnica consiste em colocar-se argamassa (cimento e areia) em uma fôrma de madeira ou de ferro. Em seguida, coloca-se a garrafa PET e encobre-se novamente com argamassa. Após dois dias, retira-se da forma, coloca-se para curar e, em sete dias, está pronto para ser usado como módulo de construção civil. A proporção é de uma garrafa por tijolo.
Quanto à aplicação prática do processo, Newton diz que deu consultoria à Associação Comercial da Bahia para construção de casas populares. Ministrou também oficina no município de Carauari (AM), pelo Projeto Rondon na Operação Amazônia Ocidental em 2007, destinada a colaboradores da coleta de lixo seletivo da cidade para fins de construção de sarjetas em sua periferia.
Segundo o professor, a prefeitura de Manaus, por intermédio da Secretaria de Articulação nas Comunidades, fez um breve treinamento para aplicação em um galpão de recebimento de garrafas PET na capital amazonense.
Nenhuma empresa privada manifestou ainda interesse em desenvolver o produto comercialmente, mas é possível que isso ocorra em breve, sobretudo em função das vantagens econômicos do tijolo PET em relação ao convencional.
“Quando termina a construção do tradicional, ele tem que ser embuçado e o de PET não; é quando o preço da edificação muda muito e o de PET fica mais barato em até três vezes”, diz Newton Lima.
Outras vantagens são os isolamentos térmico e acústico, de grande qualidade, segundo o professor.
Para o meio ambiente, o ganho salta aos olhos. É mais um incentivo para a separação do lixo, poupando os aterros sanitários, rios, lagos etc. do despejo de um resíduo cuja principal característica é justamente o enorme tempo até sua deterioração.
20 agosto 2007
Açaí faz 1 vítima de doença de Chagas a cada 4 dias na Amazônia
Neste mês, já há dois surtos notificados: um em Breves (PA) e outro em Abaetetuba (PA). Quinze pessoas foram diagnosticadas com a enfermidade. Uma morte é investigada.
Os dados, do Ministério da Saúde, evidenciam uma nova preocupação do órgão: lidar com a transmissão oral um ano após receber da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) um certificado de eliminação da transmissão pelo barbeiro "caseiro" (que vivia em colônias em buracos nas paredes de habitações precárias).
Desde junho do ano passado, 116 pessoas pegaram a doença após ingerir sucos típicos da região (principalmente açaí e bacaba -chamado de açaí branco) triturados com o barbeiro.
De acordo com o Instituto Evandro Chagas, de 1968 até 2005, foram registrados, em média, 12 casos por ano na região amazônica por via oral. Ou seja, houve aumento de 867%.
O ministério aponta ao menos três razões para essa situação: a subnotificação de casos até então, o desmatamento e as queimadas na Amazônia e a falta de cuidado e higiene no processamento artesanal da fruta.
"Houve um aumento na detecção de casos. Isso porque antes o número casos de doença de Chagas por ano era muito grande e não havia a distinção se era por transmissão vetorial [por picada], sangüínea ou oral", afirma Eduardo Hage, diretor de Vigilância Epidemiológica do ministério.
Ele diz ainda que foi implantado um sistema de vigilância específico para a região no final de 2005. "Agora, quando é feito exame de rotina para malária, também é verificada a presença de doença de Chagas."
Subnotificação
O chefe da seção de parasitologia do Instituto Evandro Chagas, Aldo Valente, concorda com a hipótese de subnotificação. "Estudos epidemiológicos dão conta que, para cada caso notificado, se tenha pelo menos 20 'silenciosos'."
Apesar disso, os dois dizem que outros fatores podem ter provocado a explosão de casos, como o desmatamento.
Todos os casos ocorreram em localidades rurais. Os surtos são limitados, já que há preparação artesanal do suco para amigos e parentes.
Doença
A doença de Chagas é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, transmitido pelo barbeiro. Os sintomas são febre, mal-estar, dor de cabeça e nas articulações, inchaços dos olhos, do fígado e do baço e alterações cardíacas.
Outros três surtos com 21 doentes foram registrados no Nordeste do país, também por transmissão oral, em 2006.
(Fonte: Folha Online)
13 agosto 2007
É preciso não esquecer nada
É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.
É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.
O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.
O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos
a idéia de recompensa e de glória.
O que é preciso é ser como se já não fôssemos
severos conosco, pois o resto não nos pertence.
de Cecília Meireles
05 agosto 2007
Alerta para uso de corticóides inaláveis no combate a Asma....
De IARA BIDERMAN em colaboração para a Folha de S.Paulo
Embora não se fale em cura para a asma --uma doença inflamatória crônica dos brônquios--, há, atualmente, tratamentos considerados bastante eficazes. Segundo o Consenso Brasileiro no Manejo da Asma, o tratamento recomendado é o uso de medicamentos inaláveis da classe dos corticóides, explica Wellington Borges, presidente do departamento científico de alergia e imunologia da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria).
É um tratamento profilático, feito continuamente e por longo prazo. "Não adianta tratar só na hora da crise. Precisamos controlar a doença, e a melhor forma, além dos cuidados ambientais, é com esses corticóides inaláveis, muito eficazes como antiinflamatórios e com pouquíssimos efeitos colaterais", afirma Bernardo Kiertsman, chefe do serviço de pneumologia pediátrica da faculdade de medicina da Santa Casa de São Paulo.
A forma inalável é responsável pela diminuição dos efeitos colaterais observados com corticóides, já que as doses administradas são muito menores do que as utilizadas no medicamento oral, assim como é bem menor a absorção da substância pelo organismo. "É óbvio que existem efeitos colaterais, mas, em comparação com o corticóide sistêmico [oral] eles são muito menores", diz Márcia Carvalho Mallozi, coordenadora do ambulatório de alergia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Um dos efeitos possíveis que costumam causar preocupação nos pais é o atraso no crescimento da criança. Mas as pesquisas apontam que esse atraso ocorre apenas no primeiro ano de uso do medicamento e, com o passar dos anos, a criança medicada atinge os parâmetros esperados para sua curva individual de crescimento. "Outra possibilidade, se a inalação é oral, é a colonização de fungos na garganta", diz Borges. Conseqüências como osteopenia (diminuição da densidade mineral dos ossos) podem ocorrer, mas são muito raras, afirma Mallozi.
Para Kiertsman, "são muito piores os efeitos da doença do que os possíveis de ocorrer com o medicamento". Embora a maioria dos casos de asma tenha cura espontânea, desaparecendo até o início da adolescência, a doença não tratada pode causar lesões pulmonares que, na vida adulta, aumentam o risco de problemas como a DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica). Na infância, crises agudas de asma são causa freqüente de internações hospitalares.
Maria Jussara Fernandes Fontes, professora-adjunta da faculdade de medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e pneumologista pediátrica, considera o tratamento com corticóides inaláveis um enorme avanço, mas acha que, atualmente, há um exagero nas prescrições. "Há uma tendência em sempre receitar esse tratamento, mas não é bem assim. Não é a solução para todo mundo. Tem de ser bem indicado e bem acompanhado. O medicamento pode trazer efeitos indesejáveis, mesmo que esses sejam menores dos que os do remédio oral", diz.
Fontes acredita que alguns riscos potenciais ainda precisam ser mais estudados. Ela cita, como exemplo, o impacto na glândula adrenal causado por corticóides. A adrenal interfere em várias funções do organismo, incluindo as responsáveis pela resistência a infecções.
As maiores preocupações de Fontes são relacionadas ao uso de doses mais altas, por tempo muito prolongado, e a prescrição para crianças muito pequenas, de até dois anos. "Nessa faixa etária, há vários fatores que fazem a criança chiar. Os pais podem achar que é asma, mas nem sempre é. O diagnóstico e o acompanhamento são fundamentais."
Borges, da SBP, diz que o tratamento com corticóide inalável não é usado em casos de asma leve e intermitente. Também não é comum prescrevê-lo para menores de dois anos, que ainda não têm o organismo totalmente amadurecido e podem ter reações mais severas ao medicamento.
01 agosto 2007
O tempo passa? Não passa .........
O tempo passa? Não passa no abismo do coração.
Lá dentro, perdura a graça do amor, florindo em canção.
O tempo nos aproxima cada vez mais,
nos reduza um só verso e uma rima de mãos e olhos, na luz.
Não há tempo consumido nem tempo a economizar.
O tempo é todo vestido de amor e tempo de amar
O meu tempo e o teu, amada, transcendem qualquer medida.
Além do amor, não há nada, amar é o sumo da vida.
São mitos de calendário tanto o ontem como o agora,
e o teu aniversário é um nascer toda hora.
E nosso amor, que brotou do tempo, não tem idade
Usina hidrelétrica pode ganhar com gás emitido em represas...
A emissão de gases-estufa pelos reservatórios de hidrelétricas na Amazônia pode deixar de ser um problema para se tornar solução. Dois grupos de pesquisa --um no Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e outro no Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia)-- já elaboraram maneiras de capturar o gás metano (CH4) liberado pela água que passa nas turbinas e queimá-lo para gerar mais energia.
A idéia é impedir que o metano concentrado no fundo dos lagos chegue até as turbinas e seja liberado na atmosfera no momento em que a água perde pressão, da mesma maneira que uma garrafa de refrigerante ou de champanhe borbulha logo depois de ser aberta.
Os dois métodos elaborados para captura e queima de metano já estão patenteados e, segundo os cientistas, podem ampliar em mais de 50% a capacidade de produção das hidrelétricas amazônicas localizadas em zona tropical úmida, dependendo da usina. Para duas delas --Balbina, no norte do Amazonas, e Tucuruí, no leste do Pará-- já há estimativas de quanto a estratégia pode vir a render.
"Em Ballbina passam cerca de 65 mil toneladas de metano por ano, conforme medimos em 2005", diz Alexandre Kemenes, responsável pelo projeto no Inpa. "Se esse mecanismo [de captura e queima de metano] fosse usado para aumentar o potencial da usina, poderia acrescentar a ela cerca 80 megawatts, cerca de 60% mais."
Em Tucuruí, que teve o potencial analisado pelo grupo de Fernando Manuel Ramos, do Inpe, a taxa de aproveitamento é menor, pois a usina solta menos metano por megawatt gerado. O total das emissões lá, porém, se equipara em escala, já que a represa paraense é bem maior. "A estimativa é que a gente poderia aumentar em até 35% a produção de energia em Tucuruí só queimando metano que ela emite hoje através das turbinas e nos reservatórios", diz o pesquisador. "E isso com investimentos relativamente modestos, considerando o tamanho de Tucuruí."
Ainda não está claro quanto pode ser o potencial da técnica para usinas de outras regiões. Hidrelétricas em áreas de cerrado, por exemplo, tendem a emitir menos, mas para as duas centrais mencionadas e para outras três da Amazônia --Samuel, em Rondônia, Curuá-Una, no leste do Pará, e Petit Saut, na Guiana Francesa-- o caso deve ser outro.
"Se todo o metano que passa pelas turbinas dessas cinco hidrelétricas fosse aproveitado, a gente teria um aumento de 1.640 megawatts no potencial hidrelétrico instalado", diz Kemenes. As represas amazônicas tendem a produzir mais metano, em geral, porque a massa de plantas afogadas que apodrecem e soltam carbono ao se decompor é muito maior que a de outros biomas.
Além do aporte na geração há a possibilidade de captar receita com créditos de carbono, que entram na forma de investimento estrangeiro de países ricos que querem compensar suas emissões de gases-estufa. "Os números são enormes, da ordem de grandeza da própria usina hidrelétrica", diz Ramos.
Kemenes já se arriscou a fazer um estimativa. "Todo esse processo diminuiria a contribuição de metano em 65%; convertendo isso para crédito de carbono, só Balbina arrecadaria cerca de US$ 20 milhões por ano", afirma.
Aspirador de piscina
Segundo o grupo do Inpe, que trabalha com a idéia há mais tempo, a tecnologia para reter o metano e usá-lo é relativamente simples. A idéia consiste em barrar a entrada de águas profundas nas turbinas da usina e depois bombeá-la para a superfície, onde o gás é retirado para a queima.
Não é muito difícil explicar como se faz para transportar a água rica em metano para uma câmara na superfície. "Você já viu um daqueles aspiradores de piscina?", pergunta Ramos, procurando um exemplo. "Não existe nenhum item de tecnologia para fazer isso que já não tenha sido desenvolvido, que não seja de gaveta."
Após capturar o gás, a queima seria feita nos moldes de uma termelétrica comum, mas aproveitaria boa parte da infra-estrutura já construída para a hidrelétrica. "A gente geraria energia onde já existem os linhões para distribuí-la ou, quando muito, ampliar esses linhões", diz o cientista do Inpe. "Isso é mais barato e dispensa a obtenção das licenças ambientais para fazer novos linhões, o que é bem complicado."
da Folha de S.Paulo
26 julho 2007
Cientistas registram a formação da memória em ratos
Quando são administradas drogas para bloquear as mudanças no cérebro, os ratos não conseguem se lembrar....
De acordo com a EFE de WASHINGTON - Cientistas americanos anunciaram ter captado, pela primeira vez, imagens das mudanças que são produzidas nas conexões cerebrais dos ratos durante o processo de aprendizagem.
Em um relatório publicado pela revista Journal of Neuroscience, os pesquisadores da Universidade da Califórnia disseram que, com sua nova técnica, conseguiram tornar realidade um velho sonho dos neurologistas.
"Esta é a primeira vez que alguém vê o substrato físico, a cara de uma memória recém adquirida", declarou Gary Lynch, professor de psiquiatria e comportamento humano da Universidade da Califórnia.
"Transpusemos uma barreira que já foi considerada insuperável", acrescentou.
O relatório assinala que o estudo mostrou as conexões sinápticas que são produzidas no cérebro dos ratos e que mudam de forma quando os roedores aprendem a conhecer um ambiente novo e complexo.
Quando são administradas drogas aos animais a fim de bloquear as mudanças, os ratos não conseguem se lembrar da informação, o que confirma a importância crucial que tem a mudança, na produção de uma memória estável.
Segundo os pesquisadores, seu estudo abre a porta para tornar realidade um dos grandes objetivos da ciência: determinar a distribuição da memória nas regiões do cérebro.
23 julho 2007
Precisa-se
"PRECISA-SE"
Dá-se o direito de dispor da copa e da cozinha, e da sala de estar.
P.S. Não se precisa de prática.
E se pede desculpa por estar num anúncio a dilarecerar os outros.
Mas juro que há em meu rosto sério uma alegria até mesmo divina para dar.
Clarice Lispector
19 julho 2007
A feminilidade está na moda.....
Já provamos, aos homens e a nós mesmas, que podemos praticamente tudo. Agora, mais seguras e menos competitivas, estamos repaginando o que temos de melhor: a porção feminina. Neste artigo exclusivo, a escritora gaúcha Paula Taitelbaum convida você a checar se está afinada com os novos tempos
Não uso sutiã, não preciso de nada que me sustente." Anos atrás, escrevi essa frase, que está lá, impressa em um dos meus livros. Minha porção feminista pronta para queimar sutiãs em praça pública. Felizmente não cheguei a tal ponto. Deixei de ver o sutiã como um inimigo e passei a percebê-lo como um aliado. Continuo preferindo não ser sustentada por ninguém, mas já aceito de bom grado quando um homem se oferece para pagar a conta no restaurante. Estou bem menos feminista, bem mais feminina e bem melhor comigo mesma. Aumentaram as saias dentro do meu guarda-roupa, deixei o cabelo ir além do curtinho, comecei a cuidar das unhas. E tenho certeza de que isso não foi apenas uma questão de tendência da moda. Em algum momento que não sei precisar, estabeleci uma relação mais amigável com meus hormônios.Com você aconteceu o mesmo? Que bom, é sinal de que estamos tentando fazer com que o mundo gire a nosso favor. Hoje, sinto que parecemos mais relaxadas perante o assunto "provar que somos tão boas quanto eles". Durante um tempo, algumas décadas, para ser mais exata, nos dedicamos tanto a ser profissionais bem-sucedidas, mães excelentes e donas-de-casa eficientes que, muitas vezes, esquecemos do que éramos de verdade: mulheres. Quando voltamos a lembrar disso? Alguns podem dizer que foi quando os estilistas famosos resolveram colocar o cor-de-rosa na moda junto com as flores, os tecidos transparentes, os espartilhos e as rendas. Outros, que foi quando a prótese de silicone se tornou artigo de primeira necessidade, mais comum do que as luzes nos cabelos. Haverá aqueles, ainda, que dirão que foi quando a Miranda do Sex and the City mudou seu visual, de executiva fria para mulher apaixonada, e uma legião de fãs foi atrás.
Eu, sinceramente, acho que tudo isso não passa de conseqüência. Se estamos com a alma exalando feminilidade, queremos exteriorizar esse sentimento nas curvas do nosso corpo e no que vai sobre ele. Minha aposta para essa mudança é em outra parada: penso que resgatamos nossa porção mais feminina no momento em que nos sentimos seguras a ponto de fazer isso. Já está mais do que provado que podemos andar sem sutiã, que somos ótimas chefes, que conseguimos sustentar uma família, que sabemos trocar pneu furado e até abrir um vidro de compota sem precisar de ajuda. Agora chega. Você, assim como eu, deve estar cansada de ser durona, fortona, mandona o tempo inteiro. Vai dizer que não é ótimo ser um pouco frágil? Não o sexo frágil que baixa a cabeça e diz "sim, senhor", mas a fragilidade de ser delicada como uma porcelana chinesa, uma jóia valiosa ou uma flor no amanhecer. Não parece lindo ser assim? Pois, então, vamos lá, repita comigo: ser feminina traz felicidade.
por Paula Taitelbaum
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14 julho 2007
Quer afinar a cintura?
Quem não gosta de uma boa desculpa para justificar o acúmulo de gordura na cintura? Na maioria dos casos, os pneuzinhos que não param de crescer nada mais são que o resultado de uma equação simples: comida demais e atividade física de menos. Quando ingerimos mais calorias do que gastamos, o excesso de energia se acumula no corpo em forma de tecido adiposo (sim, gordura). Segundo novas pesquisas, no entanto, há um outro fator que contribui para o ganho de peso: o estresse. Já ouviu desculpa melhor?
Um estudo publicado há duas semanas na revista Nature Medicine desvenda como o estresse faz engordar. E ainda aponta uma forma promissora de remover a gordura localizada. Os resultados surpreenderam os especialistas. Muitos acreditam que essa linha de pesquisa terá grande impacto no desenvolvimento de novos tratamentos de emagrecimento e até de cirurgias estéticas. Será que teremos em breve um novo tipo de lipoaspiração, mais eficaz e menos traumática? O que significam as descobertas para quem quer emagrecer?
Havia muito tempo os cientistas suspeitavam existir uma relação entre estresse e ganho de peso. Mas não conseguiam desvendá-la. Os pesquisadores da Universidade Georgetown, em Washington, foram além. Descobriram um mecanismo químico que pode explicar por que estressados crônicos engordam muito mais que o esperado. Gente que não ingere uma quantidade absurda de calorias e mesmo assim leva um susto toda vez que sobe numa balança.
A explicação para esse fenômeno pode estar nos neurotransmissores, hormônios que permitem a comunicação entre os diferentes tipos de neurônios. Os cientistas trabalharam com um neurotransmissor chamado NPY e o receptor ativado por ele. Essas substâncias atuam em dois tipos de células do tecido adiposo: as células de gordura propriamente ditas e as células dos vasos sanguíneos que as alimentam.
Os pesquisadores descobriram que o estresse faz o corpo liberar NPY em excesso. Isso provoca uma cascata de eventos bioquímicos cujo resultado é indisfarçável: aquela massa de gordura (ops, tecido adiposo) na cintura. O problema não é apenas estético. Vários estudos demonstram que grandes depósitos de gordura na região abdominal – aqueles que fazem o tronco adquirir a forma arredondada de uma maçã – elevam o risco de diabetes e doenças cardiovasculares. Daí a importância do novo estudo. “Uma grande lacuna no conhecimento sobre como o estresse crônico leva à obesidade abdominal acaba de ser preenchida”, afirma Mary F. Dallman, da Universidade da Califórnia, no editorial que acompanha a publicação do estudo. “Esses resultados terão profundas implicações no desenvolvimento de novas drogas.”
Os cientistas conseguiram criar gordura em pontos específicos do corpo dos camundongos apenas injetando NPY nessas regiões. E os efeitos negativos da gordura não demoraram a aparecer: intolerância à glicose, hipertensão, vasos sanguíneos inflamados, aumento de gordura no fígado e nos músculos.
Os pesquisadores conseguiram também remover a gordura e evitar a síndrome metabólica ao injetar uma substância capaz de bloquear a ação do receptor de NPY. “Não acreditávamos que seria possível remodelar a gordura dessa forma”, diz a líder da pesquisa, Zofia Zukowska, do Departamento de Fisiologia e Biofísica da Universidade Georgetown. “Mas os diferentes experimentos que realizamos nos últimos quatro anos comprovaram que isso é possível, pelo menos em camundongos.” Em apenas duas semanas, os depósitos de gordura foram reduzidos pela metade. “O implante fez a gordura simplesmente derreter”, afirma. Acontecerá o mesmo em humanos? A equipe acha possível. Tanto o neurotransmissor quanto o receptor relacionados à gordura são muito semelhantes em camundongos, macacos e humanos.
Mudanças na rotina que reduzam o estresse poderiam, em tese, gerar efeitos semelhantes. As situações estressantes vividas pelos animais durante o experimento também são comparáveis às enfrentadas pelos humanos no dia-a-dia. Alguns camundongos passavam uma hora num tanque de água fria durante duas semanas, o equivalente a esperar um ônibus com os pés molhados durante o inverno europeu. Outros tinham de dividir a gaiola com um macho alfa, aquele tipo de animal que fica agressivo quando invadem seu território. Mais ou menos o comportamento que se pode esperar de um chefe dominador e onipotente.
Por Cristiane SegattoContinue lendo em:
http://revistaepoca.globo.com11 julho 2007
O poder do Amor.....
e tascamos-lhe aquele beijo estalado ...
E assim, vamos ganhando tempo, enquanto envelhecemos.
também o brilho no olhar,
esquecemos os nossos sonhos,
deixamos de sorrir ...
perdemos a esperança.
por nossos sonhos ...
E, principalmente, que não digamos
apenas eu te amo,
mas que nossas ações sejam de modo
que aqueles a quem amamos,
sintam-se amados mais do que saibam-se amados.
04 julho 2007
Competição da Microsoft ...........
Na semana passada, dez equipes de estudantes de vários países do mundo reuniram-se em Redmond, Washington, para apresentar seus trabalhos a uma das maiores autoridades de tecnologia do mundo. Eles são os finalistas da categoria design de software da Imagine Cup e viajaram a convite da Microsoft para mostrar seus projetos para Bill Gates, fundador da empresa, e Craig Mundie, chefe de pesquisa e estratégia. O Brasil estava entre os finalistas – assim como Japão, Coréia, China, Alemanha, França, Inglaterra, Polônia, Egito e Estados Unidos.
A equipe Oysterix, formada por Diogo Nascimento, Murilo Pontes, Raquel Almeida e Thiago Teixeira, apresentou ao presidente da Microsoft um projeto batizado de Know Touch, que traduz o conteúdo de arquivos e sites para a linguagem Braille, usando um dispositivo com pinos e uma mesa coberta por uma toalha de silicone, onde são marcados os sinais em alto relevo. Uma das principais vantagens do sistema desenvolvido pelos estudantes brasileiros é o baixo custo.
O Brasil será representado por outras quatro equipes em Seoul, na Coréia, onde acontecerá a grande final da Imagine Cup. O evento será realizado em agosto, receberá 111 equipes, que disputarão colocações em nove categorias, entre elas software, software embarcado e algoritmo. Entre os prêmios, há quantias em dinheiro para as equipes vencedoras.
A competição começou em julho do ano passado, quando a Microsoft anunciou o tema desta edição: “Imagine um mundo em que a tecnologia promove melhor educação para todos”. A proposta é fazer com que os estudantes apliquem o que há de mais avançado em tecnologia para construir soluções para a vida prática. “Os participantes representam a próxima geração de líderes de negócios e tecnologia”, disse Bill Gates ao anunciar os vencedores da última edição, cuja final aconteceu na Índia. “A criatividade e a paixão deles são razões para sermos otimistas sobre o futuro”.
Para esta Imagine Cup 2007, mais de 100 mil estudantes inscreveram suas idéias. Entre eles estavam mais de 30 mil brasileiros. Um dos inscritos era Ivan Cardim, que faz mestrado em ciência da computação na Universidade Federal de Pernambuco, e pode se considerar um veterano na disputa. É a terceira vez que participa da prova. Na primeira, em 2005, seu grupo não se classificou para a final brasileira. Em 2006, sua equipe arrebatou o segundo lugar mundial na categoria de design de software, a mais importante da competição. O programa, batizado de V-Eye, tinha como objetivo ajudar as pessoas com deficiência visual a se orientar pelas ruas das cidades. Por conta do prêmio, Cardim viajou para a Inglaterra participar do Imagine Cup Innovation Accelerator. No evento, a Microsoft ajuda os estudantes a transformar seus projetos em negócios viáveis.
Em 2007, a viagem da Trivent Dreams, nome da equipe de Cardim, André Furtado, Carlos Rodrigues e Roberto Sonnino, para Seoul já está marcada. Desta vez, eles vão apresentar um projeto na categoria software embarcado, o “e-du box”. O objetivo do programa é ajudar na alfabetização em massa de crianças. A plataforma educacional tem materiais multimídia e pode ser conectada a uma televisão comum. O sistema prevê ainda um boneco que orienta a navegação dos alunos com mensagens de voz e envia e recebe dados por meio de uma rede de conexão a internet sem fio.
continue lendo em:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca
27 junho 2007
Ele quer botar ordem.....
Uma das principais reclamações dos usuários de sites de vídeos na internet, como o YouTube e o Google Video, é ter mais facilidade na hora de encontrar algum filme. Como os vídeos são feitos pelos próprios usuários, eles não seguem um critério lógico de organização e ficam perdidos no meio da bagunça digital. Um vídeo sobre futebol, por exemplo, pode ter sido cadastrado com qualquer palavra, menos “futebol”, por um usuário italiano – onde o esporte se chama “calcio”. Ou por um americano, que insiste em chamar o esporte de “soccer”. O desafio das empresas que possuem esses sites é justamente pôr ordem nesse caos. Ou era. Nesta quarta, 27, estréia no Brasil um site que tem a ambiciosa missão de fazer isso. Ele se chama WeShow (“Nós mostramos”, numa tradução em português). Foi criado pelo empresário Marcos Wettreich, um dos pioneiros da internet brasileira, que comandou com sucesso, no passado, sites como o IBest.
O princípio do WeShow é fácil de entender: em vez de ele ser um mero repositório de vídeos, ele os organiza e cataloga em diversas categorias. São mais de 200 classificações diferentes. O site não hospeda nenhum vídeo, mas funciona como um portal que direciona o internauta para os sites onde estão os filmes. É, basicamente, um agregador de conteúdo. “Só no YouTube são postados mais de 100 mil vídeos por dia. Com um volume desses, ninguém consegue encontrar o que quer. Só se o vídeo for recomendado por alguém”, diz Wettreich. “É justamente o que faremos. Navegamos na web, encontramos os melhores vídeos, os classificamos e indicamos aos internautas.”
Esse filtro de vídeos é um serviço inédito no mundo. Por isso, Wettreich decidiu abrir uma empresa internacional. A WeShow, da qual ele é presidente, tem sede em Nova York, nos Estados Unidos. Também possui um escritório no Brasil, no Rio de Janeiro, e em breve ganhará filiais em outros países. Hoje, Wettreich passa a maior parte do tempo em Nova York. De lá, lançou o WeShow nos EUA na semana passada. Hoje, estréia o site em português e outra versão para os ingleses. Até outubro, três outros países ganharão versões locais do WeShow – Wettreich não revela quais, mas a especulação é que seja na Ásia, uma região na qual os usuários são ávidos por vídeos. Até janeiro de 2008, outros quatro países deverão ter uma versão local do WeShow.
O modelo de negócios do site será baseado em publicidade online. A expectativa de Wettreich é de que o WeShow, por ser global e segmentado, possa atrair anunciantes da TV tradicional. “Uma empresa pode patrocinar o canal de esportes só no site da Inglaterra”, diz ele. “Ou melhor: pode patrocinar apenas os vídeos de basquete da NBA da temporada passada só nos EUA. As possibilidades são quase ilimitadas.”
Wettreich fez o site com dinheiro do próprio bolso. Ele é um dos poucos brasileiros que ficaram ricos com a internet. Uma de suas primeiras empresas, a MLab, que fazia sites, foi vendida em 2001 por US$ 36 milhões. Dois anos mais tarde, ele vendeu o IBest à Brasil Telecom por US$ 72 milhões. Quando esteve à frente dos negócios, sempre foi majoritário. Wettreich é uma figura polêmica da internet. Seu estilo de gestão é considerado centralizador demais e até mesmo arrogante pelos oponentes. Os mesmos adversários, no entanto, reconhecem sua competência. Ele é, inegavelmente, um dos empresários mais bem-sucedidos da web brasileira. E esse sucesso se reflete em sua conta bancária. Para o WeShow, ele tirou do bolso algo como US$ 2 milhões.
Na semana passada, Wettreich conseguiu um aporte de capital de empresários americanos para investir ainda mais do WeShow. Entre os sócios está o fundo Pilot Group, especializado em investimentos no setor de mídia. É uma empresa comandada por Bob Pittman, um dos criadores da MTV e um dos responsáveis pelo sucesso da America Online (AOL) nos primórdios da internet nos EUA. Outro investidor é o professor William “Bill” Sahlman, da Universidade Harvard, que é considerado um dos maiores especialistas mundiais em empreendedorismo. Além deles, outras empresas fazem parte do primeiro grupo de investidores do WeShow. Ao todos, essas companhias vão colocar US$ 6 milhões na empresa até o fim do ano. Considerando-se as megalomanias do passado da internet – a AOL chegou a fazer uma oferta de US$ 9 bilhões pelo site brasileiro Universo Online (UOL) em 1999, por exemplo – trata-se de pouco dinheiro para um projeto tão ambicioso.
Wettreich orgulha-se disso. “Quero uma estrutura enxuta, com editores qualificados para selecionar os vídeos e uma boa equipe de vendas. Fora isso, nos beneficiaremos dos grandes conceitos da internet hoje: o conteúdo gerado pelo usuário e o long tail”, diz Wettreich. Ele se refere ao conceito criado por Chris Anderson, editor-chefe da revista Wired, que diz que, na internet, a soma dos produtos que individualmente vendem poucas unidades pode representar um negócio maior que o dos best-sellers. Como toda onda que surge no mundo virtual, esse fenômeno ganhou um nome. É conhecido em inglês como long tail,ou cauda longa. A expressão surgiu por causa do gráfico matemático que representa essa constatação e virou febre no Vale do Silício. “O novo disco do U2 não garante mais o sucesso da indústria de entretenimento”, disse Anderson num artigo publicado na Wired. “Isso significa que a MTV não decide mais quem vai sustentar a indústria fonográfica. Quem manda é o gosto do consumidor.” É exatamente nisso que aposta Wettreich. “O WeShow é, no fundo, uma empresa de mídia. Um filtro do long tail.”, diz ele. “Apontamos para os vídeos de acordo com a preferência do público.”
Além de ser um agregador, o WeShow terá outras duas funcionalidades. A primeira delas é uma TV pela web, em que apresentadores farão programas com os vídeos amadores. A outra é um prêmio, chamado WeShow Awards, em que os internautas vão escolher os melhores vídeos entre as 200 categorias todos os meses. “O conteúdo gerado pelos usuários precisa ser celebrado”, afirma Wettreich. Ele próprio espera que sim, para o bem de seu novo negócio.
05 junho 2007
Poesia por Fernando Pessoa.....LINDO!!!
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes. Mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver,
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor.
Da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
01 junho 2007
Sindrome de Turner
Tem várias informações úteis.
http://www.turner.org.br
