Pesquisa personalizada

01 agosto 2007

Usina hidrelétrica pode ganhar com gás emitido em represas...

A emissão de gases-estufa pelos reservatórios de hidrelétricas na Amazônia pode deixar de ser um problema para se tornar solução. Dois grupos de pesquisa --um no Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e outro no Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia)-- já elaboraram maneiras de capturar o gás metano (CH4) liberado pela água que passa nas turbinas e queimá-lo para gerar mais energia.

A idéia é impedir que o metano concentrado no fundo dos lagos chegue até as turbinas e seja liberado na atmosfera no momento em que a água perde pressão, da mesma maneira que uma garrafa de refrigerante ou de champanhe borbulha logo depois de ser aberta.

Os dois métodos elaborados para captura e queima de metano já estão patenteados e, segundo os cientistas, podem ampliar em mais de 50% a capacidade de produção das hidrelétricas amazônicas localizadas em zona tropical úmida, dependendo da usina. Para duas delas --Balbina, no norte do Amazonas, e Tucuruí, no leste do Pará-- já há estimativas de quanto a estratégia pode vir a render.

"Em Ballbina passam cerca de 65 mil toneladas de metano por ano, conforme medimos em 2005", diz Alexandre Kemenes, responsável pelo projeto no Inpa. "Se esse mecanismo [de captura e queima de metano] fosse usado para aumentar o potencial da usina, poderia acrescentar a ela cerca 80 megawatts, cerca de 60% mais."

Em Tucuruí, que teve o potencial analisado pelo grupo de Fernando Manuel Ramos, do Inpe, a taxa de aproveitamento é menor, pois a usina solta menos metano por megawatt gerado. O total das emissões lá, porém, se equipara em escala, já que a represa paraense é bem maior. "A estimativa é que a gente poderia aumentar em até 35% a produção de energia em Tucuruí só queimando metano que ela emite hoje através das turbinas e nos reservatórios", diz o pesquisador. "E isso com investimentos relativamente modestos, considerando o tamanho de Tucuruí."

Ainda não está claro quanto pode ser o potencial da técnica para usinas de outras regiões. Hidrelétricas em áreas de cerrado, por exemplo, tendem a emitir menos, mas para as duas centrais mencionadas e para outras três da Amazônia --Samuel, em Rondônia, Curuá-Una, no leste do Pará, e Petit Saut, na Guiana Francesa-- o caso deve ser outro.

"Se todo o metano que passa pelas turbinas dessas cinco hidrelétricas fosse aproveitado, a gente teria um aumento de 1.640 megawatts no potencial hidrelétrico instalado", diz Kemenes. As represas amazônicas tendem a produzir mais metano, em geral, porque a massa de plantas afogadas que apodrecem e soltam carbono ao se decompor é muito maior que a de outros biomas.

Além do aporte na geração há a possibilidade de captar receita com créditos de carbono, que entram na forma de investimento estrangeiro de países ricos que querem compensar suas emissões de gases-estufa. "Os números são enormes, da ordem de grandeza da própria usina hidrelétrica", diz Ramos.

Kemenes já se arriscou a fazer um estimativa. "Todo esse processo diminuiria a contribuição de metano em 65%; convertendo isso para crédito de carbono, só Balbina arrecadaria cerca de US$ 20 milhões por ano", afirma.

Aspirador de piscina

Segundo o grupo do Inpe, que trabalha com a idéia há mais tempo, a tecnologia para reter o metano e usá-lo é relativamente simples. A idéia consiste em barrar a entrada de águas profundas nas turbinas da usina e depois bombeá-la para a superfície, onde o gás é retirado para a queima.

Não é muito difícil explicar como se faz para transportar a água rica em metano para uma câmara na superfície. "Você já viu um daqueles aspiradores de piscina?", pergunta Ramos, procurando um exemplo. "Não existe nenhum item de tecnologia para fazer isso que já não tenha sido desenvolvido, que não seja de gaveta."

Após capturar o gás, a queima seria feita nos moldes de uma termelétrica comum, mas aproveitaria boa parte da infra-estrutura já construída para a hidrelétrica. "A gente geraria energia onde já existem os linhões para distribuí-la ou, quando muito, ampliar esses linhões", diz o cientista do Inpe. "Isso é mais barato e dispensa a obtenção das licenças ambientais para fazer novos linhões, o que é bem complicado."

Por: RAFAEL GARCIA

da Folha de S.Paulo



26 julho 2007

Cientistas registram a formação da memória em ratos

Quando são administradas drogas para bloquear as mudanças no cérebro, os ratos não conseguem se lembrar....

De acordo com a EFE de WASHINGTON - Cientistas americanos anunciaram ter captado, pela primeira vez, imagens das mudanças que são produzidas nas conexões cerebrais dos ratos durante o processo de aprendizagem.

Em um relatório publicado pela revista Journal of Neuroscience, os pesquisadores da Universidade da Califórnia disseram que, com sua nova técnica, conseguiram tornar realidade um velho sonho dos neurologistas.

"Esta é a primeira vez que alguém vê o substrato físico, a cara de uma memória recém adquirida", declarou Gary Lynch, professor de psiquiatria e comportamento humano da Universidade da Califórnia.

"Transpusemos uma barreira que já foi considerada insuperável", acrescentou.

O relatório assinala que o estudo mostrou as conexões sinápticas que são produzidas no cérebro dos ratos e que mudam de forma quando os roedores aprendem a conhecer um ambiente novo e complexo.

Quando são administradas drogas aos animais a fim de bloquear as mudanças, os ratos não conseguem se lembrar da informação, o que confirma a importância crucial que tem a mudança, na produção de uma memória estável.

Segundo os pesquisadores, seu estudo abre a porta para tornar realidade um dos grandes objetivos da ciência: determinar a distribuição da memória nas regiões do cérebro.



23 julho 2007

Precisa-se


"PRECISA-SE"

Sendo este um jornal por excelência, e por excelência dos precisa-se e oferece-se, vou pôr um anúncio em negrito: precisa-se de alguém homem ou mulher que ajude uma pessoa a ficar contente porque esta está tão contente que não pode ficar sozinha com a alegria, e precisa reparti-la. Paga-se extraordinariamente bem: minuto por minuto paga-se com a própria alegria. É urgente pois a alegria dessa pessoa é fugaz como estrelas cadentes, que até parece que só se as viu depois que tombaram; precisa-se urgente antes da noite cair porque a noite é muito perigosa e nenhuma ajuda é possível e fica tarde demais. Essa pessoa que atenda ao anúncio só tem folga depois que passa o horror do domingo que fere. Não faz mal que venha uma pessoa triste porque a alegria que se dá é tão grande que se tem que a repartir antes que se transforme em drama. Implora-se também que venha, implora-se com a humildade da alegria-sem-motivo. Em troca oferece-se também uma casa com todas as luzes acesas como numa festa de bailarinos.
Dá-se o direito de dispor da copa e da cozinha, e da sala de estar.
P.S. Não se precisa de prática.
E se pede desculpa por estar num anúncio a dilarecerar os outros.
Mas juro que há em meu rosto sério uma alegria até mesmo divina para dar.

Clarice Lispector

19 julho 2007

A feminilidade está na moda.....

Já provamos, aos homens e a nós mesmas, que podemos praticamente tudo. Agora, mais seguras e menos competitivas, estamos repaginando o que temos de melhor: a porção feminina. Neste artigo exclusivo, a escritora gaúcha Paula Taitelbaum convida você a checar se está afinada com os novos tempos

Não uso sutiã, não preciso de nada que me sustente." Anos atrás, escrevi essa frase, que está lá, impressa em um dos meus livros. Minha porção feminista pronta para queimar sutiãs em praça pública. Felizmente não cheguei a tal ponto. Deixei de ver o sutiã como um inimigo e passei a percebê-lo como um aliado. Continuo preferindo não ser sustentada por ninguém, mas já aceito de bom grado quando um homem se oferece para pagar a conta no restaurante. Estou bem menos feminista, bem mais feminina e bem melhor comigo mesma. Aumentaram as saias dentro do meu guarda-roupa, deixei o cabelo ir além do curtinho, comecei a cuidar das unhas. E tenho certeza de que isso não foi apenas uma questão de tendência da moda. Em algum momento que não sei precisar, estabeleci uma relação mais amigável com meus hormônios.

Com você aconteceu o mesmo? Que bom, é sinal de que estamos tentando fazer com que o mundo gire a nosso favor. Hoje, sinto que parecemos mais relaxadas perante o assunto "provar que somos tão boas quanto eles". Durante um tempo, algumas décadas, para ser mais exata, nos dedicamos tanto a ser profissionais bem-sucedidas, mães excelentes e donas-de-casa eficientes que, muitas vezes, esquecemos do que éramos de verdade: mulheres. Quando voltamos a lembrar disso? Alguns podem dizer que foi quando os estilistas famosos resolveram colocar o cor-de-rosa na moda junto com as flores, os tecidos transparentes, os espartilhos e as rendas. Outros, que foi quando a prótese de silicone se tornou artigo de primeira necessidade, mais comum do que as luzes nos cabelos. Haverá aqueles, ainda, que dirão que foi quando a Miranda do Sex and the City mudou seu visual, de executiva fria para mulher apaixonada, e uma legião de fãs foi atrás.

Eu, sinceramente, acho que tudo isso não passa de conseqüência. Se estamos com a alma exalando feminilidade, queremos exteriorizar esse sentimento nas curvas do nosso corpo e no que vai sobre ele. Minha aposta para essa mudança é em outra parada: penso que resgatamos nossa porção mais feminina no momento em que nos sentimos seguras a ponto de fazer isso. Já está mais do que provado que podemos andar sem sutiã, que somos ótimas chefes, que conseguimos sustentar uma família, que sabemos trocar pneu furado e até abrir um vidro de compota sem precisar de ajuda. Agora chega. Você, assim como eu, deve estar cansada de ser durona, fortona, mandona o tempo inteiro. Vai dizer que não é ótimo ser um pouco frágil? Não o sexo frágil que baixa a cabeça e diz "sim, senhor", mas a fragilidade de ser delicada como uma porcelana chinesa, uma jóia valiosa ou uma flor no amanhecer. Não parece lindo ser assim? Pois, então, vamos lá, repita comigo: ser feminina traz felicidade.


por Paula Taitelbaum

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http://claudia.abril.com.br/edicoes/519/fechado/atualidades_gente/conteudo_84145.shtml


14 julho 2007

Quer afinar a cintura?

Cientistas descobrem como o estresse leva ao acúmulo de gordura abdominal. O que isso significa para quem quer emagrecer !!!

Quem não gosta de uma boa desculpa para justificar o acúmulo de gordura na cintura? Na maioria dos casos, os pneuzinhos que não param de crescer nada mais são que o resultado de uma equação simples: comida demais e atividade física de menos. Quando ingerimos mais calorias do que gastamos, o excesso de energia se acumula no corpo em forma de tecido adiposo (sim, gordura). Segundo novas pesquisas, no entanto, há um outro fator que contribui para o ganho de peso: o estresse. Já ouviu desculpa melhor?

Um estudo publicado há duas semanas na revista Nature Medicine desvenda como o estresse faz engordar. E ainda aponta uma forma promissora de remover a gordura localizada. Os resultados surpreenderam os especialistas. Muitos acreditam que essa linha de pesquisa terá grande impacto no desenvolvimento de novos tratamentos de emagrecimento e até de cirurgias estéticas. Será que teremos em breve um novo tipo de lipoaspiração, mais eficaz e menos traumática? O que significam as descobertas para quem quer emagrecer?

Havia muito tempo os cientistas suspeitavam existir uma relação entre estresse e ganho de peso. Mas não conseguiam desvendá-la. Os pesquisadores da Universidade Georgetown, em Washington, foram além. Descobriram um mecanismo químico que pode explicar por que estressados crônicos engordam muito mais que o esperado. Gente que não ingere uma quantidade absurda de calorias e mesmo assim leva um susto toda vez que sobe numa balança.

A explicação para esse fenômeno pode estar nos neurotransmissores, hormônios que permitem a comunicação entre os diferentes tipos de neurônios. Os cientistas trabalharam com um neurotransmissor chamado NPY e o receptor ativado por ele. Essas substâncias atuam em dois tipos de células do tecido adiposo: as células de gordura propriamente ditas e as células dos vasos sanguíneos que as alimentam.

Os pesquisadores descobriram que o estresse faz o corpo liberar NPY em excesso. Isso provoca uma cascata de eventos bioquímicos cujo resultado é indisfarçável: aquela massa de gordura (ops, tecido adiposo) na cintura. O problema não é apenas estético. Vários estudos demonstram que grandes depósitos de gordura na região abdominal – aqueles que fazem o tronco adquirir a forma arredondada de uma maçã – elevam o risco de diabetes e doenças cardiovasculares. Daí a importância do novo estudo. “Uma grande lacuna no conhecimento sobre como o estresse crônico leva à obesidade abdominal acaba de ser preenchida”, afirma Mary F. Dallman, da Universidade da Califórnia, no editorial que acompanha a publicação do estudo. “Esses resultados terão profundas implicações no desenvolvimento de novas drogas.”

Os cientistas conseguiram criar gordura em pontos específicos do corpo dos camundongos apenas injetando NPY nessas regiões. E os efeitos negativos da gordura não demoraram a aparecer: intolerância à glicose, hipertensão, vasos sanguíneos inflamados, aumento de gordura no fígado e nos músculos.

Os pesquisadores conseguiram também remover a gordura e evitar a síndrome metabólica ao injetar uma substância capaz de bloquear a ação do receptor de NPY. “Não acreditávamos que seria possível remodelar a gordura dessa forma”, diz a líder da pesquisa, Zofia Zukowska, do Departamento de Fisiologia e Biofísica da Universidade Georgetown. “Mas os diferentes experimentos que realizamos nos últimos quatro anos comprovaram que isso é possível, pelo menos em camundongos.” Em apenas duas semanas, os depósitos de gordura foram reduzidos pela metade. “O implante fez a gordura simplesmente derreter”, afirma. Acontecerá o mesmo em humanos? A equipe acha possível. Tanto o neurotransmissor quanto o receptor relacionados à gordura são muito semelhantes em camundongos, macacos e humanos.

Mudanças na rotina que reduzam o estresse poderiam, em tese, gerar efeitos semelhantes. As situações estressantes vividas pelos animais durante o experimento também são comparáveis às enfrentadas pelos humanos no dia-a-dia. Alguns camundongos passavam uma hora num tanque de água fria durante duas semanas, o equivalente a esperar um ônibus com os pés molhados durante o inverno europeu. Outros tinham de dividir a gaiola com um macho alfa, aquele tipo de animal que fica agressivo quando invadem seu território. Mais ou menos o comportamento que se pode esperar de um chefe dominador e onipotente.

Por Cristiane Segatto

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11 julho 2007

O poder do Amor.....

Se já não pulamos mais no pescoço de quem amamos
e tascamos-lhe aquele beijo estalado ...
E assim, vamos ganhando tempo, enquanto envelhecemos.

Nos damos conta que perdemos
também o brilho no olhar,
esquecemos os nossos sonhos,
deixamos de sorrir ...
perdemos a esperança.

Que sejamos racionais, mas lutemos
por nossos sonhos ...
E, principalmente, que não digamos
apenas eu te amo,
mas que nossas ações sejam de modo
que aqueles a quem amamos,
sintam-se amados mais do que saibam-se amados.

Autor: desconhecido

04 julho 2007

Competição da Microsoft ...........

A Imagine Cup, promovida pela empresa de Bill Gatest, é a maior competição da área de tecnologia e teve mais de 30 mil participantes brasileiros. O tema deste ano foi como melhorar a educação.

Na semana passada, dez equipes de estudantes de vários países do mundo reuniram-se em Redmond, Washington, para apresentar seus trabalhos a uma das maiores autoridades de tecnologia do mundo. Eles são os finalistas da categoria design de software da Imagine Cup e viajaram a convite da Microsoft para mostrar seus projetos para Bill Gates, fundador da empresa, e Craig Mundie, chefe de pesquisa e estratégia. O Brasil estava entre os finalistas – assim como Japão, Coréia, China, Alemanha, França, Inglaterra, Polônia, Egito e Estados Unidos.

A equipe Oysterix, formada por Diogo Nascimento, Murilo Pontes, Raquel Almeida e Thiago Teixeira, apresentou ao presidente da Microsoft um projeto batizado de Know Touch, que traduz o conteúdo de arquivos e sites para a linguagem Braille, usando um dispositivo com pinos e uma mesa coberta por uma toalha de silicone, onde são marcados os sinais em alto relevo. Uma das principais vantagens do sistema desenvolvido pelos estudantes brasileiros é o baixo custo.

O Brasil será representado por outras quatro equipes em Seoul, na Coréia, onde acontecerá a grande final da Imagine Cup. O evento será realizado em agosto, receberá 111 equipes, que disputarão colocações em nove categorias, entre elas software, software embarcado e algoritmo. Entre os prêmios, há quantias em dinheiro para as equipes vencedoras.

A competição começou em julho do ano passado, quando a Microsoft anunciou o tema desta edição: “Imagine um mundo em que a tecnologia promove melhor educação para todos”. A proposta é fazer com que os estudantes apliquem o que há de mais avançado em tecnologia para construir soluções para a vida prática. “Os participantes representam a próxima geração de líderes de negócios e tecnologia”, disse Bill Gates ao anunciar os vencedores da última edição, cuja final aconteceu na Índia. “A criatividade e a paixão deles são razões para sermos otimistas sobre o futuro”.

Para esta Imagine Cup 2007, mais de 100 mil estudantes inscreveram suas idéias. Entre eles estavam mais de 30 mil brasileiros. Um dos inscritos era Ivan Cardim, que faz mestrado em ciência da computação na Universidade Federal de Pernambuco, e pode se considerar um veterano na disputa. É a terceira vez que participa da prova. Na primeira, em 2005, seu grupo não se classificou para a final brasileira. Em 2006, sua equipe arrebatou o segundo lugar mundial na categoria de design de software, a mais importante da competição. O programa, batizado de V-Eye, tinha como objetivo ajudar as pessoas com deficiência visual a se orientar pelas ruas das cidades. Por conta do prêmio, Cardim viajou para a Inglaterra participar do Imagine Cup Innovation Accelerator. No evento, a Microsoft ajuda os estudantes a transformar seus projetos em negócios viáveis.

Em 2007, a viagem da Trivent Dreams, nome da equipe de Cardim, André Furtado, Carlos Rodrigues e Roberto Sonnino, para Seoul já está marcada. Desta vez, eles vão apresentar um projeto na categoria software embarcado, o “e-du box”. O objetivo do programa é ajudar na alfabetização em massa de crianças. A plataforma educacional tem materiais multimídia e pode ser conectada a uma televisão comum. O sistema prevê ainda um boneco que orienta a navegação dos alunos com mensagens de voz e envia e recebe dados por meio de uma rede de conexão a internet sem fio.

POR LETÍCIA SORG para ÉPOCA

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27 junho 2007

Ele quer botar ordem.....

Uma das principais reclamações dos usuários de sites de vídeos na internet, como o YouTube e o Google Video, é ter mais facilidade na hora de encontrar algum filme. Como os vídeos são feitos pelos próprios usuários, eles não seguem um critério lógico de organização e ficam perdidos no meio da bagunça digital. Um vídeo sobre futebol, por exemplo, pode ter sido cadastrado com qualquer palavra, menos “futebol”, por um usuário italiano – onde o esporte se chama “calcio”. Ou por um americano, que insiste em chamar o esporte de “soccer”. O desafio das empresas que possuem esses sites é justamente pôr ordem nesse caos. Ou era. Nesta quarta, 27, estréia no Brasil um site que tem a ambiciosa missão de fazer isso. Ele se chama WeShow (“Nós mostramos”, numa tradução em português). Foi criado pelo empresário Marcos Wettreich, um dos pioneiros da internet brasileira, que comandou com sucesso, no passado, sites como o IBest.

O princípio do WeShow é fácil de entender: em vez de ele ser um mero repositório de vídeos, ele os organiza e cataloga em diversas categorias. São mais de 200 classificações diferentes. O site não hospeda nenhum vídeo, mas funciona como um portal que direciona o internauta para os sites onde estão os filmes. É, basicamente, um agregador de conteúdo. “Só no YouTube são postados mais de 100 mil vídeos por dia. Com um volume desses, ninguém consegue encontrar o que quer. Só se o vídeo for recomendado por alguém”, diz Wettreich. “É justamente o que faremos. Navegamos na web, encontramos os melhores vídeos, os classificamos e indicamos aos internautas.”

Esse filtro de vídeos é um serviço inédito no mundo. Por isso, Wettreich decidiu abrir uma empresa internacional. A WeShow, da qual ele é presidente, tem sede em Nova York, nos Estados Unidos. Também possui um escritório no Brasil, no Rio de Janeiro, e em breve ganhará filiais em outros países. Hoje, Wettreich passa a maior parte do tempo em Nova York. De lá, lançou o WeShow nos EUA na semana passada. Hoje, estréia o site em português e outra versão para os ingleses. Até outubro, três outros países ganharão versões locais do WeShow – Wettreich não revela quais, mas a especulação é que seja na Ásia, uma região na qual os usuários são ávidos por vídeos. Até janeiro de 2008, outros quatro países deverão ter uma versão local do WeShow.

O modelo de negócios do site será baseado em publicidade online. A expectativa de Wettreich é de que o WeShow, por ser global e segmentado, possa atrair anunciantes da TV tradicional. “Uma empresa pode patrocinar o canal de esportes só no site da Inglaterra”, diz ele. “Ou melhor: pode patrocinar apenas os vídeos de basquete da NBA da temporada passada só nos EUA. As possibilidades são quase ilimitadas.”

Wettreich fez o site com dinheiro do próprio bolso. Ele é um dos poucos brasileiros que ficaram ricos com a internet. Uma de suas primeiras empresas, a MLab, que fazia sites, foi vendida em 2001 por US$ 36 milhões. Dois anos mais tarde, ele vendeu o IBest à Brasil Telecom por US$ 72 milhões. Quando esteve à frente dos negócios, sempre foi majoritário. Wettreich é uma figura polêmica da internet. Seu estilo de gestão é considerado centralizador demais e até mesmo arrogante pelos oponentes. Os mesmos adversários, no entanto, reconhecem sua competência. Ele é, inegavelmente, um dos empresários mais bem-sucedidos da web brasileira. E esse sucesso se reflete em sua conta bancária. Para o WeShow, ele tirou do bolso algo como US$ 2 milhões.

Na semana passada, Wettreich conseguiu um aporte de capital de empresários americanos para investir ainda mais do WeShow. Entre os sócios está o fundo Pilot Group, especializado em investimentos no setor de mídia. É uma empresa comandada por Bob Pittman, um dos criadores da MTV e um dos responsáveis pelo sucesso da America Online (AOL) nos primórdios da internet nos EUA. Outro investidor é o professor William “Bill” Sahlman, da Universidade Harvard, que é considerado um dos maiores especialistas mundiais em empreendedorismo. Além deles, outras empresas fazem parte do primeiro grupo de investidores do WeShow. Ao todos, essas companhias vão colocar US$ 6 milhões na empresa até o fim do ano. Considerando-se as megalomanias do passado da internet – a AOL chegou a fazer uma oferta de US$ 9 bilhões pelo site brasileiro Universo Online (UOL) em 1999, por exemplo – trata-se de pouco dinheiro para um projeto tão ambicioso.

Wettreich orgulha-se disso. “Quero uma estrutura enxuta, com editores qualificados para selecionar os vídeos e uma boa equipe de vendas. Fora isso, nos beneficiaremos dos grandes conceitos da internet hoje: o conteúdo gerado pelo usuário e o long tail”, diz Wettreich. Ele se refere ao conceito criado por Chris Anderson, editor-chefe da revista Wired, que diz que, na internet, a soma dos produtos que individualmente vendem poucas unidades pode representar um negócio maior que o dos best-sellers. Como toda onda que surge no mundo virtual, esse fenômeno ganhou um nome. É conhecido em inglês como long tail,ou cauda longa. A expressão surgiu por causa do gráfico matemático que representa essa constatação e virou febre no Vale do Silício. “O novo disco do U2 não garante mais o sucesso da indústria de entretenimento”, disse Anderson num artigo publicado na Wired. “Isso significa que a MTV não decide mais quem vai sustentar a indústria fonográfica. Quem manda é o gosto do consumidor.” É exatamente nisso que aposta Wettreich. “O WeShow é, no fundo, uma empresa de mídia. Um filtro do long tail.”, diz ele. “Apontamos para os vídeos de acordo com a preferência do público.”

Além de ser um agregador, o WeShow terá outras duas funcionalidades. A primeira delas é uma TV pela web, em que apresentadores farão programas com os vídeos amadores. A outra é um prêmio, chamado WeShow Awards, em que os internautas vão escolher os melhores vídeos entre as 200 categorias todos os meses. “O conteúdo gerado pelos usuários precisa ser celebrado”, afirma Wettreich. Ele próprio espera que sim, para o bem de seu novo negócio.

05 junho 2007

Poesia por Fernando Pessoa.....LINDO!!!

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes. Mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver,
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor.
Da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

01 junho 2007

Sindrome de Turner

O IB-USP criou um site muito interessante informando sobre essa síndrome que afeta mulheres.
Tem várias informações úteis.

http://www.turner.org.br

23 maio 2007

Aplique o Feng Shui e dobre a energia sexual

Um ponto importante, saudável e energético da vida afetiva de um casal é o sexo ou energia sexual. Veja uma série de informações para melhorar e aumentar a energia dos ambientes e o vigor sexual do casal.

Ative o ponto sexual do baguá
Aplique o baguá (símbolo da sequência do céu interior) na planta de sua residência. Localize o setor do relacionamento afetivo. É neste cômodo da casa que iremos começar a ativar e apimentar a vida íntima e sexual do casal. Respeitando algumas exceções (como quarto dos filhos), poderemos incrementar a vida sexual com símbolos universais e/ou particulares sobre o tema:

- Cor vermelha: é uma cor muita associada à atividade sexual e as paixões. Deve ser usada com moderação, pois é uma cor muito vibrante, deixando as pessoas muito agitadas e com muito tesão quando usada em excesso. O vermelho pode estar no ambiente em quadros, tecidos, flores, almofadas, em uma pintura especial de parede.

- DVDs e revistas eróticos: se o casal gostar de ver filmes eróticos, este é um bom local para guardar a coleção de fitas. O mesmo vale para quem gosta de colecionar e ler revistas eróticas.

- Quadros eróticos: um dos símbolos mais usados para apimentar a vida sexual de um casal é a imagem de um casal fazendo amor. São conhecidos como quadros sensuais ou eróticos.

- Esculturas eróticas: com a mesma força afrodisíaca dos quadros, as esculturas eróticas ou de casais nu se amando são símbolos universais em várias civilizações. São mais discretas que os quadros.

- Bocas vermelhas: símbolo muito forte de tesão e desejos ardentes.

- Divindades: muitas culturas têm varias divindades que simbolizam fertilidade, virilidade e sexualidade. Quem conhece ou gosta deste tema deve pesquisar para saber quais divindades pode colocar.

- A Serpente: pode-se colocar a figura da Serpente, que representa a atividade e a liberdade das energias sexuais para muitos (a kundalini).

Ative o baguá dos ambientes
É possível aplicar o baguá nos principais cômodos, localizar o setor do relacionamento afetivo e ativá-lo com os símbolos do item anterior. Estes cômodos, em geral, são as salas e quarto do casal.

Franco Guizzetti para o site Terra

18 maio 2007

Quando tudo falha

Uma matéria que saiu essa semana na Revista Época é preocupante pois, trata de um assunto que principalmente nós brasileiros costumamos fazer, tomar medicação sem prescrição médica.....

Pacientes com câncer terminal estão comprando pela internet uma droga que ainda não foi testada em humanos. Mas esse risco não vale a pena!!!

Lawrence Burgh tem uma visão realista da vida. Médico, de 48 anos, dedicou-se ao longo de sua carreira ao tratamento de pacientes graves. Burgh recebeu o diagnóstico de câncer em dezembro de 2006. Apesar de sua experiência clínica, tomou uma decisão inusitada para tentar se livrar da doença. Uma decisão que muitos considerariam uma heresia médica. Burgh (pseudônimo) está entre um número cada vez maior de pacientes que se medicam com um composto químico simples de laboratório que nunca foi testado contra o câncer em seres humanos. A maioria dos pacientes compra o composto pela internet e troca experiências em salas de bate-papo.

A droga, conhecida como DCA (ou ácido dicloroacético), é um composto comum, que não pode ser patenteado. Ela se mostrou um agente promissor de combate ao câncer em testes iniciais em ratos. É possível que em seres humanos provoque efeitos colaterais que possam prejudicar ainda mais os pacientes. Os cientistas que investigam o potencial do DCA temem que mortes ou danos causados pelo uso sem regulamentação afetem seu trabalho e o bem-estar dos pacientes.

A equipe de Evangelos Michelakis, do Departamento de Medicina da Universidade de Alberta, em Edmonton, no Canadá, mostrou que a substância faz alguns tumores regredir em ratos. Ela atinge um mecanismo metabólico celular até então desconhecido.

Uma das características das células cancerígenas é a produção de energia por meio da quebra de glicose no citoplasma. E não na mitocôndria, que fica bloqueada. Até recentemente essa mudança era tida como um sintoma do câncer, e não como alguma coisa com maiores conseqüências. O DCA parece fazer com que as mitocôndrias voltem a funcionar e, ao fazer isso, restabelece sua capacidade de reconhecer a célula como anormal e fazer com que ela se autodestrua. Quando Michelakis testou o DCA em células cancerígenas em cultura, elas morreram. Quando deu DCA a ratos com tumores humanos, os tumores encolheram.

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http://revistaepoca.globo.com



09 maio 2007

Poesia


Amor louco, este que tenho
que em mim guardo feito segredo,
corrói minhas entranhas
e, ainda assim, me faz feliz!

Amor louco este que tenho,
mata-me de tanto medo
mas, é quem entende minhas manhas
do jeito que eu sempre quis...

Amor louco este que tenho
que me trata como a um brinquedo
e tanto me assanha
quando me envolve em seus ardis...

por: Lara Cardoso

site: http://www.usinadeletras.com.br/

08 maio 2007

O que é o soluço e por que ele aparece?

O soluço é uma respiração com espasmos provocada pelo súbito fechamento da glote (abertura localizada na laringe, que serve de passagem de ar para os pulmões) junto com uma contração repentina e involuntária do diafragma, músculo que separa o tórax do abdome e está relacionado à respiração. Normalmente, o soluço não causa problemas para a saúde e desaparece espontaneamente em alguns minutos.

Segundo o médico Tarcísio Mota, até mesmo os bebês no útero podem ter soluços. "O soluço pode aparecer quando você come muito rápido, porque engole ar junto com a comida, ou quando enche o estômago demais e acaba irritando o diafragma", disse Mota.

Para se livrar do soluço, é possível utilizar algumas técnicas bem simples, como respirar em um saco de papel durante alguns minutos, fazer gargarejos com água fria e prender a respiração pelo máximo de tempo que conseguir. Outra opção é deitar de bruços por um tempo, pois essa posição faz com que a respiração se torne mais intensa, forçando o diafragma a voltar a funcionar normalmente.

04 maio 2007

Ecologia ajuda a competir?

O caso da Petrobras mostra como a preocupação ambiental se tornou estratégica para empresas que querem conquistar o mercado global

A petrobras foi apontada pela consultoria espanhola Management & Excellence (M&E) como a segunda empresa mais sustentável do mundo no setor de petróleo. Só perde para a anglo-holandesa Shell. O estudo comparou 386 indicadores de itens como tecnologias limpas, segurança e uso de recursos naturais. A Petrobras ficou à frente de gigantes do setor, como a British Petroleum. "A Petrobras foi a que mais evoluiu nos últimos três anos", diz William Cox, diretor da M&E. Segundo a consultoria, entre os fatores que influenciaram na decisão está a queda na emissão de poluentes e nos vazamentos de óleo. Além da boa notícia para a multinacional brasileira, o reconhecimento mostra como os cuidados ambientais ganham importância para empresas que desejam expandir sua atuação.

"Para se tornar competitiva no mercado externo, qualquer empresa é obrigada a assumir responsabilidades ambientais e sociais", diz Luís Cesar Stano, gerente de desempenho da área de segurança, meio ambiente e saúde da Petrobras. "Sem isso, hoje é impossível competir globalmente. Agora estamos entre as melhores do mundo. E devemos isso à preocupação com sustentabilidade, que foi nossa prioridade nos últimos anos."

Cuidar bem do meio ambiente - ou pelo menos cultivar uma boa imagem verde - é especialmente importante para empresas brasileiras com ambições internacionais. "O Brasil precisa romper com a idéia de que desenvolvimento é incompatível com respeito ao meio ambiente", diz Fernando Almeida, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). A instituição representa no país uma coalizão de empresas que detêm faturamento anual correspondente a 40% do PIB nacional. Fazem parte do grupo instituições como Banco do Brasil, Suzano, Gerdau, Nestlé e Votorantim. "Na prática, estamos vendo o contrário. As empresas que conquistam uma imagem no exterior de respeito às questões ambientais e sociais estão em posições privilegiadas", diz Almeida.

A Petrobras acordou para isso há sete anos, quando um vazamento em um terminal marítimo encheu de óleo a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Poucos acreditavam que a empresa superaria a imagem de vilã da natureza. Acusada de estar sucateada pela falta de investimentos e tachada de ineficiente, a Petrobras parecia cada vez mais próxima da privatização. O início da transformação foi um investimento de R$ 12 bilhões em segurança ambiental. A empresa passou a se preocupar com o uso de recursos naturais, como a água que abastece as refinarias. Também investiu em programas sociais para as comunidades que convivem com suas plataformas de petróleo. O poço de petróleo de Urucu, no meio da Floresta Amazônica, virou exemplo de exploração sem devastação. O resultado foi melhor que o esperado. Além de recuperar sua imagem, a Petrobras passou a lucrar mais no mercado acionário, por ser considerada uma companhia segura para investimentos.

por Juliana Arini

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02 maio 2007

Que interessante: ver amigos "vale um salário de R$ 30 mil

Segundo a agência de notícias BBC Brasil....

Uma pessoa que ganha R$ 3,3 mil e encontra com freqüência os amigos para uma conversa despreocupada é tão feliz quanto outra que tem salário dez vezes mais alto e sacrifica sua vida social, concluiu um estudo conduzido na Grã-Bretanha.

Fizeram uma enquete com 8 mil britânicos em todo o país, a pesquisa se propôs a "colocar etiquetas de preço em amigos, parentes e vizinhos", para concluir que, se for possível comprar felicidade, ela tem um alto preço.

"Os resultados mostram claramente que um aumento no nível de envolvimento social equivale a dezenas de libras adicionais por ano em termos de satisfação de vida", conclui o autor da pesquisa, o especialista em Economia Aplicada a temas de felicidade segundo Nick Powdthavee.

"Aumentos de renda, por outro lado, trazem muito pouca felicidade." O estudo foi conduzido no Instituto de Educação, da Universidade de Londres, e será publicado no próximo da revista científica Journal of Social-Economics.

Felicidade

O pesquisador analisou as respostas de 8 mil britânicos que responderam sobre seus hábitos sociais e analisaram seu grau de felicidade. A média de renda da amostra foi de 10 mil libras esterlinas por ano - cerca de R$ 3,3 mil por mês.

Mas pessoas que tinham este salário e viam seus amigos quase todos os dias se mostraram tão felizes quanto as que ganhavam 95 mil libras por ano - mais de R$ 31,5 mil - e nunca ou quase nunca se encontravam com seus amigos.

Mas Nick Powdthavee ressaltou que os ganhos de felicidade resultantes da convivência social são mais duráveis que os resultantes de aumentos de salário.

25 abril 2007

Oração das Mulheres

Senhor,
Até agora o meu dia foi bom!
Não fiz fofoca, não perdi a paciência,
Não fui gananciosa, sarcástica,
Rabugenta, chata e nem irônica.
Controlei meus hormônios,
Não reclamei, não praguejei,
Não gritei e nem tive ataques de ciúmes.
Não briguei com o meu cabelo nem com o espelho.
Não comi chocolate.
Também não fiz débitos em meu cartão de crédito
E não dei cheques parcelados.
Mas peço Teu socorro e proteção, Senhor,
Pois estou para levantar da cama a qualquer
instante...

23 abril 2007

O que as escolas precisam aprender

A revista Época desta semana [23/04/07] traz um assunto que nos leva a reflexão sobre a educação atual.

Imagine que um cidadão tivesse dormido um século e acordasse agora. O mundo seria uma grande surpresa para ele. Aviões. Celulares. Arranha-céus. Ao entrar numa casa, ele não conseguiria entender o que é uma televisão. Ou um computador. Poderia se maravilhar com uma barra de chocolate. Escandalizar-se com os biquínis das moças. Perder-se num shopping center. Mas, quando ele deparasse com uma escola, finalmente teria uma sensação de tranqüilidade. "Ah, isso eu conheço!", pensaria, ao ver um professor com um giz na mão à frente de vários alunos de cadernos abertos. "É igualzinho à escola que eu freqüentei."

Essa parábola é quase tão velha quanto o personagem que dormiu cem anos. É contada em inúmeras palestras e cursos de reciclagem de professores. Ilustra como a escola se mantém fossilizada, num mundo que não pára de mudar. A escola como a conhecemos hoje é fruto de uma sociedade forjada no século XVIII, quando a Revolução Industrial e o fortalecimento dos Estados modernos criaram a necessidade de formar cidadãos qualificados para um novo mercado de trabalho. A Revolução Francesa e a independência americana também inspiraram um ideal igualitário, que disseminou a idéia da educação como um direito de todos. Era uma ruptura em relação à escola antiga, voltada para a formação de uma elite - fosse a casta religiosa da Idade Média, os burocratas a serviço dos reis ou os aristocratas da Grécia clássica. Com a inclusão das massas na escola, foi preciso criar mecanismos de homogeneização. Vieram daí a divisão dos alunos em séries, a especialização dos professores em disciplinas e a sistematização de um ensino básico a ser transmitido para todos.
O que precisa acontecer é uma maior integração entre pais, educadores, alunos e todos que estejam envolvidos com a educação para que novas formas de educação sejam implantadas nas escolas com sucesso e que consigam atingir um maior número de educadores e educandos. Mais isso somente será possível se a população como um todo se interessar de verdade pela educação e não continuar como mero espectador do que é proposto.

20 abril 2007

Blog revela primeiros cenários da seqüência de ‘As crônicas de Nárnia’

Filmado na Nova Zelândia, “Príncipe Caspian” será lançado em 2008.
Na continuação, irmãos Pevensie retornam a Nárnia milhares de anos depois.


As filmagens da continuação de “As crônicas de Nárnia – O leão, a feiticeira e o guarda-roupa” estão a todo vapor, a menos a julgar pelo videoblog oficial que a Disney lançou recentemente. O blog revela bastidores de produção do filme, intitulado “As crônicas de Nárnia - Príncipe Caspian”.

No vídeo que inaugura o blog, o diretor Andrew Adamson apresenta os primeiros cenários do longa-metragem, localizados nas ruínas de Cair Paravel, na península Hereherataura, na Nova Zelândia. Segundo o cineasta, os fãs da franquia poderão acompanhar o dia-a-dia da equipe por meio de vídeos periódicos publicados no site.

A estréia de “Príncipe Caspian” está prevista para 18 de maio de 2008. Na trama, milhares de anos depois da primeira aventura, os irmãos Pevensie voltam a Nárnia para tirar o malvado rei Miraz do poder e entregar o trono a seu herdeiro legítimo, o príncipe Caspian.

16 abril 2007

Vitamina C faz faxina dupla no organismo

Pesquisadores da USP e do Butantã revelam nova função da molécula

Giovana Girardi

O papel da vitamina C no corpo humano é alvo de controvérsia. A maioria das pesquisas mostra que ela faz bem à saúde, mas vira e mexe algum estudo sugere o contrário - em altas quantidades ela poderia ser maléfica. Polêmicas à parte, recentemente um grupo de pesquisadores brasileiros apresentou dados reforçando que não só ela protege o organismo como o faz de modo ainda mais eficiente do que se imaginava antes.
A equipe da Universidade de São Paulo e do Instituto Butantã desvendou uma nova função da molécula que amplia o seu papel de faxineira do metabolismo. Já se sabia que ela age como antioxidante, combatendo os temíveis radicais livres, substâncias que provocam lesões em moléculas e estão envolvidas no envelhecimento celular.
O novo estudo, publicado em março na revista científica PNAS, mostra que, além de ter essa ação direta de neutralização, a vitamina C também age indiretamente sobre os radicais livres, ao acelerar as reações de um grupo de enzimas que impedem a formação deles.“Quando o corpo humano está em perfeito funcionamento, há um balanço entre substâncias oxidantes e antioxidantes. Mas, se por algum motivo os primeiros aumentam de quantidade ou os segundos diminuem, temos o chamado stress oxidativo que, em excesso, pode ser bastante tóxico para o organismo”, explica o bioquímico Luis Eduardo Soares Netto, do Instituto de Biociências da USP.
Movimentando-se pelas células, os radicais livres, que são substâncias bastante instáveis porque têm um número ímpar de elétrons, tentam desesperadamente se ligar a uma outra molécula. Os alvos preferenciais são DNA e proteínas, que acabam sofrendo lesões após essa união e se tornam disfuncionais. O resultado são doenças dos mais diversos tipos.
AÇÃO DUPLA
Para retomar o equilíbrio, o ideal é diminuir a formação dos oxidantes e aumentar a presença dos antioxidantes. É aí que a vitamina C entra. “Nosso estudo mostra que ela cerca pelos dois lados”, afirma Netto. Na ação direta, ela neutraliza um precursor dos radicais livres, o peróxido de hidrogênio (mais conhecido como água oxigenada), transformando-o em água.
No mecanismo indireto, ela estimula a ação de uma enzima denominada peroxirredoxina, que, como o próprio nome diz, também decompõe os peróxidos em H2O e evita a formação dos radicais livres. Essa reação química, na presença da vitamina C, fica mais rápida, uma vez que a enzima “rouba” elétrons da vitamina.“Antes imaginávamos que essa aceleração só podia ocorrer na presença de moléculas conhecidas como tióis, mas mostramos que a vitamina C também tem essa função. Sem a interferência de uma dessas duas moléculas, a reação da peroxirredoxina é muito lenta e difícil de ocorrer”, explica.
Esse sistema de faxina que ocorre nos seres humanos após a ingestão da vitamina C está presente também em vários outros organismos, como plantas, insetos, mamíferos, bactérias e parasitas. Isso sugere, segundo Netto, que o mecanismo foi selecionado evolutivamente porque conferia uma vantagem. Considerando os danos que podem ser provocados pelo excesso de radicais livres, é fácil entender por quê.

http://txt.estado.com.br/editorias/2007/04/10/ger-1.93.7.20070410.6.1.xml

15 abril 2007

Amazônia: sueco é acusado de "colonialismo verde"

Segundo o site da BBC Brasil, a ação do milionário sueco Johan Eliasch para preservar a floresta amazônica está sendo acusada de "colonialismo verde" e deixou mil pessoas sem trabalho e na pobreza absoluta, afirma reportagem publicada neste domingo pelo jornal britânico The Sunday Times.
O milionário que é radicado na Grã-Bretanha e é dono da fabricante de artigos esportivos Head, comprou em 2005 uma área de cerca de 1,6 mil quilômetros quadrados em Itacoatiara, no Amazonas, que pertencia a uma madeireira americana, com o intuito de preservar a floresta. Segundo o jornal, como resultado da compra da madeireira por Eliasch, até mil pessoas empregadas por uma serraria obrigada a fechar ficaram sem trabalho, "aumentando ainda mais as dificuldades numa região já economicamente carente".
O jornal diz que até mesmo ambientalistas locais vêm criticando as ações de Eliasch, acusando-o de "colonialismo verde".
A reportagem afirma que Eliasch prometeu compensar as pessoas que ficaram sem trabalho e empregar algumas delas como guardas florestais, mas afirmou que a preservação da floresta "é mais importante do que as pessoas morando na região".
O jornal conclui dizendo que Eliasch propôs no ano passado a compra de toda a floresta amazônica para preservá-la, o que "provocou um incidente diplomático entre o Brasil e a Grã-Bretanha quando a idéia foi encampada pelo ministro do Meio Ambiente da Grã-Bretanha, David Miliband, que sugeriu estabelecer uma fundação internacional como a melhor forma de preservar a Amazônia".
Precisamos ficar atentos a "tanta boa ação" de milionários estrangeiros que estão comprando a Amazônia com o intuito de preservá-la, afinal estão comprando terras em território brasileiro e com isso, obtendo direitos sobre toda uma biodiversidade que por direito nos pertence.

11 abril 2007

Programa Ciência Brasil - VAMOS DIVULGAR!

Quem é curioso, apreciador de cultura geral ou fascinado por ciência, assista ao novo programa Ciência Brasil , um talk-show de ciência via internet que exibe entrevistas com o objetivo de aproximar o público leigo do mundo científico. O endereço é:
www.painelbrasil.tv/ciencia

Utilizando uma linguagem inteligente, porém simples e descontraída, diversos pesquisadores falarão sobre seus trabalhos mostrando à sociedade como são feitas suas pesquisas, de que forma trarão benefícios para a população, além de mostrar a realidade de ser um cientista no Brasil, quais as dificuldades, os estímulos, etc. Toda semana o programa trará um assunto diferente. As entrevistas são gravadas e ficarão à disposição do internauta através de uma ferramenta de busca.
O 1º episódio já está no ar e fala sobre Insetos Detetives: como os insetos podem ajudar a desvendar crimes! Por ser o 1º programa, foi feita uma introdução de uns 6 min e mais a entrevista (em torno de 30 minutos), mas vale à pena ir até o final.
Esta é uma forma totalmente inovadora de popularizar a ciência no Brasil, colaborando para a sua valorização e, até mesmo, para despertar o interesse de "futuros cientistas". É a chance dos pesquisadores mostrarem (e explicarem) à comunidade o conhecimento que ela os ajuda a adquirir através do pagamento de seus impostos (quando estes são investidos em ciência e tecnologia!!).
Vamos divulgar! Recomendem o site aos amigos, parentes, colegas de trabalho e, principalmente, ao público jovem (filhos, sobrinhos, etc).
Num país em que a educação está completamente sucateada, temos que aproveitar as boas propostas para tentar formar "cabeças-pensantes" (que serão a nossa esperança para o futuro).

Polícia Científica Paulista tem trabalhos premiados

III Prêmio Sou da Paz
Duas pesquisas realizadas no Instituto de Criminalística, são premiados pelo Instituto Sou da Paz, um deles sob título de O Residuográfico Azul de autoria da Perita Criminal Dra. Regina Branco, foi publicado nos anais do Congresso de Criminalística de 2005 e no livro "Química Forense sob olhares eletrônicos". O outro é o resultado do trabalho da equipe de DNA do Instituo de Criminalística de São Paulo, intitulado O Exame de DNA como Ferramenta na Elucidação de Crimes e na Identificação de Pessoas.
Esta escolha foi feita por banca examinadora, mas também haverá um outro prêmio, decorrente da escolha popular, onde o público poderá votar até 30 de outrubro. A ação de nº 525 pertence ao trabalhos "O residuográfico Azul", o trabalho publicado pela equipe de DNA corresponde a ação de nº 482.

Ação 482 - O Exame de DNA como Ferramenta na Elucidação de Crimes e na Identificação de Pessoas

A aplicação dos testes de sangue disponíveis até 1999 no Instituto de Criminalística permitia, no máximo, excluir um determinado suspeito de ter cometido um crime. A introdução da aplicação do exame de DNA na elucidação de crimes vem possibilitando analisar também a inclusão de autores dos delitos investigados. Para a implantação do Laboratório de DNA, houve um árduo treinamento da equipe de peritos (cursos e estágios). Essa novidade teve por objetivo principal oferecer à investigação policial e, em última instância, à Justiça elementos que permitam contribuir objetivamente para a elucidação de crimes e identificação de pessoas e cadáveres.

Anvisa lança pesquisa sobre laboratórios analíticos em toxicologia forense

A Anvisa continua o trabalho de identificação dos laboratórios que estejam envolvidos com produtos sujeitos ao regime de Vigilância Sanitária para classificar os que merecem seu respaldo no atendimento aos princípios fundamentais do Sistema da Qualidade. É por meio da Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde (Reblas) que a Agência vem habilitando esses laboratórios. Já foram identificadas várias áreas, agora é a vez dos laboratórios analíticos em toxicologia forense.
A Reblas já realizou pesquisas para levantamento de laboratórios analíticos nas áreas de saneantes, água de hemodiálise, cosméticos, alimentos, agrotóxicos e implantes ortopédicos, cujas conclusões estão disponíveis no site da Anvisa em Pesquisas sobre Serviços Laboratoriais - concluídas. Encontram-se em andamento as pesquisas de fitoterápicos e de saúde do trabalhador, disponíveis no site em Pesquisas sobre Serviços Laboratoriais - em andamento.

09 abril 2007

Em busca do alívio

Como a ciência está acumulando novas vitórias contra a enxaqueca, doença que castiga mais de 25 milhões de brasileiros...

Esta semana a Revista Época publicou um artigo muito interessante sobre as novidades para auxiliar quem sofre deste problema. Vale a pena conferir.

07 abril 2007

A conexão alimento/saúde

Na civilizações antigas, o s gregos, egípcios e chineses não faziam distinção entre comida e remédio. O que lhes matava a fome era também o que curava os problemas de saúde. Esse conceito tem sido resgatado pela ciência, que reforça a importância da alimentação na prevenção e sua participação no tratamento de doenças. Aqui, você confere as novidades da biotecnologia e os estudos que derrubam mitos e confirmam verdades.


Uma nova geração de alimentos enriquecidos e aperfeiçoados em laboratório está saltando da ficção para a mesa. A cenoura, eficiente na proteção dos olhos e no rebaixamento do risco de ataques cardíacos, ganhará mais qualidade graças ao melhoramento genético realizado pela Embrapa Hortaliças. "Terá 50% a mais de alfacaroteno, luteína e betacaroteno, substância que se transforma em vitamina A", descreve o pesquisador Jairo Vieira. Longa e fina, batizada cenourete, ela chegará ao mercado no fim do ano. Da safra dos superalimentos já saiu o tomate São Vito, vermelho-vivo, repleto de licopeno e mais potente na defesa contra câncer de ovário e de próstata. Neste mês da Copa, será liberada para o consumo a brasileirinha, abóbora verde e amarela, com 25% a mais de carotenóides e condições funcionais superiores às de uma abóbora comum, que alivia cólicas intestinais.A explicação do geneticista Leonardo Boiteux, da Embrapa, para os avanços:"Em cada espécie de fruta ou hortaliça, existe uma variedade de genes que, ao longo da evolução, sofrem pequenas mutações, boas ou não. Nós as identificamos e fazemos cruzamentos dentro da própria espécie, tornando o alimento mais favorável". A experiência pode ocorrer ainda entre naturezas diferentes.

Por: Patrícia Zaidan, Vera Lígia Rangel e Silvia Regina

Continue lendo esta matéria em:
http://claudia.abril.com.br/edicoes/537/fechado/beleza_saude/conteudo_135480.shtml

25 março 2007

Sonambulismo sexual" intriga cientistas

LONDRES (Reuters) -
Pesquisadores tentam entender um raro distúrbio que faz as vítimas procurarem sexo enquanto estão dormindo, disse a revista New Scientist na quarta-feira.As pesquisas sobre esse "sonambulismo sexual" são dificultadas pelo fato de os pacientes, por constrangimento, não o relatarem, e os médicos tampouco terem o hábito de perguntar a respeito.Por enquanto não há cura para o distúrbio, que muitas vezes leva a dificuldades nos relacionamentos."Realmente me incomoda que eu não possa controlar isso", disse Lisa Mahoney à revista. "Assusta, porque não acho que tenha algo a ver com o parceiro. Não quero que esse problema idiota nos prejudique em longo prazo."
A maioria dos pesquisadores considera o caso uma variação do sonambulismo, embora os "sexonâmbulos" tendam a ficar na cama, ao invés de saírem andando.O sonambulismo atinge de 2 a 4 por cento dos adultos, enquanto o "sonambulismo sexual" supostamente não é tão comum, segundo Nik Trajanovic, pesquisador da clínica de sono e vigília do Hospital Western, de Toronto.
Mas uma pesquisa realizada em 2005 pela Internet junto a 219 pacientes concluiu que o problema é mais difundido do que os relatórios médicos fazem supor."A maior parte das vezes o sexo adormecido acontece entre pessoas que já são parceiras", disse Mark Pressman, especialista em sono do Hospital Lankenan, de Wynnewood, Pensilvânia, à New Scientist."Às vezes (os cônjuges dos pacientes) odeiam, às vezes toleram.
Em raras ocasiões você tem histórias de gente que gosta mais do que do sexo acordado", acrescentou.Como não há cura, a atenção a fatores desencadeadores -- como estresse ou privação do sono -- pode ajudar.
O psicólogo Michael Mangan, da Universidade de New Hampshire (EUA), criou um site para ajudar os pacientes -- www.sleepsex.org.
Já Trajanovic está desenvolvendo um procedimento para diagnosticar o "sonambulismo sexual" em processos judiciais nos quais o paciente é acusado de violação sexual.
(Por John Sinnott)

http://estilo.uol.com.br

Comunicação por meio de chips implantados no corpo

Comunicação por meio de chips implantados no corpo do usuário, identificador de pessoas na multidão, controle remoto para ajustar a casa de acordo com os gostos do morador. Assim será o seu celular.....

Eis um dia típico de um jovem profissional, daqui a 20 anos. De manhã, ele tem uma reunião de trabalho. Enquanto é apresentado às pessoas, uma câmera acoplada a seus óculos as fotografa e envia as imagens para uma central. Em segundos, ele passa a escutar, por um chip próximo ao ouvido, as informações sobre aqueles profissionais e as empresas para as quais trabalham.
Mais tarde, de volta do trabalho, atrasado para o jogo de futebol, ele não lembra onde pôs as chuteiras. Então ergue o pulso e ordena a um chip embutido na pele: "Encontre minhas chuteiras vermelhas". Em seguida, um sinal é emitido a todos os objetos da casa até que a chuteira emite um som.
No fim da noite, ele volta para casa exausto e faminto. Automaticamente, o computador central da casa informa à cozinha que, naquele horário, ele prefere peixe a carne. A banheira já o espera, há alguns minutos, com água na sua temperatura preferida.
O ar-condicionado já deixou seu quarto na temperatura ideal, e o televisor é ligado no canal de esportes. Tudo isso feito por um único aparelhinho: o telefone celular. Ou melhor, sua evolução.
Num futuro muito próximo, essa coisa que conhecemos hoje como celular vai permear todas as atividades do dia-a-dia. Eu disse atividades? O celular deve permear a nós próprios.
Quem quiser a versão do equipamento apenas para falar poderá tê-lo implantado sob a pele. Essa possibilidade é uma das aplicações esperadas pelos especialistas em segurança, que usariam o aparelho como um radar permanente de localização.
Mas quem vai querer um aparelho que só fala? Dentro dos laboratórios de tecnologias do futuro da IBM, os primeiros testes de ambientes e objetos com inteligência já acontecem.

http://revistagalileu.globo.com

Muito além da feijoada

Nova tecnologia permite obter energia elétrica a partir de dejetos suínos.....

Sempre associados a sujeira e falta de higiene, os porcos podem ser agora a mais nova fonte de energia alternativa, limpa e renovável. É que um grupo de cientistas do Centro de Pesquisas em Energias Alternativas e Renováveis (CPEAR), da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), acaba de desenvolver um novo processo que permite obter energia elétrica a partir de dejetos suínos sem liberação de gases poluentes. Além de oferecer uma opção a mais de acesso à energia, a técnica ajudará a reduzir a poluição de solos e mananciais, um problema cada vez mais grave no Sul do Brasil, onde a suinocultura é uma das principais atividades em pequenas e médias propriedades rurais.
O engenheiro João Luiz Alkaim, coordenador do CPEAR, conta que a geração de energia a partir de agentes poluentes já é realizada há muito tempo, por meio da combustão do gás metano liberado pelo lixo orgânico em decomposição. “A novidade é que agora não há queima”, explica. “O sistema extrai gás hidrogênio do dejeto suíno e, a partir desse hidrogênio, é possível construir uma célula combustível, espécie de bateria altamente eficiente.”
O Biogás-H, como é chamado o sistema, funciona em três etapas. Primeiro, os dejetos são lançados em um biodigestor anaeróbico, que decompõe a matéria orgânica digerível por bactérias e a transforma em biogás. O efluente que sobra desse processo pode ser usado para fins agrícolas, como adubo. A segunda etapa é a de limpeza do biogás. Dali sai o gás metano puro, que vai para um reformador, misturado a vapor d’água.
O reformador é o equipamento que extrai o gás hidrogênio, que poderá, finalmente, ser injetado em uma célula combustível. A célula combustível é capaz de gerar eletricidade a partir de uma reação química, usando como reagentes apenas hidrogênio e oxigênio. “Por ser muito eficiente e não emitir substâncias poluentes, será a fonte de energia do futuro”, prevê Alkaim.
Como subproduto, a célula gera água pura, que, misturada a sais minerais, se torna potável. Estaria aí a solução para um sério problema enfrentado em Santa Catarina. O estado detém o maior rebanho de porcos do país, com aproximadamente 4,5 milhões de cabeças (17% da população nacional de suínos).
Esse número parece ainda maior se correlacionado à pequena extensão territorial do estado, que ocupa apenas 1,12% do território brasileiro. Mas os órgãos ambientais consideram a suinocultura uma atividade potencialmente causadora de degradação do meio ambiente, por causa dos dejetos produzidos pelos animais.
O crescimento acelerado da atividade trouxe consigo a produção de grande quantidade de matéria fecal, que, por falta de tratamento adequado, se transformou na maior fonte poluidora dos mananciais de água nas áreas onde é praticada. Foi daí que surgiu a idéia de utilizar o dejeto suíno na produção de energia. “Além de reduzir a poluição, é possível, com o rebanho que temos, abastecer pequenas cidades com energia proveniente de células combustíveis”, diz o engenheiro.
Alkaim conta que a energia gerada pelos dejetos produzidos por um rebanho de mil suínos foi estipulada em 2,5 kW (quilowatts) por hora, em média – o suficiente para atender à demanda de uma escola ou três casas.
Ele conta ainda que o mesmo processo pode ser realizado com dejetos de outros animais. O projeto, que conta com a parceria da Eletrosul e da iniciativa privada, deve colocar o primeiro protótipo em funcionamento ainda neste semestre. “Em breve, será possível a produção em larga escala”, diz.
Célio Yano
Especial para Ciência Hoje On-line/ PR
19/03/2007
http://cienciahoje.uol.com.br

14 março 2007

Terapias que dão qualidade de vida

por Ana Holanda

Terapia Craniossacral - nervos sob controle
Por meio de toques na cabeça e na coluna, a terapia craniossacral promete regular o funcionamento do sistema nervoso e, por tabela, aumentar a imunidade e acabar com dores agudas e crônicas, além de dificuldades de aprendizado, exaustão física, ansiedade e stress. Tanta coisa assim, porque melhora o fluxo do liquor, "líquido que circula entre o cérebro e a medula espinhal e tem como principal função nutrir o sistema nervoso, além de varrer as toxinas", esclarece Aziza Noguchi, de São Paulo, que introduziu a terapia no Brasil. Você fica deitada no maior conforto, com a cabeça apoiada em almofadas, enquanto o terapeuta detecta as áreas que podem estar dificultando a circulação do liquor e pressiona os pontos-chave com os dedos ou a palma das mãos. Como os toques são suaves, não doem nada; pelo contrário, o efeito é relaxante. É indicada a pessoas de qualquer idade - até para recém-nascidos. Só quem teve aneurisma, hemorragia intracraniana e acidente vascular cerebral recentes deve evitar algumas manobras, que alteram a pressão no crânio. A sessão leva de uma hora a uma hora e meia, e os resultados podem ser sentidos logo na primeira sessão. "A duração de um tratamento varia conforme o caso, mas o ideal é fazer uma série de no mínimo dez sessões", esclarece Aziza.
Watsu - relax total
O nome é uma forma abreviada de water shiatsu (shiatsu na água, em inglês). A técnica pode ser descrita como uma massagem (shiatsu) feita com toques suaves dos dedos, associada a alongamento. Ou ainda como uma acupuntura sem agulhas, já que os pontos estimulados são os mesmos. Tudo isso enquanto você flutua gostosamente, amparada pelo terapeuta, numa piscina aquecida a cerca de 35 graus Celsius. "A sensação é mais ou menos a que um bebê experimenta dentro do útero", diz a fisioterapeuta Fernanda Zornoff, da Takeda, escola de natação, hidroterapia e watsu, em São Paulo. Assim, não é de admirar que o watsu - criado pelo americano Harold Dull, na década de 80 - ajude a reduzir o stress e a ansiedade e seja indicado como coadjuvante nos tratamentos de depressão e de problemas articulares e do sistema nervoso. Sem falar nos efeitos terapêuticos da água quente, que aumenta a dilatação dos vasos e reduz a tensão dos músculos. Uma sessão de uma hora já é suficiente para você sair inteiramente relaxada sem ter feito absolutamente nada, a não ser se deixar embalar pela água - é o terapeuta que executa lentamente todos os movimentos. E não se preocupe se tem dificuldade para boiar: flutuadores nas pernas farão você se sentir mais confortável e segura. Só não pode usar touca de borracha, porque aperta a cabeça. Mas quem se importa de molhar o cabelo quando se está calma, calmíssima, numa ótima?
Florais - bom humor em gotas
Já imaginou ter no armário do banheiro - ao lado de seus cremes hidratantes - um frasco contendo o antídoto para uma crise braba de ciúme? Ou o bálsamo capaz de domar sua ansiedade antes de uma entrevista de trabalho? Os florais ajudam você a lidar com os mais variados problemas. "Reduzem a raiva, a irritação e o stress e ainda despertam virtudes como a alegria, o entusiasmo pela vida e a coragem", afirma a paulista Cynthia Accioly Abu-Asseff, terapeuta floral há 12 anos. Em outras palavras, a energia das flores equilibra as emoções. Claro, não é qualquer flor. Só as silvestres - sem cultivo manipulado ou uso de agrotóxicos - colhidas no auge da florada e colocadas em recipientes com água. Essa água dá origem à essência floral mãe, cujas gotas são diluídas em brandy ou vinagre de maçã, que fazem as vezes de conservante. Como o sabor do vinagre não é agradável, seu uso fica restrito aos casos de intolerância ao álcool. Cada problema será tratado com um buquê (mistura de essências florais) específico, receitado pelo terapeuta durante determinado tempo. "Se você tomar quatro gotas, quatro vezes ao dia, em uma semana já vai sentir alguma melhora", garante Cynthia. Existem também fórmulas prontas, vendidas em casas de produtos naturais. Para relaxar, por exemplo, são indicados Soul Support, Floral do Alasca; e Emergency, Floral da Austrália. Para controlar raiva ou ciúme, Blue Elf Viola, Floral do Alasca; ou Holly, Floral de Bach (de Edward Bach, médico inglês, o primeiro a pesquisar o efeito terapêutico das flores, no final da década de 30). Se anda amargurada, se achando uma vítima do destino, Willow, Floral do Alasca. Em casos de instabilidade emocional e energias negativas, Pink Yarrow, Floral da Califórnia. No site http://www.essenciasflorais.com.br/ você encontra informações sobre cursos e pode comprar de qualquer parte do Brasil.
Eutonia - corpo e mente em alerta
Desde que o mundo é mundo, a gente anda, senta, dança e se exercita de forma automática. Pois a eutonia, desenvolvida pela alemã Gerda Alexander a partir da década de 40, nos leva a prestar atenção no jeito como fazemos tudo isso - para começar a fazer direito. O conceito é simples: quanto mais consciência temos do nosso corpo e de seus limites, mais fácil aliviar as tensões e prevenir lesões e problemas nas articulações. A prática também não tem segredo: exercícios de percepção dos ossos, da pele, dos músculos e dos órgãos internos em aulas que podem ser individuais ou em grupo. Os alunos aprendem a se conhecer física e emocionalmente e a liberar tensões. Às vezes, com a surpreendente ajuda de bambus, bolinhas, almofadas ou castanhas; outras, com toques de massagem e interação entre colegas. "Mais do que uma técnica, é um processo de ampliação da consciência", explica Neta Novaes, eutonista e terapeuta corporal, de São Paulo. Resultado: nunca mais você vai sentar ou andar como uma autômata. Com isso, o corpo ganha tônus e quem sofre de stress, insônia, dores musculares e até de reumatismo e artrite se beneficia. Já dá para perceber o corpo mais relaxado a partir da primeira sessão, mas em geral recomenda-se uma série de dez. Não há contra-indicações. A eutonia favorece, inclusive, as gestantes, permitindo um melhor trabalho de parto", afirma Neta Novaes.

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Crônica do amor

Por Arnaldo Jabor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco. Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome. Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

03 março 2007

O incrível ovo medicinal

Por David Biello

O ovo de galinha tem uma história destacada na medicina. Mesmo hoje em dia, injeta-se o vírus da gripe em milhões deles para fabricar vacinas. Agora, cientistas do instituto Roslin, na Escócia (o mesmo que clonou a ovelha Dolly), produziram um galo geneticamente modificado cujas descendentes fêmeas põem ovos que produzem medicamentos no lugar de uma proteína na clara do ovo.
Helen Sang, do Instituto Roslin, e seus colaboradores usaram lentivírus para introduzir dentro de embriões um gene que ativa a produção de diversas drogas em vez da proteína ovalbumina, que em geral compõe cerca de 54% da clara. Os pesquisadores procuraram entre os frangos resultantes aquele que produzia o novo gene em seu sêmen. Depois, fizeram o cruzamento dele com galinhas normais para produzir novas aves que carregassem o gene inserido e produzissem medicamentos nas claras de seus ovos.
Testes com os ovos mostraram que elas podiam produzir o miR24 (anticorpo monoclonal usado no tratamento do melanoma) ou interferon b-1a (proteína do sistema imunológico usada contra esclerose múltipla, entre outros males) dependendo de qual gene fosse inserido. As galinhas produzem de 15 a 50 microgramas de medicamento por milímetro de clara, e embora isso não seja tão eficiente quanto a expressão da ovalbumina, é eficaz o suficiente para permitir a purificação subseqüente para drogas terapêuticas. "Esperávamos que o transgene não fosse tão eficiente quanto o gene endógeno no qual ele foi baseado, pois apenas alguns dos elementos regulatórios foram usados e o transgene pode ter sido inserido no cromossomo numa posição que não favorece a expressão máxima", observa Adrian Sherman, do Roslin, que também participou da pesquisa. "Estou certo de que há potencial para aperfeiçoamento."
Os ovos de galinha podem ter vantagens sobre outros produtos geneticamente modificados, como leite de cabra. As galinhas são fáceis de criar, produzem numerosos ovos e são baratas de manter. E após criar cinco gerações de aves modificadas, os pesquisadores não observaram nenhum efeito adverso à saúde, de acordo com um artigo publicado online em 15 de janeiro na Proceedings of the National Academy of Sciences USA.
Apesar de as proteínas terapêuticas terem funcionado como esperado em ensaios in vitro, levará anos para que o processo resulte em remédios para consumo humano, dizem os pesquisadores. As galinhas de Roslin somam-se a um esforço semelhante que emprega células tronco desenvolvidas pela Origen Therapeutics. Independentemente de qual "biofábrica" for a primeira a se tornar viável comercialmente, um novo uso medicinal para o venerável ovo está agora evidente.

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01 março 2007

Japoneses descobrem como fazer diário em DNA de bactérias

Um texto microscópico pode ser enterrado junto com seu dono. Como elas vivem milênios, as informações estarão disponíveis até o ano de 5007.


Do G1, em São Paulo, com agências
http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL7306-6091,00.html

TÓQUIO - Pesquisadores do Instituto de Biociências Avançadas da Universidade de Keio, no Japão, anunciaram esta semana o desenvolvimento de uma revolucionária técnica de armazenar dados. Em vez de computadores, bactérias. Cada bacillus bacterium pode armazenar em seu DNA 2 megabits (o equivalente a 1,6 milhão de letras).
Os cientistas podem posteriormente extrair os implantes microscópicos em laboratório e lê-los como um texto comum. A técnica ainda tem muito a ser aperfeiçoada, mas a equipe está otimista quanto a seus usos no futuro. "Se eu quisesse arquivar meu diário pessoal nessas bactérias vivas e levá-lo comigo para o túmulo, minha história se perpetuaria por milhares e milhares de anos", disse o chefe de pesquisas Yoshiaki Ohashi. Em condições ideais, as bactérias podem viver por milênios.
Antes de lançar a tecnologia no mercado, a equipe de Ohashi quer se certificar de que o DNA não sofra alterações durante o desenvolvimento natural da bactéria.

28 janeiro 2007

Invisíveis e insensíveis odores da natureza

Permanece a dúvida: os seres humanos se comunicam quimicamente por feromônios?

Por que será que, em meio a um bom número de pessoas, é aquela em especial que nos atrai? A beleza aos nossos olhos, a inteligência ou a sensibilidade que nos revela ao falar, a sensualidade nos gestos, o que será? Chegamos mais perto e o encanto inicial se confirma ou não. Por que será? São vários os fatores que determinam essa atração interpessoal, mas um deles, invisível e insensível, tem excitado a curiosidade dos neurocientistas: a possibilidade de que a espécie humana empregue feromônios para comunicar-se quimicamente com seus semelhantes. Feromônios são substâncias inodoras produzidas pelos animais e depositadas no ambiente, capazes de influenciar o comportamento e o funcionamento orgânico de indivíduos da mesma espécie. Os camundongos machos, por exemplo, secretam na sua urina um tal metiltiometanotiol ou MTMT, que atrai as fêmeas e as faz investigar o ambiente em torno do emissor. As coelhas mamães secretam no leite um 2-metilbutenal-2, que determina nos filhotes a busca ativa pelas tetas.
Nesses animais, já se identificou todo um conjunto de regiões do sistema nervoso envolvido nessa forma de comunicação química: é o chamado sistema vômero-nasal. Um setor da mucosa nasal, o órgão vômero-nasal, apresenta células sensoriais especiais dotadas de proteínas específicas incrivelmente sensíveis a baixas concentrações desses compostos. Essas células sensoriais estabelecem comunicação com certos neurônios do cérebro, formando uma cadeia de circuitos que segue às regiões da memória, das emoções, e da coordenação hormonal que o sistema nervoso exerce sobre o organismo. Mas não se trata do sistema olfatório: esses mensageiros químicos não são percebidos conscientemente, embora influam bastante sobre o comportamento e a funcionalidade do corpo.

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http://cienciahoje.uol.com.br/65646

Roberto Lent Professor de Neurociência Instituto de Ciências Biomédicas Universidade Federal do Rio de Janeiro

Carboidratos: de adoçantes a medicamentos

Estudos indicam que os açúcares também podem ter aplicações na medicina

O açúcar que as pessoas põem no café, as fibras de uma folha de papel e o principal constituinte da carapaça de um besouro são substâncias que pertencem ao mesmo grupo: os carboidratos. Sabe-se, há muito tempo, que essas substâncias atuam como reservas de energia do organismo, mas estudos recentes revelam que elas têm outras – e importantes -- funções biológicas. Esses resultados indicam que muitos carboidratos podem ter aplicação na medicina. Substâncias desse grupo extraídas de ouriços-do-mar, por exemplo, apresentam propriedades que as apontam como candidatos a substitutos da heparina, um dos compostos naturais mais utilizados hoje como medicamentos em todo o mundo. Os carboidratos são as macromoléculas mais abundantes na natureza. Suas propriedades já eram estudadas pelos alquimistas, no século 12. Durante muito tempo acreditou-se que essas moléculas tinham função apenas energética no organismo humano. A glicose, por exemplo, é o principal carboidrato utilizado nas células como fonte de energia. O avanço do estudo desses compostos, porém, permitiu descobrir outros eventos biológicos relacionados aos carboidratos, como o reconhecimento e a sinalização celular, e tornou possível entender os mecanismos moleculares envolvidos em algumas doenças causadas por deficiência ou excesso dessas moléculas. O avanço científico permitiu conhecer de modo mais detalhado as propriedades físico-químicas dos carboidratos, resultando na exploração dessas características em diversos processos industriais, como nas áreas alimentar e farmacêutica. Um dos carboidratos com maior utilização médica é a heparina, composto de estrutura complexa, com ação anticoagulante e antitrombótica (reduz a formação de coágulos fixos – trombos – no interior dos vasos sangüíneos), obtido de tecidos animais, onde ocorre em baixa concentração. A necessidade de maior produção de medicamentos desse tipo, devido ao aumento da incidência de doenças cardiovasculares, e os efeitos colaterais associados à heparina vêm aumentando, nos últimos tempos, o interesse pela busca de substitutos para esse composto. Recentemente, no Laboratório de Tecido Conjuntivo, do Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, extraímos de ouriços–do-mar e de algas marinhas novos compostos, conhecidos como fucanas sulfatadas e galactanas sulfatadas, com propriedades semelhantes às da heparina. Experimentos mostraram que tais compostos agem como anticoagulantes e antitrombóticos em camundongos, ratos e coelhos, embora não tenham, nos organismos de origem, funções biológicas relacionadas à coagulação. Com isso, abrem perspectivas promissoras para o desenvolvimento de substitutos da heparina.

Vitor Hugo Pomin e Paulo Antônio de Souza Mourão
Laboratório de Tecido Conjuntivo, Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, e Instituto de Bioquímica Médica, Universidade Federal do Rio de Janeiro

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23 janeiro 2007

O lixo como questão estratégica

Edenis César de Oliveira (*) e Marçal Rogério Rizzo (**)

Culturalmente, não temos nenhuma preocupação com os resíduos que originamos em nossas residências ou local de trabalho todos os dias. Só para exemplificarmos, no mundo se descarta 1 milhão de sacos plásticos por minuto. Cada brasileiro descarta, em média, mais de 1 quilo de lixo por dia e se considerarmos somente o lixo que a cidade de São Paulo deposita nos aterros em uma semana é o suficiente para encher o Estádio do Maracanã no Rio de Janeiro (o maior estádio de futebol do mundo). O Aterro Bandeirantes (maior aterro em área da América Latina) recebe 5 mil toneladas de lixo por dia e isso é só a metade do lixo que a cidade de São Paulo produz.

Aparentemente e, para muitos, o problema está resolvido. Casa limpa, lixo recolhido e disposto em sacos plásticos na porta para ser coletado. Sequer imaginamos que a complexidade que envolve o lixo inicia-se exatamente neste ponto: a partir do momento em que disponibilizamos nosso lixo para a coleta.

Para onde ele vai? Como é transportado? O que é feito com ele? Quais as formas corretas de deposição do lixo? Caso seja disposto de forma inadequada, quais as implicações? São perguntas que dificilmente ocupam nossa mente.

O presente texto pretende dar uma pequena contribuição a fim de despertar na sociedade um interesse maior por uma questão que afeta diretamente a todos nós: a questão do lixo urbano.

Segundo o pesquisador e professor Jacques Demajorovic, o termo "lixo" foi substituído por "resíduos sólidos" e estes que antes eram entendidos como meros subprodutos do sistema produtivo, passaram a ser encarados como responsáveis por graves problemas de degradação ambiental.

No Brasil, enquanto o crescimento populacional, no período entre 1992 e 2000, foi de 16,4%, a geração de resíduos sólidos domiciliares foi de 49%, ou seja, três vezes maior. A situação é agravada pelo fato de que, segundo o IBGE, 70% desses resíduos ainda são dispostos de forma inadequada.

Indiferentemente, a maioria dos municípios brasileiros enfrenta o grande desafio do gerenciamento dos resíduos sólidos.

A Constituição Federal no Art. 30, incisos I, II e V dispõe que compete aos municípios: legislar sobre assuntos de interesse local; suplementar a legislação estadual e federal no que couber; organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o transporte coletivo que tem caráter essencial.

A Carta Magna deixa clara a responsabilidade e competência do município no que se refere aos serviços públicos locais compreendidos nestes o correto gerenciamento dos resíduos por ele gerados.

No entanto, o que a maioria dos prefeitos municipais afirmam é que existe uma limitação financeira para dar o fim adequado ao lixo. Cabe lembrar que, não obstante a responsabilidade do poder público, precisamos, sobretudo, compreender que todos somos responsáveis e temos participação fundamental nessa questão.

A população, nesse processo, deve pressionar e exigir dos prefeitos e suas equipes soluções criativas para o lixo, em especial apoiar a coleta seletiva, assim estarão diminuindo o volume de lixo dispostos nos aterros e lixões. Outro ponto que as prefeituras deveriam atuar é na viabilização e criação de cooperativas e associações de catadores de material reciclável. A contribuição que o munícipe deve dar está relacionada com a conscientização ambiental, como por exemplo, não jogando seus resíduos em locais impróprios e participando efetivamente do processo de separação do lixo (material reciclável e orgânico). Dessa forma, estará facilitando o trabalho dos funcionários da usina e, conseqüentemente, o melhor aproveitamento do material que poderá ser reutilizado.

Em caráter sugestivo, recomendamos ao setor municipal competente que desenvolva campanhas junto às escolas, envolvendo também associações de bairro, ONGs, além de outras instituições no sentido de desenvolver a conscientização, além de despertar o interesse da população pela questão.

Por fim, não basta saber o quê e como deve ser feito. É preciso fazer, ter vontade política e, sobretudo, visão administrativa para que toda população se beneficie e tenha maior qualidade de vida. Há um ditado popular que os políticos deveriam lembrar: Palavras comovem, o exemplo arrasta!

* É administrador de Empresas, professor-pesquisador do GADIS (Grupo Acadêmico de Gestão Ambiental e Dinâmica Sócio-Espacial) da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP de Presidente Prudente - SP) e Mestrando em Dinâmica e Gestão Ambiental.
edenis@netonne.com.br

** É economista, professor universitário, mestre em Desenvolvimento Econômico pelo Instituto de Economia da Unicamp e doutorando em Dinâmica e Meio Ambiente pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP de Presidente Prudente - SP).
marcalprofessor@yahoo.com.br

Esta notícia esta veiculada no site: http://www.ambientebrasil.com.br/noticias

11 janeiro 2007

Nossa comida está doente?

Nossa comida está doente?

reportagem: Fernanda Colavitti


Carne, frango e peixe


Praticamente todas as semanas é divulgado um novo estudo ligando o consumo de carne vermelha a algum tipo de câncer. O maior deles, que investigou os hábitos alimentares de 500 mil pessoas na Europa durante cinco anos e foi divulgado no ano passado, mostrou que pessoas que comem carne vermelha e seus derivados têm mais chances de desenvolver câncer de intestino.

Mas o preço para sair desse grupo de risco pode ser elevado. A nutricionista Luana Caroline dos Santos, da Faculdade de Saúde Pública da USP, diz que a carne bovina apresenta um grande valor nutricional, pois é rica em proteínas de excelente qualidade, é fonte de minerais como ferro (que previne a anemia) e zinco (importante para o sistema imunológico, cicatrização e crescimento), fornece ácidos graxos essenciais e vitaminas do complexo B, principalmente a vitamina B12, essenciais para o funcionamento do organismo. "Deste modo, esta carne não deve ser excluída da alimentação."

Como resolver esse dilema? Os especialistas dizem que o consumo moderado de carne vermelha não acarreta prejuízos à saúde. Segundo Luana, é possível consumir até 170 gramas por dia, o equivalente a um bife grande, preferencialmente de carne magra, sem riscos.

Legumes, frutas e verduras

Para tranqüilizar, saiba que algumas verdades a respeito da comida são imutáveis. As saladas continuam ótimas para a cintura. Pelo menos para o lado de fora dela. Para o de dentro, nem tanto. Apontados como os principais componentes de >> >> uma dieta saudável, legumes, frutas e verduras estão sob suspeita nos últimos tempos devido à presença de agrotóxicos. E a coisa piora na mesa brasileira. Um relatório da FAO classifica o Brasil como o terceiro maior consumidor de agrotóxicos do mundo, despejando anualmente 1,5 kg de ingrediente ativo por hectare cultivado.

Em algumas lavouras, o uso de agrotóxicos é assustador: na cultura do tomate, a média é de 40 quilos por hectare em cada safra. "Outros campeões de agrotóxicos são a batata, o morango e a uva", diz o engenheiro de alimentos Francisco Maugeri Filho, da Unicamp. Ele acrescenta que é justamente por isso que as aclamadas propriedades funcionais do tomate só entram em campo quando ele é cozido. "Só assim os agrotóxicos são desnaturados", diz.

Muitos destes agrotóxicos são comprovadamente cancerígenos e podem causar problemas de fertilidade em homens e mulheres. Além disso, quando mal utilizados, podem provocar três tipos de intoxicação: aguda, subaguda e crônica. Esta última, a mais letal delas, pode levar a paralisias e doenças severas, como o câncer. "Uma pessoa de 30 anos que ingira agrotóxicos por meio de alimentos, todos os dias, pode vir a sentir esse efeitos aos 60", afirma Gwendal Bellocq, gerente de certificação do Instituto Biodinâmico (IBD), que atesta produtos orgânicos. Mas nem tudo o que sempre ouvimos sobre o benefício da ingestão de frutas, verduras e legumes está errado. Quando avaliamos a relação risco-benefício entre os agrotóxicos e o consumo de frutas e verduras, os benefícios são muito maiores e já comprovados. A balança tem de pesar para que esses alimentos sejam, sim, consumidos", diz a nutricionista Priscila Maximino, da USP.

Comida industrializada

Bom, aqui há pouca controvérsia. A comida industrializada é uma fábrica de doenças. Isso por conta dos aditivos, corantes, açúcares e gorduras adicionadas no processo. Fica fácil se certificar disso ao ler rótulos de margarinas. Mas até comidas consideradas inofensivas carregam os mesmos males. Um exemplo é o pão francês, segundo o engenheiro de alimentos Francisco Maugeri, da Unicamp. "Esse alimento é cheio de aditivos e, além disso, o trigo é um cereal de clima frio, que está sendo plantado no cerrado, que é quente. Para que cresça e não tenha problemas com pragas, é lotado de agrotóxicos."

Primos próximos dos pães, os biscoitos escondem em sua receita o atual campeão de vilania: a gordura trans. Seu efeito no organismo é semelhante ao da gordura saturada, portanto, favorece a diminuição do HDL (o colesterol do bem) e o aumento do LDL (o do mal). O consumo excessivo de gordura trans pode mandar o seu colesterol às alturas.

Dizer para que as pessoas nunca mais consumam produtos industrializados, por conta desses problemas, seria uma recomendação fora da realidade. Mas dá para maneirar. "Privilegiar o consumo de alimentos frescos e produzidos sob manejo orgânico ou processados sem o uso de aditivos sintéticos é uma alternativa", diz Luana. O conselho é perfeito, mas, como está muito longe de ser realidade para a maioria dos mortais, alguns especialistas consideram a comida, se não a maior, uma das grandes drogas do século 21. Os números sustentam esse raciocínio.

Todos os anos, 200 mil pessoas morrem devido a problemas ligados ao consumo de drogas, segundo a OMS. Parece muita gente, mas, se compararmos à quantidade de gente que morre em decorrência de danos causados pela má alimentação, não é nada. Dados mais recentes da mesma organização, de 2001, dizem que mais de 33 milhões de pessoas morreram naquele ano por doenças crônicas ligadas à comida. Nada que é inalado ou aspirado é um matador mais eficaz do que aquilo que é mastigado.

A dieta ideal

Mais atividade física, quantidades diferentes de gorduras saudáveis e não-saudáveis, menos laticínios e bastante vegetais e legumes.

O sucesso é o novo sexo?

As mulheres que têm tesão pelo trabalho são solteiras, talentosas e muuuito ambiciosas. Sentem tanto prazer com a carreira que deixam o amor e os homens em segundo plano

O último namorado da empresária cearense Sâmia Ferreira Gomes, 38 anos, deu um basta no romance por causa de uma criação de camarões. Ela gerencia o negócio da família e não pensa duas vezes antes de interromper o lazer, inclusive viagens ao exterior, para resolver problemas no criadouro. "Durmo com o celular ligado para qualquer emergência", revela Sâmia. "As pessoas me olham com pena, achando que sou infeliz porque ainda não tenho marido e filhos. Sinceramente, não sinto nenhuma falta disso. O trabalho é minha principal fonte de prazer e realização. Já desmanchei dois noivados porque sempre priorizei a carreira, coloco a empresa em primeiro plano. Trabalhava sábado, domingo e só comecei a preservar os finais de semana depois que sofri um acidente de carro", conta a empresária, que também comanda uma construtora em Fortaleza. Cada conquista profissional leva a adrenalina de Sâmia a mil e é motivo de comemoração, em geral com um churrasco reunindo os seus funcionários. "Mas cada vitória já me faz pensar na próxima meta, me deixa ligada em um novo desafio."

Não são poucas as mulheres como Sâmia. Se não é o seu caso, provavelmente você tem uma colega ou amiga com o perfil igualzinho ao dela. Solteiras, com energia para dar e vender, elas apostam todas as fichas no trabalho e parecem extrair dele o máximo de satisfação. O que nos leva à pergunta do título desta reportagem: será que, para uma parcela feminina, o sucesso é o novo sexo? E ainda: será que o prazer pode ser atingido por meios tão diferentes, como a paixão por um homem, o envolvimento com a família e os filhos, e, por fim, o apego à carreira? "Podemos chamar de sexual toda a energia que nos move e nos faz realizar as coisas. Sem dúvida, as conquistas profissionais são gratificantes. Mas elas não substituem o contato amoroso e o prazer genital. Por algum tempo, a pessoa pode até imaginar que só isso a fará feliz. Em algum momento, porém, ela vai sentir falta dos outros vínculos", afirma Suely Gevertz, da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. Regina Silva, psicóloga especializada em coaching (planejamento pessoal e de carreira), do Instituto Gyrasser, de São Paulo, concorda: "Temos que investir com equilíbrio em cinco áreas da vida: profissional, social, familiar, afetiva e pessoal. Eventualmente, damos mais ênfase a uma ou outra. Só que, muitas vezes, as pessoas tentam buscar a realização exclusivamente em uma delas. A curto prazo, pode funcionar, mas a vida não é gerida apenas por uma necessidade. Quem aposta na diversificação certamente tem maiores possibilidades de se dar bem".

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09 janeiro 2007

A apoteose do indivíduo?

As novas tecnologias mudarão o estilo de vida das pessoas e, conseqüentemente, a maneira como vêem a si mesmas, os outros e a sociedade. Segundo a neurocientista inglesa Susan Greenfield, diretora da Instituição Real, em Londres (Inglaterra), essas mudanças podem levar a um esvaziamento de identidade ou, por outro lado, estimular a criatividade do indivíduo.

Na palestra ‘Pessoas do amanhã’, Greenfield discutiu essas questões e apresentou algumas das mudanças que estão por vir. Para ela, o momento de se perguntar se queremos que nossos filhos cresçam neste mundo diferente é agora. “Esta é a hora para discussão. As alterações podem ser boas ou más; o problema é que não temos dados para fazer um julgamento adequado”, afirma a neurocientista, que faz campanha para que o governo britânico destine recursos para pesquisas sobre esse tema.

Em relação ao trabalho, por exemplo, Greenfield conta que o avanço da tecnologia da informação deve levar a uma diminuição no tamanho das empresas e a um aumento da terceirização. A hierarquia corporativa será substituída por trabalhadores autônomos e a vida profissional não será mais isolada da pessoal. Os profissionais não terão uma profissão por toda a vida, eles se adaptarão e aprenderão habilidades novas. Com isso, as pessoas poderão administrar melhor suas tarefas e sobrará mais tempo livre. “Mas como elas irão lidar com essa mudança?” questiona a neurocientista, que cita estimativas de que, no futuro, um em cada quatro indivíduos sofrerá de depressão.

Por outro lado, as pessoas viverão mais e serão mais produtivas. “Teremos a ascensão do poder grisalho”, destaca Greenfield. Além disso, ela acrescenta que os avanços na medicina permitirão que as mulheres sejam mães com idades cada vez mais avançadas, mudando a narrativa de vida tradicional. “Entre doações de esperma e óvulos, mães de aluguel e úteros artificiais, uma criança poderá ter até seis ‘pais’ diferentes”, ressalta.

Segundo Greenfield, o futuro será provavelmente repleto de estímulos que inundarão os humanos a todo instante. Isso poderá levar a uma cultura da tela, na qual as pessoas vivem para as sensações imediatas. “Seria um mundo rico em respostas, mas pobre em perguntas”, afirma. Essas transformações poderiam tornar as pessoas vazias e sem identidade, mas a neurocientista acredita que há uma alternativa. “Esses avanços podem estimular a criatividade humana; podemos atingir uma apoteose do indivíduo”, conclui .

Fred Furtado
Especial para Ciência Hoje On-line
05/01/2007