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04 maio 2007

Ecologia ajuda a competir?

O caso da Petrobras mostra como a preocupação ambiental se tornou estratégica para empresas que querem conquistar o mercado global

A petrobras foi apontada pela consultoria espanhola Management & Excellence (M&E) como a segunda empresa mais sustentável do mundo no setor de petróleo. Só perde para a anglo-holandesa Shell. O estudo comparou 386 indicadores de itens como tecnologias limpas, segurança e uso de recursos naturais. A Petrobras ficou à frente de gigantes do setor, como a British Petroleum. "A Petrobras foi a que mais evoluiu nos últimos três anos", diz William Cox, diretor da M&E. Segundo a consultoria, entre os fatores que influenciaram na decisão está a queda na emissão de poluentes e nos vazamentos de óleo. Além da boa notícia para a multinacional brasileira, o reconhecimento mostra como os cuidados ambientais ganham importância para empresas que desejam expandir sua atuação.

"Para se tornar competitiva no mercado externo, qualquer empresa é obrigada a assumir responsabilidades ambientais e sociais", diz Luís Cesar Stano, gerente de desempenho da área de segurança, meio ambiente e saúde da Petrobras. "Sem isso, hoje é impossível competir globalmente. Agora estamos entre as melhores do mundo. E devemos isso à preocupação com sustentabilidade, que foi nossa prioridade nos últimos anos."

Cuidar bem do meio ambiente - ou pelo menos cultivar uma boa imagem verde - é especialmente importante para empresas brasileiras com ambições internacionais. "O Brasil precisa romper com a idéia de que desenvolvimento é incompatível com respeito ao meio ambiente", diz Fernando Almeida, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). A instituição representa no país uma coalizão de empresas que detêm faturamento anual correspondente a 40% do PIB nacional. Fazem parte do grupo instituições como Banco do Brasil, Suzano, Gerdau, Nestlé e Votorantim. "Na prática, estamos vendo o contrário. As empresas que conquistam uma imagem no exterior de respeito às questões ambientais e sociais estão em posições privilegiadas", diz Almeida.

A Petrobras acordou para isso há sete anos, quando um vazamento em um terminal marítimo encheu de óleo a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Poucos acreditavam que a empresa superaria a imagem de vilã da natureza. Acusada de estar sucateada pela falta de investimentos e tachada de ineficiente, a Petrobras parecia cada vez mais próxima da privatização. O início da transformação foi um investimento de R$ 12 bilhões em segurança ambiental. A empresa passou a se preocupar com o uso de recursos naturais, como a água que abastece as refinarias. Também investiu em programas sociais para as comunidades que convivem com suas plataformas de petróleo. O poço de petróleo de Urucu, no meio da Floresta Amazônica, virou exemplo de exploração sem devastação. O resultado foi melhor que o esperado. Além de recuperar sua imagem, a Petrobras passou a lucrar mais no mercado acionário, por ser considerada uma companhia segura para investimentos.

por Juliana Arini

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http://revistaepoca.globo.com

02 maio 2007

Que interessante: ver amigos "vale um salário de R$ 30 mil

Segundo a agência de notícias BBC Brasil....

Uma pessoa que ganha R$ 3,3 mil e encontra com freqüência os amigos para uma conversa despreocupada é tão feliz quanto outra que tem salário dez vezes mais alto e sacrifica sua vida social, concluiu um estudo conduzido na Grã-Bretanha.

Fizeram uma enquete com 8 mil britânicos em todo o país, a pesquisa se propôs a "colocar etiquetas de preço em amigos, parentes e vizinhos", para concluir que, se for possível comprar felicidade, ela tem um alto preço.

"Os resultados mostram claramente que um aumento no nível de envolvimento social equivale a dezenas de libras adicionais por ano em termos de satisfação de vida", conclui o autor da pesquisa, o especialista em Economia Aplicada a temas de felicidade segundo Nick Powdthavee.

"Aumentos de renda, por outro lado, trazem muito pouca felicidade." O estudo foi conduzido no Instituto de Educação, da Universidade de Londres, e será publicado no próximo da revista científica Journal of Social-Economics.

Felicidade

O pesquisador analisou as respostas de 8 mil britânicos que responderam sobre seus hábitos sociais e analisaram seu grau de felicidade. A média de renda da amostra foi de 10 mil libras esterlinas por ano - cerca de R$ 3,3 mil por mês.

Mas pessoas que tinham este salário e viam seus amigos quase todos os dias se mostraram tão felizes quanto as que ganhavam 95 mil libras por ano - mais de R$ 31,5 mil - e nunca ou quase nunca se encontravam com seus amigos.

Mas Nick Powdthavee ressaltou que os ganhos de felicidade resultantes da convivência social são mais duráveis que os resultantes de aumentos de salário.

25 abril 2007

Oração das Mulheres

Senhor,
Até agora o meu dia foi bom!
Não fiz fofoca, não perdi a paciência,
Não fui gananciosa, sarcástica,
Rabugenta, chata e nem irônica.
Controlei meus hormônios,
Não reclamei, não praguejei,
Não gritei e nem tive ataques de ciúmes.
Não briguei com o meu cabelo nem com o espelho.
Não comi chocolate.
Também não fiz débitos em meu cartão de crédito
E não dei cheques parcelados.
Mas peço Teu socorro e proteção, Senhor,
Pois estou para levantar da cama a qualquer
instante...

23 abril 2007

O que as escolas precisam aprender

A revista Época desta semana [23/04/07] traz um assunto que nos leva a reflexão sobre a educação atual.

Imagine que um cidadão tivesse dormido um século e acordasse agora. O mundo seria uma grande surpresa para ele. Aviões. Celulares. Arranha-céus. Ao entrar numa casa, ele não conseguiria entender o que é uma televisão. Ou um computador. Poderia se maravilhar com uma barra de chocolate. Escandalizar-se com os biquínis das moças. Perder-se num shopping center. Mas, quando ele deparasse com uma escola, finalmente teria uma sensação de tranqüilidade. "Ah, isso eu conheço!", pensaria, ao ver um professor com um giz na mão à frente de vários alunos de cadernos abertos. "É igualzinho à escola que eu freqüentei."

Essa parábola é quase tão velha quanto o personagem que dormiu cem anos. É contada em inúmeras palestras e cursos de reciclagem de professores. Ilustra como a escola se mantém fossilizada, num mundo que não pára de mudar. A escola como a conhecemos hoje é fruto de uma sociedade forjada no século XVIII, quando a Revolução Industrial e o fortalecimento dos Estados modernos criaram a necessidade de formar cidadãos qualificados para um novo mercado de trabalho. A Revolução Francesa e a independência americana também inspiraram um ideal igualitário, que disseminou a idéia da educação como um direito de todos. Era uma ruptura em relação à escola antiga, voltada para a formação de uma elite - fosse a casta religiosa da Idade Média, os burocratas a serviço dos reis ou os aristocratas da Grécia clássica. Com a inclusão das massas na escola, foi preciso criar mecanismos de homogeneização. Vieram daí a divisão dos alunos em séries, a especialização dos professores em disciplinas e a sistematização de um ensino básico a ser transmitido para todos.
O que precisa acontecer é uma maior integração entre pais, educadores, alunos e todos que estejam envolvidos com a educação para que novas formas de educação sejam implantadas nas escolas com sucesso e que consigam atingir um maior número de educadores e educandos. Mais isso somente será possível se a população como um todo se interessar de verdade pela educação e não continuar como mero espectador do que é proposto.

20 abril 2007

Blog revela primeiros cenários da seqüência de ‘As crônicas de Nárnia’

Filmado na Nova Zelândia, “Príncipe Caspian” será lançado em 2008.
Na continuação, irmãos Pevensie retornam a Nárnia milhares de anos depois.


As filmagens da continuação de “As crônicas de Nárnia – O leão, a feiticeira e o guarda-roupa” estão a todo vapor, a menos a julgar pelo videoblog oficial que a Disney lançou recentemente. O blog revela bastidores de produção do filme, intitulado “As crônicas de Nárnia - Príncipe Caspian”.

No vídeo que inaugura o blog, o diretor Andrew Adamson apresenta os primeiros cenários do longa-metragem, localizados nas ruínas de Cair Paravel, na península Hereherataura, na Nova Zelândia. Segundo o cineasta, os fãs da franquia poderão acompanhar o dia-a-dia da equipe por meio de vídeos periódicos publicados no site.

A estréia de “Príncipe Caspian” está prevista para 18 de maio de 2008. Na trama, milhares de anos depois da primeira aventura, os irmãos Pevensie voltam a Nárnia para tirar o malvado rei Miraz do poder e entregar o trono a seu herdeiro legítimo, o príncipe Caspian.

16 abril 2007

Vitamina C faz faxina dupla no organismo

Pesquisadores da USP e do Butantã revelam nova função da molécula

Giovana Girardi

O papel da vitamina C no corpo humano é alvo de controvérsia. A maioria das pesquisas mostra que ela faz bem à saúde, mas vira e mexe algum estudo sugere o contrário - em altas quantidades ela poderia ser maléfica. Polêmicas à parte, recentemente um grupo de pesquisadores brasileiros apresentou dados reforçando que não só ela protege o organismo como o faz de modo ainda mais eficiente do que se imaginava antes.
A equipe da Universidade de São Paulo e do Instituto Butantã desvendou uma nova função da molécula que amplia o seu papel de faxineira do metabolismo. Já se sabia que ela age como antioxidante, combatendo os temíveis radicais livres, substâncias que provocam lesões em moléculas e estão envolvidas no envelhecimento celular.
O novo estudo, publicado em março na revista científica PNAS, mostra que, além de ter essa ação direta de neutralização, a vitamina C também age indiretamente sobre os radicais livres, ao acelerar as reações de um grupo de enzimas que impedem a formação deles.“Quando o corpo humano está em perfeito funcionamento, há um balanço entre substâncias oxidantes e antioxidantes. Mas, se por algum motivo os primeiros aumentam de quantidade ou os segundos diminuem, temos o chamado stress oxidativo que, em excesso, pode ser bastante tóxico para o organismo”, explica o bioquímico Luis Eduardo Soares Netto, do Instituto de Biociências da USP.
Movimentando-se pelas células, os radicais livres, que são substâncias bastante instáveis porque têm um número ímpar de elétrons, tentam desesperadamente se ligar a uma outra molécula. Os alvos preferenciais são DNA e proteínas, que acabam sofrendo lesões após essa união e se tornam disfuncionais. O resultado são doenças dos mais diversos tipos.
AÇÃO DUPLA
Para retomar o equilíbrio, o ideal é diminuir a formação dos oxidantes e aumentar a presença dos antioxidantes. É aí que a vitamina C entra. “Nosso estudo mostra que ela cerca pelos dois lados”, afirma Netto. Na ação direta, ela neutraliza um precursor dos radicais livres, o peróxido de hidrogênio (mais conhecido como água oxigenada), transformando-o em água.
No mecanismo indireto, ela estimula a ação de uma enzima denominada peroxirredoxina, que, como o próprio nome diz, também decompõe os peróxidos em H2O e evita a formação dos radicais livres. Essa reação química, na presença da vitamina C, fica mais rápida, uma vez que a enzima “rouba” elétrons da vitamina.“Antes imaginávamos que essa aceleração só podia ocorrer na presença de moléculas conhecidas como tióis, mas mostramos que a vitamina C também tem essa função. Sem a interferência de uma dessas duas moléculas, a reação da peroxirredoxina é muito lenta e difícil de ocorrer”, explica.
Esse sistema de faxina que ocorre nos seres humanos após a ingestão da vitamina C está presente também em vários outros organismos, como plantas, insetos, mamíferos, bactérias e parasitas. Isso sugere, segundo Netto, que o mecanismo foi selecionado evolutivamente porque conferia uma vantagem. Considerando os danos que podem ser provocados pelo excesso de radicais livres, é fácil entender por quê.

http://txt.estado.com.br/editorias/2007/04/10/ger-1.93.7.20070410.6.1.xml

15 abril 2007

Amazônia: sueco é acusado de "colonialismo verde"

Segundo o site da BBC Brasil, a ação do milionário sueco Johan Eliasch para preservar a floresta amazônica está sendo acusada de "colonialismo verde" e deixou mil pessoas sem trabalho e na pobreza absoluta, afirma reportagem publicada neste domingo pelo jornal britânico The Sunday Times.
O milionário que é radicado na Grã-Bretanha e é dono da fabricante de artigos esportivos Head, comprou em 2005 uma área de cerca de 1,6 mil quilômetros quadrados em Itacoatiara, no Amazonas, que pertencia a uma madeireira americana, com o intuito de preservar a floresta. Segundo o jornal, como resultado da compra da madeireira por Eliasch, até mil pessoas empregadas por uma serraria obrigada a fechar ficaram sem trabalho, "aumentando ainda mais as dificuldades numa região já economicamente carente".
O jornal diz que até mesmo ambientalistas locais vêm criticando as ações de Eliasch, acusando-o de "colonialismo verde".
A reportagem afirma que Eliasch prometeu compensar as pessoas que ficaram sem trabalho e empregar algumas delas como guardas florestais, mas afirmou que a preservação da floresta "é mais importante do que as pessoas morando na região".
O jornal conclui dizendo que Eliasch propôs no ano passado a compra de toda a floresta amazônica para preservá-la, o que "provocou um incidente diplomático entre o Brasil e a Grã-Bretanha quando a idéia foi encampada pelo ministro do Meio Ambiente da Grã-Bretanha, David Miliband, que sugeriu estabelecer uma fundação internacional como a melhor forma de preservar a Amazônia".
Precisamos ficar atentos a "tanta boa ação" de milionários estrangeiros que estão comprando a Amazônia com o intuito de preservá-la, afinal estão comprando terras em território brasileiro e com isso, obtendo direitos sobre toda uma biodiversidade que por direito nos pertence.

11 abril 2007

Programa Ciência Brasil - VAMOS DIVULGAR!

Quem é curioso, apreciador de cultura geral ou fascinado por ciência, assista ao novo programa Ciência Brasil , um talk-show de ciência via internet que exibe entrevistas com o objetivo de aproximar o público leigo do mundo científico. O endereço é:
www.painelbrasil.tv/ciencia

Utilizando uma linguagem inteligente, porém simples e descontraída, diversos pesquisadores falarão sobre seus trabalhos mostrando à sociedade como são feitas suas pesquisas, de que forma trarão benefícios para a população, além de mostrar a realidade de ser um cientista no Brasil, quais as dificuldades, os estímulos, etc. Toda semana o programa trará um assunto diferente. As entrevistas são gravadas e ficarão à disposição do internauta através de uma ferramenta de busca.
O 1º episódio já está no ar e fala sobre Insetos Detetives: como os insetos podem ajudar a desvendar crimes! Por ser o 1º programa, foi feita uma introdução de uns 6 min e mais a entrevista (em torno de 30 minutos), mas vale à pena ir até o final.
Esta é uma forma totalmente inovadora de popularizar a ciência no Brasil, colaborando para a sua valorização e, até mesmo, para despertar o interesse de "futuros cientistas". É a chance dos pesquisadores mostrarem (e explicarem) à comunidade o conhecimento que ela os ajuda a adquirir através do pagamento de seus impostos (quando estes são investidos em ciência e tecnologia!!).
Vamos divulgar! Recomendem o site aos amigos, parentes, colegas de trabalho e, principalmente, ao público jovem (filhos, sobrinhos, etc).
Num país em que a educação está completamente sucateada, temos que aproveitar as boas propostas para tentar formar "cabeças-pensantes" (que serão a nossa esperança para o futuro).

Polícia Científica Paulista tem trabalhos premiados

III Prêmio Sou da Paz
Duas pesquisas realizadas no Instituto de Criminalística, são premiados pelo Instituto Sou da Paz, um deles sob título de O Residuográfico Azul de autoria da Perita Criminal Dra. Regina Branco, foi publicado nos anais do Congresso de Criminalística de 2005 e no livro "Química Forense sob olhares eletrônicos". O outro é o resultado do trabalho da equipe de DNA do Instituo de Criminalística de São Paulo, intitulado O Exame de DNA como Ferramenta na Elucidação de Crimes e na Identificação de Pessoas.
Esta escolha foi feita por banca examinadora, mas também haverá um outro prêmio, decorrente da escolha popular, onde o público poderá votar até 30 de outrubro. A ação de nº 525 pertence ao trabalhos "O residuográfico Azul", o trabalho publicado pela equipe de DNA corresponde a ação de nº 482.

Ação 482 - O Exame de DNA como Ferramenta na Elucidação de Crimes e na Identificação de Pessoas

A aplicação dos testes de sangue disponíveis até 1999 no Instituto de Criminalística permitia, no máximo, excluir um determinado suspeito de ter cometido um crime. A introdução da aplicação do exame de DNA na elucidação de crimes vem possibilitando analisar também a inclusão de autores dos delitos investigados. Para a implantação do Laboratório de DNA, houve um árduo treinamento da equipe de peritos (cursos e estágios). Essa novidade teve por objetivo principal oferecer à investigação policial e, em última instância, à Justiça elementos que permitam contribuir objetivamente para a elucidação de crimes e identificação de pessoas e cadáveres.

Anvisa lança pesquisa sobre laboratórios analíticos em toxicologia forense

A Anvisa continua o trabalho de identificação dos laboratórios que estejam envolvidos com produtos sujeitos ao regime de Vigilância Sanitária para classificar os que merecem seu respaldo no atendimento aos princípios fundamentais do Sistema da Qualidade. É por meio da Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde (Reblas) que a Agência vem habilitando esses laboratórios. Já foram identificadas várias áreas, agora é a vez dos laboratórios analíticos em toxicologia forense.
A Reblas já realizou pesquisas para levantamento de laboratórios analíticos nas áreas de saneantes, água de hemodiálise, cosméticos, alimentos, agrotóxicos e implantes ortopédicos, cujas conclusões estão disponíveis no site da Anvisa em Pesquisas sobre Serviços Laboratoriais - concluídas. Encontram-se em andamento as pesquisas de fitoterápicos e de saúde do trabalhador, disponíveis no site em Pesquisas sobre Serviços Laboratoriais - em andamento.

09 abril 2007

Em busca do alívio

Como a ciência está acumulando novas vitórias contra a enxaqueca, doença que castiga mais de 25 milhões de brasileiros...

Esta semana a Revista Época publicou um artigo muito interessante sobre as novidades para auxiliar quem sofre deste problema. Vale a pena conferir.

07 abril 2007

A conexão alimento/saúde

Na civilizações antigas, o s gregos, egípcios e chineses não faziam distinção entre comida e remédio. O que lhes matava a fome era também o que curava os problemas de saúde. Esse conceito tem sido resgatado pela ciência, que reforça a importância da alimentação na prevenção e sua participação no tratamento de doenças. Aqui, você confere as novidades da biotecnologia e os estudos que derrubam mitos e confirmam verdades.


Uma nova geração de alimentos enriquecidos e aperfeiçoados em laboratório está saltando da ficção para a mesa. A cenoura, eficiente na proteção dos olhos e no rebaixamento do risco de ataques cardíacos, ganhará mais qualidade graças ao melhoramento genético realizado pela Embrapa Hortaliças. "Terá 50% a mais de alfacaroteno, luteína e betacaroteno, substância que se transforma em vitamina A", descreve o pesquisador Jairo Vieira. Longa e fina, batizada cenourete, ela chegará ao mercado no fim do ano. Da safra dos superalimentos já saiu o tomate São Vito, vermelho-vivo, repleto de licopeno e mais potente na defesa contra câncer de ovário e de próstata. Neste mês da Copa, será liberada para o consumo a brasileirinha, abóbora verde e amarela, com 25% a mais de carotenóides e condições funcionais superiores às de uma abóbora comum, que alivia cólicas intestinais.A explicação do geneticista Leonardo Boiteux, da Embrapa, para os avanços:"Em cada espécie de fruta ou hortaliça, existe uma variedade de genes que, ao longo da evolução, sofrem pequenas mutações, boas ou não. Nós as identificamos e fazemos cruzamentos dentro da própria espécie, tornando o alimento mais favorável". A experiência pode ocorrer ainda entre naturezas diferentes.

Por: Patrícia Zaidan, Vera Lígia Rangel e Silvia Regina

Continue lendo esta matéria em:
http://claudia.abril.com.br/edicoes/537/fechado/beleza_saude/conteudo_135480.shtml

25 março 2007

Sonambulismo sexual" intriga cientistas

LONDRES (Reuters) -
Pesquisadores tentam entender um raro distúrbio que faz as vítimas procurarem sexo enquanto estão dormindo, disse a revista New Scientist na quarta-feira.As pesquisas sobre esse "sonambulismo sexual" são dificultadas pelo fato de os pacientes, por constrangimento, não o relatarem, e os médicos tampouco terem o hábito de perguntar a respeito.Por enquanto não há cura para o distúrbio, que muitas vezes leva a dificuldades nos relacionamentos."Realmente me incomoda que eu não possa controlar isso", disse Lisa Mahoney à revista. "Assusta, porque não acho que tenha algo a ver com o parceiro. Não quero que esse problema idiota nos prejudique em longo prazo."
A maioria dos pesquisadores considera o caso uma variação do sonambulismo, embora os "sexonâmbulos" tendam a ficar na cama, ao invés de saírem andando.O sonambulismo atinge de 2 a 4 por cento dos adultos, enquanto o "sonambulismo sexual" supostamente não é tão comum, segundo Nik Trajanovic, pesquisador da clínica de sono e vigília do Hospital Western, de Toronto.
Mas uma pesquisa realizada em 2005 pela Internet junto a 219 pacientes concluiu que o problema é mais difundido do que os relatórios médicos fazem supor."A maior parte das vezes o sexo adormecido acontece entre pessoas que já são parceiras", disse Mark Pressman, especialista em sono do Hospital Lankenan, de Wynnewood, Pensilvânia, à New Scientist."Às vezes (os cônjuges dos pacientes) odeiam, às vezes toleram.
Em raras ocasiões você tem histórias de gente que gosta mais do que do sexo acordado", acrescentou.Como não há cura, a atenção a fatores desencadeadores -- como estresse ou privação do sono -- pode ajudar.
O psicólogo Michael Mangan, da Universidade de New Hampshire (EUA), criou um site para ajudar os pacientes -- www.sleepsex.org.
Já Trajanovic está desenvolvendo um procedimento para diagnosticar o "sonambulismo sexual" em processos judiciais nos quais o paciente é acusado de violação sexual.
(Por John Sinnott)

http://estilo.uol.com.br

Comunicação por meio de chips implantados no corpo

Comunicação por meio de chips implantados no corpo do usuário, identificador de pessoas na multidão, controle remoto para ajustar a casa de acordo com os gostos do morador. Assim será o seu celular.....

Eis um dia típico de um jovem profissional, daqui a 20 anos. De manhã, ele tem uma reunião de trabalho. Enquanto é apresentado às pessoas, uma câmera acoplada a seus óculos as fotografa e envia as imagens para uma central. Em segundos, ele passa a escutar, por um chip próximo ao ouvido, as informações sobre aqueles profissionais e as empresas para as quais trabalham.
Mais tarde, de volta do trabalho, atrasado para o jogo de futebol, ele não lembra onde pôs as chuteiras. Então ergue o pulso e ordena a um chip embutido na pele: "Encontre minhas chuteiras vermelhas". Em seguida, um sinal é emitido a todos os objetos da casa até que a chuteira emite um som.
No fim da noite, ele volta para casa exausto e faminto. Automaticamente, o computador central da casa informa à cozinha que, naquele horário, ele prefere peixe a carne. A banheira já o espera, há alguns minutos, com água na sua temperatura preferida.
O ar-condicionado já deixou seu quarto na temperatura ideal, e o televisor é ligado no canal de esportes. Tudo isso feito por um único aparelhinho: o telefone celular. Ou melhor, sua evolução.
Num futuro muito próximo, essa coisa que conhecemos hoje como celular vai permear todas as atividades do dia-a-dia. Eu disse atividades? O celular deve permear a nós próprios.
Quem quiser a versão do equipamento apenas para falar poderá tê-lo implantado sob a pele. Essa possibilidade é uma das aplicações esperadas pelos especialistas em segurança, que usariam o aparelho como um radar permanente de localização.
Mas quem vai querer um aparelho que só fala? Dentro dos laboratórios de tecnologias do futuro da IBM, os primeiros testes de ambientes e objetos com inteligência já acontecem.

http://revistagalileu.globo.com

Muito além da feijoada

Nova tecnologia permite obter energia elétrica a partir de dejetos suínos.....

Sempre associados a sujeira e falta de higiene, os porcos podem ser agora a mais nova fonte de energia alternativa, limpa e renovável. É que um grupo de cientistas do Centro de Pesquisas em Energias Alternativas e Renováveis (CPEAR), da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), acaba de desenvolver um novo processo que permite obter energia elétrica a partir de dejetos suínos sem liberação de gases poluentes. Além de oferecer uma opção a mais de acesso à energia, a técnica ajudará a reduzir a poluição de solos e mananciais, um problema cada vez mais grave no Sul do Brasil, onde a suinocultura é uma das principais atividades em pequenas e médias propriedades rurais.
O engenheiro João Luiz Alkaim, coordenador do CPEAR, conta que a geração de energia a partir de agentes poluentes já é realizada há muito tempo, por meio da combustão do gás metano liberado pelo lixo orgânico em decomposição. “A novidade é que agora não há queima”, explica. “O sistema extrai gás hidrogênio do dejeto suíno e, a partir desse hidrogênio, é possível construir uma célula combustível, espécie de bateria altamente eficiente.”
O Biogás-H, como é chamado o sistema, funciona em três etapas. Primeiro, os dejetos são lançados em um biodigestor anaeróbico, que decompõe a matéria orgânica digerível por bactérias e a transforma em biogás. O efluente que sobra desse processo pode ser usado para fins agrícolas, como adubo. A segunda etapa é a de limpeza do biogás. Dali sai o gás metano puro, que vai para um reformador, misturado a vapor d’água.
O reformador é o equipamento que extrai o gás hidrogênio, que poderá, finalmente, ser injetado em uma célula combustível. A célula combustível é capaz de gerar eletricidade a partir de uma reação química, usando como reagentes apenas hidrogênio e oxigênio. “Por ser muito eficiente e não emitir substâncias poluentes, será a fonte de energia do futuro”, prevê Alkaim.
Como subproduto, a célula gera água pura, que, misturada a sais minerais, se torna potável. Estaria aí a solução para um sério problema enfrentado em Santa Catarina. O estado detém o maior rebanho de porcos do país, com aproximadamente 4,5 milhões de cabeças (17% da população nacional de suínos).
Esse número parece ainda maior se correlacionado à pequena extensão territorial do estado, que ocupa apenas 1,12% do território brasileiro. Mas os órgãos ambientais consideram a suinocultura uma atividade potencialmente causadora de degradação do meio ambiente, por causa dos dejetos produzidos pelos animais.
O crescimento acelerado da atividade trouxe consigo a produção de grande quantidade de matéria fecal, que, por falta de tratamento adequado, se transformou na maior fonte poluidora dos mananciais de água nas áreas onde é praticada. Foi daí que surgiu a idéia de utilizar o dejeto suíno na produção de energia. “Além de reduzir a poluição, é possível, com o rebanho que temos, abastecer pequenas cidades com energia proveniente de células combustíveis”, diz o engenheiro.
Alkaim conta que a energia gerada pelos dejetos produzidos por um rebanho de mil suínos foi estipulada em 2,5 kW (quilowatts) por hora, em média – o suficiente para atender à demanda de uma escola ou três casas.
Ele conta ainda que o mesmo processo pode ser realizado com dejetos de outros animais. O projeto, que conta com a parceria da Eletrosul e da iniciativa privada, deve colocar o primeiro protótipo em funcionamento ainda neste semestre. “Em breve, será possível a produção em larga escala”, diz.
Célio Yano
Especial para Ciência Hoje On-line/ PR
19/03/2007
http://cienciahoje.uol.com.br

14 março 2007

Terapias que dão qualidade de vida

por Ana Holanda

Terapia Craniossacral - nervos sob controle
Por meio de toques na cabeça e na coluna, a terapia craniossacral promete regular o funcionamento do sistema nervoso e, por tabela, aumentar a imunidade e acabar com dores agudas e crônicas, além de dificuldades de aprendizado, exaustão física, ansiedade e stress. Tanta coisa assim, porque melhora o fluxo do liquor, "líquido que circula entre o cérebro e a medula espinhal e tem como principal função nutrir o sistema nervoso, além de varrer as toxinas", esclarece Aziza Noguchi, de São Paulo, que introduziu a terapia no Brasil. Você fica deitada no maior conforto, com a cabeça apoiada em almofadas, enquanto o terapeuta detecta as áreas que podem estar dificultando a circulação do liquor e pressiona os pontos-chave com os dedos ou a palma das mãos. Como os toques são suaves, não doem nada; pelo contrário, o efeito é relaxante. É indicada a pessoas de qualquer idade - até para recém-nascidos. Só quem teve aneurisma, hemorragia intracraniana e acidente vascular cerebral recentes deve evitar algumas manobras, que alteram a pressão no crânio. A sessão leva de uma hora a uma hora e meia, e os resultados podem ser sentidos logo na primeira sessão. "A duração de um tratamento varia conforme o caso, mas o ideal é fazer uma série de no mínimo dez sessões", esclarece Aziza.
Watsu - relax total
O nome é uma forma abreviada de water shiatsu (shiatsu na água, em inglês). A técnica pode ser descrita como uma massagem (shiatsu) feita com toques suaves dos dedos, associada a alongamento. Ou ainda como uma acupuntura sem agulhas, já que os pontos estimulados são os mesmos. Tudo isso enquanto você flutua gostosamente, amparada pelo terapeuta, numa piscina aquecida a cerca de 35 graus Celsius. "A sensação é mais ou menos a que um bebê experimenta dentro do útero", diz a fisioterapeuta Fernanda Zornoff, da Takeda, escola de natação, hidroterapia e watsu, em São Paulo. Assim, não é de admirar que o watsu - criado pelo americano Harold Dull, na década de 80 - ajude a reduzir o stress e a ansiedade e seja indicado como coadjuvante nos tratamentos de depressão e de problemas articulares e do sistema nervoso. Sem falar nos efeitos terapêuticos da água quente, que aumenta a dilatação dos vasos e reduz a tensão dos músculos. Uma sessão de uma hora já é suficiente para você sair inteiramente relaxada sem ter feito absolutamente nada, a não ser se deixar embalar pela água - é o terapeuta que executa lentamente todos os movimentos. E não se preocupe se tem dificuldade para boiar: flutuadores nas pernas farão você se sentir mais confortável e segura. Só não pode usar touca de borracha, porque aperta a cabeça. Mas quem se importa de molhar o cabelo quando se está calma, calmíssima, numa ótima?
Florais - bom humor em gotas
Já imaginou ter no armário do banheiro - ao lado de seus cremes hidratantes - um frasco contendo o antídoto para uma crise braba de ciúme? Ou o bálsamo capaz de domar sua ansiedade antes de uma entrevista de trabalho? Os florais ajudam você a lidar com os mais variados problemas. "Reduzem a raiva, a irritação e o stress e ainda despertam virtudes como a alegria, o entusiasmo pela vida e a coragem", afirma a paulista Cynthia Accioly Abu-Asseff, terapeuta floral há 12 anos. Em outras palavras, a energia das flores equilibra as emoções. Claro, não é qualquer flor. Só as silvestres - sem cultivo manipulado ou uso de agrotóxicos - colhidas no auge da florada e colocadas em recipientes com água. Essa água dá origem à essência floral mãe, cujas gotas são diluídas em brandy ou vinagre de maçã, que fazem as vezes de conservante. Como o sabor do vinagre não é agradável, seu uso fica restrito aos casos de intolerância ao álcool. Cada problema será tratado com um buquê (mistura de essências florais) específico, receitado pelo terapeuta durante determinado tempo. "Se você tomar quatro gotas, quatro vezes ao dia, em uma semana já vai sentir alguma melhora", garante Cynthia. Existem também fórmulas prontas, vendidas em casas de produtos naturais. Para relaxar, por exemplo, são indicados Soul Support, Floral do Alasca; e Emergency, Floral da Austrália. Para controlar raiva ou ciúme, Blue Elf Viola, Floral do Alasca; ou Holly, Floral de Bach (de Edward Bach, médico inglês, o primeiro a pesquisar o efeito terapêutico das flores, no final da década de 30). Se anda amargurada, se achando uma vítima do destino, Willow, Floral do Alasca. Em casos de instabilidade emocional e energias negativas, Pink Yarrow, Floral da Califórnia. No site http://www.essenciasflorais.com.br/ você encontra informações sobre cursos e pode comprar de qualquer parte do Brasil.
Eutonia - corpo e mente em alerta
Desde que o mundo é mundo, a gente anda, senta, dança e se exercita de forma automática. Pois a eutonia, desenvolvida pela alemã Gerda Alexander a partir da década de 40, nos leva a prestar atenção no jeito como fazemos tudo isso - para começar a fazer direito. O conceito é simples: quanto mais consciência temos do nosso corpo e de seus limites, mais fácil aliviar as tensões e prevenir lesões e problemas nas articulações. A prática também não tem segredo: exercícios de percepção dos ossos, da pele, dos músculos e dos órgãos internos em aulas que podem ser individuais ou em grupo. Os alunos aprendem a se conhecer física e emocionalmente e a liberar tensões. Às vezes, com a surpreendente ajuda de bambus, bolinhas, almofadas ou castanhas; outras, com toques de massagem e interação entre colegas. "Mais do que uma técnica, é um processo de ampliação da consciência", explica Neta Novaes, eutonista e terapeuta corporal, de São Paulo. Resultado: nunca mais você vai sentar ou andar como uma autômata. Com isso, o corpo ganha tônus e quem sofre de stress, insônia, dores musculares e até de reumatismo e artrite se beneficia. Já dá para perceber o corpo mais relaxado a partir da primeira sessão, mas em geral recomenda-se uma série de dez. Não há contra-indicações. A eutonia favorece, inclusive, as gestantes, permitindo um melhor trabalho de parto", afirma Neta Novaes.

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Crônica do amor

Por Arnaldo Jabor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco. Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome. Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

03 março 2007

O incrível ovo medicinal

Por David Biello

O ovo de galinha tem uma história destacada na medicina. Mesmo hoje em dia, injeta-se o vírus da gripe em milhões deles para fabricar vacinas. Agora, cientistas do instituto Roslin, na Escócia (o mesmo que clonou a ovelha Dolly), produziram um galo geneticamente modificado cujas descendentes fêmeas põem ovos que produzem medicamentos no lugar de uma proteína na clara do ovo.
Helen Sang, do Instituto Roslin, e seus colaboradores usaram lentivírus para introduzir dentro de embriões um gene que ativa a produção de diversas drogas em vez da proteína ovalbumina, que em geral compõe cerca de 54% da clara. Os pesquisadores procuraram entre os frangos resultantes aquele que produzia o novo gene em seu sêmen. Depois, fizeram o cruzamento dele com galinhas normais para produzir novas aves que carregassem o gene inserido e produzissem medicamentos nas claras de seus ovos.
Testes com os ovos mostraram que elas podiam produzir o miR24 (anticorpo monoclonal usado no tratamento do melanoma) ou interferon b-1a (proteína do sistema imunológico usada contra esclerose múltipla, entre outros males) dependendo de qual gene fosse inserido. As galinhas produzem de 15 a 50 microgramas de medicamento por milímetro de clara, e embora isso não seja tão eficiente quanto a expressão da ovalbumina, é eficaz o suficiente para permitir a purificação subseqüente para drogas terapêuticas. "Esperávamos que o transgene não fosse tão eficiente quanto o gene endógeno no qual ele foi baseado, pois apenas alguns dos elementos regulatórios foram usados e o transgene pode ter sido inserido no cromossomo numa posição que não favorece a expressão máxima", observa Adrian Sherman, do Roslin, que também participou da pesquisa. "Estou certo de que há potencial para aperfeiçoamento."
Os ovos de galinha podem ter vantagens sobre outros produtos geneticamente modificados, como leite de cabra. As galinhas são fáceis de criar, produzem numerosos ovos e são baratas de manter. E após criar cinco gerações de aves modificadas, os pesquisadores não observaram nenhum efeito adverso à saúde, de acordo com um artigo publicado online em 15 de janeiro na Proceedings of the National Academy of Sciences USA.
Apesar de as proteínas terapêuticas terem funcionado como esperado em ensaios in vitro, levará anos para que o processo resulte em remédios para consumo humano, dizem os pesquisadores. As galinhas de Roslin somam-se a um esforço semelhante que emprega células tronco desenvolvidas pela Origen Therapeutics. Independentemente de qual "biofábrica" for a primeira a se tornar viável comercialmente, um novo uso medicinal para o venerável ovo está agora evidente.

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01 março 2007

Japoneses descobrem como fazer diário em DNA de bactérias

Um texto microscópico pode ser enterrado junto com seu dono. Como elas vivem milênios, as informações estarão disponíveis até o ano de 5007.


Do G1, em São Paulo, com agências
http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL7306-6091,00.html

TÓQUIO - Pesquisadores do Instituto de Biociências Avançadas da Universidade de Keio, no Japão, anunciaram esta semana o desenvolvimento de uma revolucionária técnica de armazenar dados. Em vez de computadores, bactérias. Cada bacillus bacterium pode armazenar em seu DNA 2 megabits (o equivalente a 1,6 milhão de letras).
Os cientistas podem posteriormente extrair os implantes microscópicos em laboratório e lê-los como um texto comum. A técnica ainda tem muito a ser aperfeiçoada, mas a equipe está otimista quanto a seus usos no futuro. "Se eu quisesse arquivar meu diário pessoal nessas bactérias vivas e levá-lo comigo para o túmulo, minha história se perpetuaria por milhares e milhares de anos", disse o chefe de pesquisas Yoshiaki Ohashi. Em condições ideais, as bactérias podem viver por milênios.
Antes de lançar a tecnologia no mercado, a equipe de Ohashi quer se certificar de que o DNA não sofra alterações durante o desenvolvimento natural da bactéria.

28 janeiro 2007

Invisíveis e insensíveis odores da natureza

Permanece a dúvida: os seres humanos se comunicam quimicamente por feromônios?

Por que será que, em meio a um bom número de pessoas, é aquela em especial que nos atrai? A beleza aos nossos olhos, a inteligência ou a sensibilidade que nos revela ao falar, a sensualidade nos gestos, o que será? Chegamos mais perto e o encanto inicial se confirma ou não. Por que será? São vários os fatores que determinam essa atração interpessoal, mas um deles, invisível e insensível, tem excitado a curiosidade dos neurocientistas: a possibilidade de que a espécie humana empregue feromônios para comunicar-se quimicamente com seus semelhantes. Feromônios são substâncias inodoras produzidas pelos animais e depositadas no ambiente, capazes de influenciar o comportamento e o funcionamento orgânico de indivíduos da mesma espécie. Os camundongos machos, por exemplo, secretam na sua urina um tal metiltiometanotiol ou MTMT, que atrai as fêmeas e as faz investigar o ambiente em torno do emissor. As coelhas mamães secretam no leite um 2-metilbutenal-2, que determina nos filhotes a busca ativa pelas tetas.
Nesses animais, já se identificou todo um conjunto de regiões do sistema nervoso envolvido nessa forma de comunicação química: é o chamado sistema vômero-nasal. Um setor da mucosa nasal, o órgão vômero-nasal, apresenta células sensoriais especiais dotadas de proteínas específicas incrivelmente sensíveis a baixas concentrações desses compostos. Essas células sensoriais estabelecem comunicação com certos neurônios do cérebro, formando uma cadeia de circuitos que segue às regiões da memória, das emoções, e da coordenação hormonal que o sistema nervoso exerce sobre o organismo. Mas não se trata do sistema olfatório: esses mensageiros químicos não são percebidos conscientemente, embora influam bastante sobre o comportamento e a funcionalidade do corpo.

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http://cienciahoje.uol.com.br/65646

Roberto Lent Professor de Neurociência Instituto de Ciências Biomédicas Universidade Federal do Rio de Janeiro

Carboidratos: de adoçantes a medicamentos

Estudos indicam que os açúcares também podem ter aplicações na medicina

O açúcar que as pessoas põem no café, as fibras de uma folha de papel e o principal constituinte da carapaça de um besouro são substâncias que pertencem ao mesmo grupo: os carboidratos. Sabe-se, há muito tempo, que essas substâncias atuam como reservas de energia do organismo, mas estudos recentes revelam que elas têm outras – e importantes -- funções biológicas. Esses resultados indicam que muitos carboidratos podem ter aplicação na medicina. Substâncias desse grupo extraídas de ouriços-do-mar, por exemplo, apresentam propriedades que as apontam como candidatos a substitutos da heparina, um dos compostos naturais mais utilizados hoje como medicamentos em todo o mundo. Os carboidratos são as macromoléculas mais abundantes na natureza. Suas propriedades já eram estudadas pelos alquimistas, no século 12. Durante muito tempo acreditou-se que essas moléculas tinham função apenas energética no organismo humano. A glicose, por exemplo, é o principal carboidrato utilizado nas células como fonte de energia. O avanço do estudo desses compostos, porém, permitiu descobrir outros eventos biológicos relacionados aos carboidratos, como o reconhecimento e a sinalização celular, e tornou possível entender os mecanismos moleculares envolvidos em algumas doenças causadas por deficiência ou excesso dessas moléculas. O avanço científico permitiu conhecer de modo mais detalhado as propriedades físico-químicas dos carboidratos, resultando na exploração dessas características em diversos processos industriais, como nas áreas alimentar e farmacêutica. Um dos carboidratos com maior utilização médica é a heparina, composto de estrutura complexa, com ação anticoagulante e antitrombótica (reduz a formação de coágulos fixos – trombos – no interior dos vasos sangüíneos), obtido de tecidos animais, onde ocorre em baixa concentração. A necessidade de maior produção de medicamentos desse tipo, devido ao aumento da incidência de doenças cardiovasculares, e os efeitos colaterais associados à heparina vêm aumentando, nos últimos tempos, o interesse pela busca de substitutos para esse composto. Recentemente, no Laboratório de Tecido Conjuntivo, do Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, extraímos de ouriços–do-mar e de algas marinhas novos compostos, conhecidos como fucanas sulfatadas e galactanas sulfatadas, com propriedades semelhantes às da heparina. Experimentos mostraram que tais compostos agem como anticoagulantes e antitrombóticos em camundongos, ratos e coelhos, embora não tenham, nos organismos de origem, funções biológicas relacionadas à coagulação. Com isso, abrem perspectivas promissoras para o desenvolvimento de substitutos da heparina.

Vitor Hugo Pomin e Paulo Antônio de Souza Mourão
Laboratório de Tecido Conjuntivo, Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, e Instituto de Bioquímica Médica, Universidade Federal do Rio de Janeiro

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23 janeiro 2007

O lixo como questão estratégica

Edenis César de Oliveira (*) e Marçal Rogério Rizzo (**)

Culturalmente, não temos nenhuma preocupação com os resíduos que originamos em nossas residências ou local de trabalho todos os dias. Só para exemplificarmos, no mundo se descarta 1 milhão de sacos plásticos por minuto. Cada brasileiro descarta, em média, mais de 1 quilo de lixo por dia e se considerarmos somente o lixo que a cidade de São Paulo deposita nos aterros em uma semana é o suficiente para encher o Estádio do Maracanã no Rio de Janeiro (o maior estádio de futebol do mundo). O Aterro Bandeirantes (maior aterro em área da América Latina) recebe 5 mil toneladas de lixo por dia e isso é só a metade do lixo que a cidade de São Paulo produz.

Aparentemente e, para muitos, o problema está resolvido. Casa limpa, lixo recolhido e disposto em sacos plásticos na porta para ser coletado. Sequer imaginamos que a complexidade que envolve o lixo inicia-se exatamente neste ponto: a partir do momento em que disponibilizamos nosso lixo para a coleta.

Para onde ele vai? Como é transportado? O que é feito com ele? Quais as formas corretas de deposição do lixo? Caso seja disposto de forma inadequada, quais as implicações? São perguntas que dificilmente ocupam nossa mente.

O presente texto pretende dar uma pequena contribuição a fim de despertar na sociedade um interesse maior por uma questão que afeta diretamente a todos nós: a questão do lixo urbano.

Segundo o pesquisador e professor Jacques Demajorovic, o termo "lixo" foi substituído por "resíduos sólidos" e estes que antes eram entendidos como meros subprodutos do sistema produtivo, passaram a ser encarados como responsáveis por graves problemas de degradação ambiental.

No Brasil, enquanto o crescimento populacional, no período entre 1992 e 2000, foi de 16,4%, a geração de resíduos sólidos domiciliares foi de 49%, ou seja, três vezes maior. A situação é agravada pelo fato de que, segundo o IBGE, 70% desses resíduos ainda são dispostos de forma inadequada.

Indiferentemente, a maioria dos municípios brasileiros enfrenta o grande desafio do gerenciamento dos resíduos sólidos.

A Constituição Federal no Art. 30, incisos I, II e V dispõe que compete aos municípios: legislar sobre assuntos de interesse local; suplementar a legislação estadual e federal no que couber; organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o transporte coletivo que tem caráter essencial.

A Carta Magna deixa clara a responsabilidade e competência do município no que se refere aos serviços públicos locais compreendidos nestes o correto gerenciamento dos resíduos por ele gerados.

No entanto, o que a maioria dos prefeitos municipais afirmam é que existe uma limitação financeira para dar o fim adequado ao lixo. Cabe lembrar que, não obstante a responsabilidade do poder público, precisamos, sobretudo, compreender que todos somos responsáveis e temos participação fundamental nessa questão.

A população, nesse processo, deve pressionar e exigir dos prefeitos e suas equipes soluções criativas para o lixo, em especial apoiar a coleta seletiva, assim estarão diminuindo o volume de lixo dispostos nos aterros e lixões. Outro ponto que as prefeituras deveriam atuar é na viabilização e criação de cooperativas e associações de catadores de material reciclável. A contribuição que o munícipe deve dar está relacionada com a conscientização ambiental, como por exemplo, não jogando seus resíduos em locais impróprios e participando efetivamente do processo de separação do lixo (material reciclável e orgânico). Dessa forma, estará facilitando o trabalho dos funcionários da usina e, conseqüentemente, o melhor aproveitamento do material que poderá ser reutilizado.

Em caráter sugestivo, recomendamos ao setor municipal competente que desenvolva campanhas junto às escolas, envolvendo também associações de bairro, ONGs, além de outras instituições no sentido de desenvolver a conscientização, além de despertar o interesse da população pela questão.

Por fim, não basta saber o quê e como deve ser feito. É preciso fazer, ter vontade política e, sobretudo, visão administrativa para que toda população se beneficie e tenha maior qualidade de vida. Há um ditado popular que os políticos deveriam lembrar: Palavras comovem, o exemplo arrasta!

* É administrador de Empresas, professor-pesquisador do GADIS (Grupo Acadêmico de Gestão Ambiental e Dinâmica Sócio-Espacial) da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP de Presidente Prudente - SP) e Mestrando em Dinâmica e Gestão Ambiental.
edenis@netonne.com.br

** É economista, professor universitário, mestre em Desenvolvimento Econômico pelo Instituto de Economia da Unicamp e doutorando em Dinâmica e Meio Ambiente pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP de Presidente Prudente - SP).
marcalprofessor@yahoo.com.br

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11 janeiro 2007

Nossa comida está doente?

Nossa comida está doente?

reportagem: Fernanda Colavitti


Carne, frango e peixe


Praticamente todas as semanas é divulgado um novo estudo ligando o consumo de carne vermelha a algum tipo de câncer. O maior deles, que investigou os hábitos alimentares de 500 mil pessoas na Europa durante cinco anos e foi divulgado no ano passado, mostrou que pessoas que comem carne vermelha e seus derivados têm mais chances de desenvolver câncer de intestino.

Mas o preço para sair desse grupo de risco pode ser elevado. A nutricionista Luana Caroline dos Santos, da Faculdade de Saúde Pública da USP, diz que a carne bovina apresenta um grande valor nutricional, pois é rica em proteínas de excelente qualidade, é fonte de minerais como ferro (que previne a anemia) e zinco (importante para o sistema imunológico, cicatrização e crescimento), fornece ácidos graxos essenciais e vitaminas do complexo B, principalmente a vitamina B12, essenciais para o funcionamento do organismo. "Deste modo, esta carne não deve ser excluída da alimentação."

Como resolver esse dilema? Os especialistas dizem que o consumo moderado de carne vermelha não acarreta prejuízos à saúde. Segundo Luana, é possível consumir até 170 gramas por dia, o equivalente a um bife grande, preferencialmente de carne magra, sem riscos.

Legumes, frutas e verduras

Para tranqüilizar, saiba que algumas verdades a respeito da comida são imutáveis. As saladas continuam ótimas para a cintura. Pelo menos para o lado de fora dela. Para o de dentro, nem tanto. Apontados como os principais componentes de >> >> uma dieta saudável, legumes, frutas e verduras estão sob suspeita nos últimos tempos devido à presença de agrotóxicos. E a coisa piora na mesa brasileira. Um relatório da FAO classifica o Brasil como o terceiro maior consumidor de agrotóxicos do mundo, despejando anualmente 1,5 kg de ingrediente ativo por hectare cultivado.

Em algumas lavouras, o uso de agrotóxicos é assustador: na cultura do tomate, a média é de 40 quilos por hectare em cada safra. "Outros campeões de agrotóxicos são a batata, o morango e a uva", diz o engenheiro de alimentos Francisco Maugeri Filho, da Unicamp. Ele acrescenta que é justamente por isso que as aclamadas propriedades funcionais do tomate só entram em campo quando ele é cozido. "Só assim os agrotóxicos são desnaturados", diz.

Muitos destes agrotóxicos são comprovadamente cancerígenos e podem causar problemas de fertilidade em homens e mulheres. Além disso, quando mal utilizados, podem provocar três tipos de intoxicação: aguda, subaguda e crônica. Esta última, a mais letal delas, pode levar a paralisias e doenças severas, como o câncer. "Uma pessoa de 30 anos que ingira agrotóxicos por meio de alimentos, todos os dias, pode vir a sentir esse efeitos aos 60", afirma Gwendal Bellocq, gerente de certificação do Instituto Biodinâmico (IBD), que atesta produtos orgânicos. Mas nem tudo o que sempre ouvimos sobre o benefício da ingestão de frutas, verduras e legumes está errado. Quando avaliamos a relação risco-benefício entre os agrotóxicos e o consumo de frutas e verduras, os benefícios são muito maiores e já comprovados. A balança tem de pesar para que esses alimentos sejam, sim, consumidos", diz a nutricionista Priscila Maximino, da USP.

Comida industrializada

Bom, aqui há pouca controvérsia. A comida industrializada é uma fábrica de doenças. Isso por conta dos aditivos, corantes, açúcares e gorduras adicionadas no processo. Fica fácil se certificar disso ao ler rótulos de margarinas. Mas até comidas consideradas inofensivas carregam os mesmos males. Um exemplo é o pão francês, segundo o engenheiro de alimentos Francisco Maugeri, da Unicamp. "Esse alimento é cheio de aditivos e, além disso, o trigo é um cereal de clima frio, que está sendo plantado no cerrado, que é quente. Para que cresça e não tenha problemas com pragas, é lotado de agrotóxicos."

Primos próximos dos pães, os biscoitos escondem em sua receita o atual campeão de vilania: a gordura trans. Seu efeito no organismo é semelhante ao da gordura saturada, portanto, favorece a diminuição do HDL (o colesterol do bem) e o aumento do LDL (o do mal). O consumo excessivo de gordura trans pode mandar o seu colesterol às alturas.

Dizer para que as pessoas nunca mais consumam produtos industrializados, por conta desses problemas, seria uma recomendação fora da realidade. Mas dá para maneirar. "Privilegiar o consumo de alimentos frescos e produzidos sob manejo orgânico ou processados sem o uso de aditivos sintéticos é uma alternativa", diz Luana. O conselho é perfeito, mas, como está muito longe de ser realidade para a maioria dos mortais, alguns especialistas consideram a comida, se não a maior, uma das grandes drogas do século 21. Os números sustentam esse raciocínio.

Todos os anos, 200 mil pessoas morrem devido a problemas ligados ao consumo de drogas, segundo a OMS. Parece muita gente, mas, se compararmos à quantidade de gente que morre em decorrência de danos causados pela má alimentação, não é nada. Dados mais recentes da mesma organização, de 2001, dizem que mais de 33 milhões de pessoas morreram naquele ano por doenças crônicas ligadas à comida. Nada que é inalado ou aspirado é um matador mais eficaz do que aquilo que é mastigado.

A dieta ideal

Mais atividade física, quantidades diferentes de gorduras saudáveis e não-saudáveis, menos laticínios e bastante vegetais e legumes.

O sucesso é o novo sexo?

As mulheres que têm tesão pelo trabalho são solteiras, talentosas e muuuito ambiciosas. Sentem tanto prazer com a carreira que deixam o amor e os homens em segundo plano

O último namorado da empresária cearense Sâmia Ferreira Gomes, 38 anos, deu um basta no romance por causa de uma criação de camarões. Ela gerencia o negócio da família e não pensa duas vezes antes de interromper o lazer, inclusive viagens ao exterior, para resolver problemas no criadouro. "Durmo com o celular ligado para qualquer emergência", revela Sâmia. "As pessoas me olham com pena, achando que sou infeliz porque ainda não tenho marido e filhos. Sinceramente, não sinto nenhuma falta disso. O trabalho é minha principal fonte de prazer e realização. Já desmanchei dois noivados porque sempre priorizei a carreira, coloco a empresa em primeiro plano. Trabalhava sábado, domingo e só comecei a preservar os finais de semana depois que sofri um acidente de carro", conta a empresária, que também comanda uma construtora em Fortaleza. Cada conquista profissional leva a adrenalina de Sâmia a mil e é motivo de comemoração, em geral com um churrasco reunindo os seus funcionários. "Mas cada vitória já me faz pensar na próxima meta, me deixa ligada em um novo desafio."

Não são poucas as mulheres como Sâmia. Se não é o seu caso, provavelmente você tem uma colega ou amiga com o perfil igualzinho ao dela. Solteiras, com energia para dar e vender, elas apostam todas as fichas no trabalho e parecem extrair dele o máximo de satisfação. O que nos leva à pergunta do título desta reportagem: será que, para uma parcela feminina, o sucesso é o novo sexo? E ainda: será que o prazer pode ser atingido por meios tão diferentes, como a paixão por um homem, o envolvimento com a família e os filhos, e, por fim, o apego à carreira? "Podemos chamar de sexual toda a energia que nos move e nos faz realizar as coisas. Sem dúvida, as conquistas profissionais são gratificantes. Mas elas não substituem o contato amoroso e o prazer genital. Por algum tempo, a pessoa pode até imaginar que só isso a fará feliz. Em algum momento, porém, ela vai sentir falta dos outros vínculos", afirma Suely Gevertz, da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. Regina Silva, psicóloga especializada em coaching (planejamento pessoal e de carreira), do Instituto Gyrasser, de São Paulo, concorda: "Temos que investir com equilíbrio em cinco áreas da vida: profissional, social, familiar, afetiva e pessoal. Eventualmente, damos mais ênfase a uma ou outra. Só que, muitas vezes, as pessoas tentam buscar a realização exclusivamente em uma delas. A curto prazo, pode funcionar, mas a vida não é gerida apenas por uma necessidade. Quem aposta na diversificação certamente tem maiores possibilidades de se dar bem".

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09 janeiro 2007

A apoteose do indivíduo?

As novas tecnologias mudarão o estilo de vida das pessoas e, conseqüentemente, a maneira como vêem a si mesmas, os outros e a sociedade. Segundo a neurocientista inglesa Susan Greenfield, diretora da Instituição Real, em Londres (Inglaterra), essas mudanças podem levar a um esvaziamento de identidade ou, por outro lado, estimular a criatividade do indivíduo.

Na palestra ‘Pessoas do amanhã’, Greenfield discutiu essas questões e apresentou algumas das mudanças que estão por vir. Para ela, o momento de se perguntar se queremos que nossos filhos cresçam neste mundo diferente é agora. “Esta é a hora para discussão. As alterações podem ser boas ou más; o problema é que não temos dados para fazer um julgamento adequado”, afirma a neurocientista, que faz campanha para que o governo britânico destine recursos para pesquisas sobre esse tema.

Em relação ao trabalho, por exemplo, Greenfield conta que o avanço da tecnologia da informação deve levar a uma diminuição no tamanho das empresas e a um aumento da terceirização. A hierarquia corporativa será substituída por trabalhadores autônomos e a vida profissional não será mais isolada da pessoal. Os profissionais não terão uma profissão por toda a vida, eles se adaptarão e aprenderão habilidades novas. Com isso, as pessoas poderão administrar melhor suas tarefas e sobrará mais tempo livre. “Mas como elas irão lidar com essa mudança?” questiona a neurocientista, que cita estimativas de que, no futuro, um em cada quatro indivíduos sofrerá de depressão.

Por outro lado, as pessoas viverão mais e serão mais produtivas. “Teremos a ascensão do poder grisalho”, destaca Greenfield. Além disso, ela acrescenta que os avanços na medicina permitirão que as mulheres sejam mães com idades cada vez mais avançadas, mudando a narrativa de vida tradicional. “Entre doações de esperma e óvulos, mães de aluguel e úteros artificiais, uma criança poderá ter até seis ‘pais’ diferentes”, ressalta.

Segundo Greenfield, o futuro será provavelmente repleto de estímulos que inundarão os humanos a todo instante. Isso poderá levar a uma cultura da tela, na qual as pessoas vivem para as sensações imediatas. “Seria um mundo rico em respostas, mas pobre em perguntas”, afirma. Essas transformações poderiam tornar as pessoas vazias e sem identidade, mas a neurocientista acredita que há uma alternativa. “Esses avanços podem estimular a criatividade humana; podemos atingir uma apoteose do indivíduo”, conclui .

Fred Furtado
Especial para Ciência Hoje On-line
05/01/2007

19 dezembro 2006

Boas Festas!!!!!




Deixe o Natal entrar pela janela e ocupar seu coração.

Deixe a alegria do Ano Novo vir chegando de mansinho.

Vamos, deixe a felicidade tomar conta de você.

Afinal de contas o Ano Novo vai ser o melhor de sua vida!!!


Boas Festas!!!!

05 dezembro 2006

Turismo Espeleológico Sustentável


O presidente da União Internacional de Espeleologia (UIS), ciência que estuda as cavernas, José Ayrton Labegalini, esteve recentemente na Bahia a convite da Bahiatursa para colaborar com os trabalhos dos Planos de Manejo Espeleológico das cavernas da Chapada Diamantina. A presença de Labegalini, que retornou da Chapada no final de Janeiro depois de avaliar e conhecer as cavernas e grutas da região, reforça a possibilidade da escolha da cidade de Iraquara para sediar em 2005 o XXVIII Congresso Nacional de Espeleologia, cujo tema será “Turismo Espeleológico Sustentável”.
Atualmente existem no mundo 800 cavernas de uso turístico que são visitadas anualmente por 30 milhões de pessoas. No Brasil o total é de 3.200 cavernas conhecidas, sendo que 100 são de uso turístico e 10% delas se localizam na Bahia. Uma das mais exploradas pelo turismo de aventura é a Gruta da Pratinha que representa um fluxo anual de 35 a 40 mil visitantes. “Há um turismo espeleológico de subsistência na Bahia, com cerca de cinco ou seis famílias explorando as cavernas”, explica o especialista que entregou aos Secretários da Cultura e Turismo, Paulo Gaudenzi, e do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Jorge Koury, um documento contendo sugestões para a exploração do potencial espeleológico do Estado.

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http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./ecoturismo/index.html&conteudo=./ecoturismo/artigos/turismo_espeleo.html

24 novembro 2006

Poluentes em casa - Nenhum lugar é seguro?

O simples ato de viver nos expõe a toxinas ambientais encontradas em tecidos, gases liberados por veículos, plásticos e sistemas de filtragem em nossos telefones e computadores - e a lista prossegue. Não podemos escapar desses elementos nem no conforto do lar. Nossas casas estão cheias de produtos químicos que se infiltram no corpo. Alguns são obviamente tóxicos, ao passo que outros são suspeitos de fazer mal.
Graças à química moderna, os ovos não grudam na frigideira, os desodorantes duram o dia todo e os carros aceleram a até 100 quilômetros por hora em menos de 10 segundos. Tudo tem um preço: as substâncias que impulsionam a vida moderna – de toxinas já estudadas a novos compostos – se acumulam em nosso corpo e ali permanecem durante anos.

Meu experimento como cobaia humana está tomando um rumo assustador.

Um químico sueco está ao telefone, falando sobre retardantes de fogo, substâncias químicas que, por razões de segurança, são adicionadas a todos os produtos que podem entrar em combustão. Encontrados em colchões, tapetes, gabinetes plásticos de TVs, circuitos eletrônicos e carros, os retardantes de fogo salvam, somente nos Estados Unidos, centenas de vidas a cada ano. Mas essas substâncias também acabam indo parar onde não deveriam: no interior do meu corpo.

Em 2005, a União Européia deu sua aprovação inicial a uma proposta de regulamentação jurídica denominada Reach – Registration, Evaluation, and Authorization of Chemicals (Registro, Avaliação e Autorização de Produtos Químicos) –, a qual transfere às indústrias o ônus de comprovar a segurança dos produtos que vendem ou usam e de mostrar que os benefícios destes no fim das contas são maiores que os riscos. A proposta, que não conta com o apoio nem da indústria nem do governo americano, também prevê incentivos para que as empresas encontrem alternativas mais seguras a retardantes de fogo, pesticidas, solventes e outros produtos suspeitos. Isso daria um impulso ao chamado “movimento da química verde ou sustentável”, uma busca de alternativas que já vem ocorrendo em laboratórios de ambos os lados do Atlântico.

Por mais perturbadora que tenha sido até agora minha pesquisa do fardo químico em meu organismo, o fato é que ainda ficaram de fora milhares de compostos, entre eles pesticidas, plásticos, solventes e um ingrediente de combustível de foguetes chamado perclorato que vem contaminando mananciais em muitas regiões do país. Tampouco realizei exames para detectar coquetéis químicos – misturas de substâncias que talvez sejam inofensivas isoladamente, mas que, juntas, prejudicam as células humanas. Quando misturados, pesticidas, PCBs, ftalatos e outros “podem ter efeitos multiplicadores ou podem se revelar antagonistas entre si”, diz James Pirkle, dos CDC, “ou podem ser inofensivos. Não temos a menor idéia.”

Assim que finalmente recebo os resultados completos dos exames toxicológicos, eu os mostro ao meu clínico particular, que reconhece estar pouco familiarizado com essas substâncias, excetuando o chumbo e o mercúrio. Mas ele reitera que, até onde consegue saber, estou bem de saúde. E diz para não me preocupar. Por isso, não pretendo deixar de viajar regularmente de avião, de fazer ovos mexidos em frigideira antiaderente ou de usar xampu perfumado. Mas tenho certeza: jamais voltarei a sentir a mesma tranqüilidade em relação a todos esses produtos químicos que facilitam de tantas formas a nossa vida.

http://nationalgeographic.abril.com.br/ngbonline/edicoes/0610/toxic.shtml

12 novembro 2006

Mudança climática: Brasil é premiado por ´pior contribuição´

O Brasil foi ganhador do "Fóssil do Dia" desta sexta-feira (10), um prêmio jocoso distribuído, pela rede de ONGs ambientalistas Climate Action Network, aos países que apresentaram a "pior contribuição" às negociações para o combate à emissão de gases causadores do efeito estufa, durante a reunião realizada pela ONU em Nairóbi, no Quênia.

O prêmio é, como o nome diz, entregue diariamente, e até esta sexta-feira a nação mais "agraciada" era a Austrália - três prêmios em três dias, 7, 8 e 9 de novembro. A reunião prossegue até o próximo dia 18.

A justificativa do prêmio afirma que a delegação brasileira evita "qualquer discussão séria sobre como países em desenvolvimento podem contribuir para uma estratégia ampla”.

A posição brasileira é não aceitar metas de redução de emissão dos gases do efeito estufa no segundo período previsto pelo Protocolo de Kyoto contra a mudança climática, que começa em 2013.

Os países ricos, que já possuem metas e que devem enfrentar restrições ainda maiores no futuro, querem que economias em transição, como o Brasil, a China e a Índia, também passem a respeitar limites para a poluição que produzem.

O Brasil arrebatou o primeiro lugar no Fóssil do Dia desta sexta dos concorrentes União Européia, que ficou na segunda posição, e Estados Unidos, em terceiro. (Estadão Online)

05 novembro 2006

Experimentação com animais: uma polêmica sobre o trabalho científico

Nos últimos tempos, os meios de comunicação brasileiros divulgaram notícias sobre tentativas de proibir sumariamente o uso de animais em pesquisas científicas. A questão da experimentação com animais é complexa e os cientistas – ao contrário do que alguns pensam -- não estão alheios a ela. Organizações científicas internacionais e instituições públicas ou privadas do setor, em diferentes países, debatem o tema e buscam soluções para reduzir o número de animais utilizados, planejar as pesquisas de forma a lhes causar menor sofrimento e substituí-los sempre que for possível. O emprego de animais em estudos científicos ainda é indispensável em muitos casos, mas isso é feito hoje de acordo com normas éticas internacionalmente aceitas, e os próprios cientistas investigam novos métodos que permitam minimizar ou eliminar essa necessidade.

...........

Mais recentemente, o avanço das técnicas de biologia molecular permitiu aos cientistas retirar um gene de uma célula ou de um animal e estudar os efeitos de sua ausência nas interações entre as reações químicas que mantêm essa célula viva ou nas funções normais desse animal. Nos últimos 10 anos, aumentou bastante o uso, em pesquisas científicas, de animais geneticamente modificados (com genes inseridos) ou com defeitos genéticos (com genes suprimidos ou ‘desligados’). Esses animais ajudam a responder às perguntas básicas: a superexpressão ou a ausência de um gene afetam o quê? Além destas, há muitas outras perguntas importantes.

Leia a matéria toda em:
http://ich.unito.com.br/60958

Maria Júlia Manso Alves e Walter Colli
Departamento de Bioquímica, Instituto de Química, Universidade de São Paulo
Revista Ciência Hoje

28 outubro 2006

Estudo afirma que Cubatão é um dos 35 locais mais poluídos do mundo

Segundo um estudo divulgado pelo Instituto Blacksmith, uma organização ambiental norte-americana, Cubatão foi considerada uma das cidades mais poluídas do planeta. Estimativas revelam que metade dos habitantes sofria de problemas respiratórios no início da década de 1980, quando a cidade registrou taxas recordes de mortalidade infantil. No entanto, o relatório registra que a cidade da Baixada Santista viveu reformas nos últimos 15 anos, que ajudaram a amenizar o problema.

Os metais pesados, como chumbo, foram registrados como a maior fonte de poluição. De acordo com a pesquisa, eles afetam dez milhões de pessoas nos países em desenvolvimento.

Cinco das dez localidades mais poluídas são em países do antigo bloco soviético. Isso deve-se ao desastre de Chernobyl, na Ucrânia, que poluiu solos e a água com restos radioativos. Um dos locais mais poluídos, atesta o relatório, é a cidade de Linfen, na China, onde mais de 200 mil pessoas são afetadas pela fumaça das minas de carvão.

Revista Galileu
http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT1328316-1940,00.html

Cientistas testam o “manto da invisibilidade”

Desenvolvido pelo físico John Pendry, do Imperial College de Londres, o “manto da invisibilidade” acaba de sair do papel. Cientistas norte-americanos da Universidade Duke, na Carolina do Norte, ajudaram o físico a fazer um pequeno cilindro de cobre se tornar invisível a radares. O equipamento é feito com dez anéis de fibra de vidro cobertos com materiais à base de cobre, ou metamateriais. Neles, as ondas emitidas pelo radar se desviam do objeto e se reencontram do outro lado. Os pesquisadores, por enquanto, não conseguiram fazer um objeto desaparecer diante dos olhos de alguém. Para isso, eles teriam que fazer com a luz o mesmo que fizeram com as ondas de radar, desviá-las.

Revista Galileu
http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT1328278-1717,00.html

20 outubro 2006

À flor da pele

Colunista explica mecanismos de resistência a agressões externas e reparo de danos no órgão

pele é um exemplo de estrutura moldada evolutivamente para resistir rotineiramente a estresses, sem apresentar alterações em sua morfologia ou fisiologia mesmo estando sujeita a agressões externas constantes. As adaptações da pele para evitar esses danos e seu fascinante mecanismo para reparar lesões em suas células e em sua estrutura tecidual têm sido recentemente foco de um intenso esforço de pesquisas.

A pele apresenta uma série de características em suas duas porções -- externa (epiderme) e interna (derme) -- que a tornam uma barreira contra agressões. A epiderme, por exemplo, é composta por células denominadas queratinócitos, que estão distribuídas em diversas camadas sobrepostas formadas por células firmemente unidas entre si. Os queratinócitos originam-se na camada basal da epiderme e são deslocados para a superfície da pele. Durante esse processo, essas células tornam-se anucleadas e são preenchidas por queratina, uma proteína que impermeabiliza a superfície da pele e impede sua desidratação e danos causados por agressões ambientais.

Continue lendo esta matéria em:

http://cienciahoje.uol.com.br/60248

Por: Jerry Carvalho Borges
Colunista da CH On-line
06/10/2006

18 outubro 2006

Link educativo, tem músicas, artigos.....

Entrem e confiram, muita informação a quem interessar....

www.dominiopublico.gov.br

13 outubro 2006

Estudo sugere que pacientes em coma podem pensar

Cientistas do centro de pesquisas médicas Adrian Owen, do Reino Unido, examinaram pacientes em estado vegetativo e afirmaram que eles podem compreender conversas e responder a estímulos. Eles alertam que nem todos os pacientes nesse estado podem responder da mesma forma.
Outro estudo lançado no ano passado já advertia que pacientes em estado mínimo de consciência têm sinais de atenção. A nova pesquisa mediu as respostas do cérebro de pacientes que estavam em um estado vegetativo persistente.


Na maioria dos voluntários, as respostas obtidas aos estímulos foram similares a pesquisas em voluntários saudáveis, ainda que algumas respostas fossem automáticas.


As descobertas indicam a existência de uma vida mental rica incluindo linguagem auditiva, um processamento de dados e a habilidade de visualizar imagens no cérebro.

Revista Galileu 22/09/06

Como ocorre o efeito estufa.........

Muito legal este link....é só ir clicando que as explicações irão surgindo.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/2001-efeito_estufa-como_ocorre.shtml

05 outubro 2006

A ilha das águias gigantes

No último capítulo da trilogia O Senhor dos Anéis, o resgate de Frodo Baggins e Samwise Gamgee, realizado por águias gigantescas, não é somente uma idéia gerada pela imaginação contida nas lendas ou nos contos de fadas; essas portentosas aves habitaram realmente a Nova Zelândia. Hoje extintas, a sua existência foi documentada e explicada recentemente a partir da análise de um antigo DNA dessas águias, encontrado por Michael Bunce, antropólogo da Universidade McMaster do Canadá.

O estudo, publicado pela PloS Biology da própria McMaster descreve minuciosamente a enorme Águia de Haast (Harpagornis moorei) que pesava entre 10 e 15 kg, portanto 40% mais pesada que a maior ave de presa existente hoje em dia: a Harpia ou Águia Real, com 4,5 kg de peso, 2 metros de envergadura e 90 centímetros de altura, 11 a mais que a Águia Careca Americana e bem maior que as espécies encontradas na África e na Europa; espécie que se encontra entre as aves em extinção, sendo rara sua presença no México, na Bolívia e na Argentina.

No Brasil a Harpia Amazônica resiste bravamente, sendo a Floresta Amazônica, principalmente os estados do Amapá e Roraima, na fronteira com a Guiana Francesa e a Venezuela, praticamente seu último hábitat. As águias são aves falconiformes da família dos acipitrídeos, dotadas de bico e garras de considerável robustez, predominantemente predadoras, especialmente aquelas de grande porte.

Michael Bunce extraiu o DNA de ossos fósseis que datam uns 2.000 anos. O antropólogo canadense, ao comentar sua descoberta, disse: “Quando começamos o projeto, nosso objetivo era provar que havia uma relação entre a extinta Águia de Haast e a enorme Águia Australiana de Rabo Cuneiforme (Australian Wedge-tailed Eagle). Mas os resultados dos testes de DNA foram tão radicais que, num primeiro momento, duvidamos de sua autenticidade”. Tais resultados mostraram que a gigante da Nova Zelândia estava mesmo relacionada geneticamente a uma das menores águias do mundo – a Pequena Águia da Austrália e Nova Guiné, que pesa menos de 900 gramas.

Os testes de DNA do fóssil desta espécie (por comparação com o DNA de 16 espécies de águias atualmente existentes) permitiram provar que, numa surpreendentemente rápida evolução, esta espécie está estreitamente relacionada com uma outra atual, com um décimo da sua massa corporal (e que é, simultaneamente, uma das espécies analisadas de menor tamanho). Este fato ilustra a potencial rapidez e plasticidade morfológica de alteração de tamanho no mundo dos vertebrados, especialmente em ecossistemas cujo hábitat se situa em ilhas ou arquipélagos.

“Mais surpreendente ainda foi a descoberta da estreita relação genética que havia entre as duas espécies. Estimamos que o ancestral de ambas tenha vivido há menos de um milhão de anos. Isso significa que uma águia deve ter chegado à Nova Zelândia e que seu peso deve ter aumentado de 10 a 15 vezes nesse período, o que é muito rápido em termos de evolução. Tal aumento de tamanho é inédito em aves e animais”, acrescentou Bunce.

Antes de ser povoada pelos seres humanos há 700 anos, a ilha de Aoteroa, cujo nome original em língua Maori significa “País das Grandes Nuvens Brancas”, atual Nova Zelândia, fora três espécies dos morcegos, o arquipélago era habitado por cerca de 250 espécies de aves e não acolhia nenhum mamífero terrestre. Devido ao seu relativo isolamento, a Nova Zelândia desenvolveu um ecossistema único.

No topo da cadeia alimentar se encontrava a Águia de Haast, único falconiforme a dominar, como grande predador, esse ecossistema majoritariamente insular.

Os cientistas acreditam que esta águia se extinguiu aproximadamente dois séculos após o povoamento da Ilha. As águias caçavam as moas gigantes (Dinornis giganteus) e kiwis (Apteryx australis), uma ave encontrada comumente na Oceania. A Nova Zelândia é também a residência do tuatara, uma espécie antiga de réptil, e do weta um inseto que pode atingir mais de 8 cm de comprimento.

O Moa Gigante era uma ave gigantesca – uma das maiores que já existiram – que viveu na Ilha já na mais recente etapa do Holoceno, até desaparecer há 700 anos.

Sua extinção coincide com a chegada do Homem à Ilha; provas fósseis que consistem em ossos quebrados por ferramentas humanas, carbonizados e com marcas de dentes humanos, demonstram serem os homens os responsáveis pela extinção de magnífica ave, a qual já não possuía mais alguns ossos das asas e nem junções das asas com o corpo. Os Moas se alimentavam de folhas, viviam em pares ou em pequenos grupos familiares e não tinham predadores naturais, isto é, até a chegada do Homem. Existiam 11 espécies diferentes de Moas, a maior delas era o Dinornis maximus, que podia chegar a quase 4 metros de altura e pesar 400 kg.

Muitos dos nichos ecológicos que normalmente teriam sido ocupados por mamíferos, eram preenchidos por aves, incluindo o Kiwi (incapaz de voar) e o Moa. A Nova Zelândia é também a residência do Tuatara, uma espécie antiga de réptil e do Weta, inseto nativo que pode atingir mais de 8 cm de comprimento, muito parecido com um grilo.

Apesar de sua aparência, os Tuataras não são lagartos. Eles são os únicos membros sobreviventes da ordem Rhynchocephalia. Fósseis de Rhyncholephalianos mostram répteis de pequeno e médio porte que eram muito comuns no mundo há cerca de 225/120 milhões de anos, muito antes de o primeiro dinossauro aparecer na Terra. Com o tempo, esses animais foram desaparecendo e há cerca de 60 milhões de anos eles ficaram praticamente extintos, exceto por uma pequena população que vive na Nova Zelândia.

Os primeiros exploradores europeus a chegar à Nova Zelândia foram o holandês Abel Tasman, em 1642, e o inglês James Cook, em 1769, cujas pesquisas conduziram a uma colonização total européia a partir de 1790.

A Nova Zelândia é um arquipélago composto por duas ilhas principais e numerosas pequenas ilhas, algumas das quais bastante longínquas. A Ilha Sul é a maior massa de terra e está dividida ao longo do seu comprimento pelos Alpes do Sul, cujo maior pico é o Monte Cook com 3.754 m. Na Ilha Sul há dezoito picos com mais de três mil metros de altitude. A Ilha Norte é menos montanhosa do que a Sul, mas está marcada por um intenso vulcanismo. Na Ilha Norte, a montanha mais alta, Ruapehu (2.797 m) é um cone vulcânico ativo. A área total da Nova Zelândia, 270.500 km² é um pouco maior que a do Estado de São Paulo ou que as Ilhas Britânicas.

Muito afastada das terras mais próximas, a Nova Zelândia é, entre as massas de terra de dimensões consideráveis do Planeta aquela que está mais isolada. Os seus vizinhos mais próximos são a Austrália, para Noroeste, e a Nova Caledônia, Fiji e Tonga, para Norte.

Weta, o nome da empresa que realizou O Senhor dos Anéis, foi uma homenagem ao inseto nativo. “O Weta, que está por aqui desde a época dos dinossauros, é capaz de sobreviver mesmo em situações extremas, como o congelamento. Por essa capacidade de sobrevivência, foi escolhido como símbolo e nome da empresa de efeitos especiais como uma forma de trazer boa sorte: É o gafanhoto mais feio que existe no Planeta, enquanto é o mais belo inseto. É a melhor criaturinha para nos inspirarmos”, disse Richard Taylor, o premiado maquiador e figurinista de O Senhor dos Anéis.


Fonte: Revista Eco 21, ano XV, Nº 101 abril/2005.

01 outubro 2006

Aprender duas vezes é diferente de aprender uma vez só

Nas últimas décadas, muitos pesquisadores têm investigado em detalhe o complexo comportamento humano, principalmente em relação às diversas formas de aprendizado, seus mecanismos e sua regulação. A consolidação da memória, em especial, tem sido objeto de vários trabalhos. Recentemente, nosso grupo de pesquisa no Centro de Memória da PUC-RS obteve resultados que ajudam a entender como esse processo acontece em escala molecular.
Muitos dos trabalhos que investigam a aprendizagem e a formação de memórias recorrem a modelos animais. A forma de aprendizado mais estudada do ponto de vista molecular tem sido a chamada esquiva inibitória. Nesse modelo, ratos ou camundongos são colocados num compartimento ou numa plataforma frente a um setor da caixa onde, ao entrar, recebem um pequeno choque elétrico. Os animais aprendem a retardar ao máximo a saída do compartimento original o mais possível: evitam, assim, ingressar no setor onde poderiam receber um choque.
Geralmente, os roedores aprendem isso numa única exposição à caixa de treino; por isso a tarefa é tão utilizada. Nela resulta evidente em que momento os animais iniciam a formação da memória correspondente: obviamente, ao descer da plataforma e receber o choque. Essa tarefa representa aprendizados muito comuns e necessários para os humanos, como não sair de um lugar seguro, olhar antes de atravessar a rua, não entrar em um bairro perigoso ou não botar os dedos na tomada.

A base bioquímica da formação dessa memória envolve a ativação de três tipos diferentes de receptores glutamatérgicos em uma sub-região da área cerebral conhecida como hipocampo dorsal. Essa ativação é seguida de vários eventos moleculares já bem demonstrados, como a ativação seqüencial de várias enzimas. Paralelamente, e em dois picos, um imediatamente após o treino e outro três horas mais tarde, estimula-se no hipocampo a expressão dos genes e, em seguida, a síntese de proteínas.
Continue lendo esta matéria em:

http://cienciahoje.uol.com.br/controlPanel/materia/view/4164

27 setembro 2006

Por que, apesar de a produção científica de nossos pesquisadores ser cada vez maior, ela ainda gera pouco avanço tecnológico na indústria

Santos Dumont é autor da única façanha brasileira a constar da lista dos grandes feitos da humanidade publicada pela revista Technology Review, do MIT, nos Estados Unidos, um dos mais importantes centros de pesquisa no mundo. Dumont contornou a Torre Eiffel a bordo do 14-bis e declarou que seu país ainda seria "o maior centro de novas idéias do mundo". Mais que uma demonstração de patriotismo, as palavras do aviador previram um dos itens mais essenciais do mundo globalizado: inovação. Cem anos após o primeiro vôo de Dumont, o Brasil tem uma boa massa crítica de pesquisadores. Mas ainda falta à indústria nacional a força inovadora de países emergentes, como Coréia do Sul, China e Índia. O que está faltando para o Brasil se tornar mais inovador?

Conhecimento científico não parece ser o problema. Produzimos 1,8% de toda a ciência mundial. É pouco. Mas é o equivalente à participação de nosso PIB na economia global. E a produção científica brasileira vem crescendo regularmente. Em duas décadas, a quantidade de artigos publicados nas melhores revistas científicas internacionais multiplicou-se por sete. No ano passado, os pesquisadores brasileiros publicaram 15.777 artigos nas mais importantes revistas científicas do mundo, segundo dados do Instituto para a Informação Científica (ISI), o maior e mais importante banco de dados bibliográficos. "Temos doutores preparados, pesquisa de ponta em áreas como física e medicina, mas ainda não sabemos como aplicar esse conhecimento", diz Jorge Guimarães, presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia. De acordo com uma análise intitulada The Scientific Impact of Nations, publicada na revista científica britânica Nature, o Brasil já ocupa lugar de destaque na elite científica do mundo globalizado. É a 17a nação em artigos publicados e está entre os 31 países que produzem 98% da ciência do globo. "O Brasil teve um avanço significativo em áreas sofisticadas do conhecimento, antes exclusividade de país desenvolvido", diz o editor-chefe da revista científica americana Science, Donald Kennedy.

O avanço da ciência só foi possível porque cresceu o número de doutores no país. Eram menos de mil formandos em 1978. Em 2007, serão diplomados mais de 10 mil. Ao longo da política de expansão do ensino superior, a produtividade passou a ser um critério mais valorizado e a contar pontos extras na carreira. Isso significa que, pelas regras de hoje, os professores e alunos mais produtivos saem na frente na disputa por bolsas ou financiamentos. Essa cobrança foi decisiva para que os doutores procurassem transformar suas pesquisas em artigos científicos submetidos a revistas internacionais. Tradicionalmente, eles apenas enviavam o texto para a biblioteca da universidade, onde era lido por meia dúzia de colegas. "A política de pós-graduação sobreviveu ao regime militar, superou a transição democrática e segue avançando", diz Eduardo Viotti, pesquisador do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (UnB).

Nos últimos anos, o Brasil tem seguido à risca a máxima dos cientistas americanos: "Publish or perish" (publique ou pereça). Tome-se o caso da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a mais produtiva do país em número de artigos por doutor. A cada três anos, ela submete seus pesquisadores a uma avaliação interna. O hematologista Fernando Costa, vice-reitor da Unicamp, é um dos cientistas mais produtivos do país. Já publicou mais de 200 trabalhos nas principais revistas científicas do mundo. Seus artigos já foram citados pelo menos 1.900 vezes. Um de seus estudos mais conhecidos é o seqüenciamento genético da bactéria causadora da praga do amarelinho da laranja, feito em parceria com mais de 80 cientistas. O trabalho - capa da Nature, a mais prestigiada publicação científica do mundo, ao lado da Science - já foi citado 300 vezes.
O problema é que a produção científica brasileira ainda fica presa na universidade. Estima-se que 80% das teses não saiam da biblioteca. É verdade que falta qualidade a algumas. Mas a maior parte está esquecida porque o autor não faz idéia de como publicá-la. "Ciência oculta é conhecimento jogado fora", diz o psicólogo Fábio Appolinário, autor de um guia para estudantes que pretendem transformar seus longos estudos em artigos de sucesso.

O papel das revistas científicas especializadas é difundir a ciência pelo mundo. Na década de 40, um estudante de Medicina da Bahia, chamado Jessé Accioly, fez um estudo que mostra como ocorre a transmissão genética da anemia falciforme. Publicou suas conclusões numa revista científica, a Arquivos da Faculdade de Medicina da Bahia. Na mesma época, o cientista americano James Neel publicou um artigo sobre uma pesquisa parecida na Nature, em menos de um quarto de página. O artigo de Accioly caiu no olvido. A pequena nota da Nature ecoou pelos corredores dos maiores centros de pesquisa do mundo e Neel foi cotado para o Nobel de Medicina.

Além da fraca repercussão internacional, a pesquisa brasileira também tem pouco contato com as necessidades da indústria. Estima-se que 84% dos doutores estejam nas universidades. Em todos os países desenvolvidos, a proporção é inversa. Cerca de 70% dos doutores estão na indústria.

Um bom indicador do estágio de inovação do país é o número de patentes. No ano passado, o Brasil registrou 283 patentes nos Estados Unidos. Os coreanos, 4.700. Em 2004, a Unicamp liderou a lista dos criadores de patentes. No ano passado, a líder foi a Petrobras. Nos EUA, a indústria sempre dominou essa lista. A universidade mais bem colocada, a da Califórnia, está na 44a posição.

Luciana Vicária
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG75377-6014-436,00.html

24 setembro 2006

Buraco da camada de ozônio aumenta e aproxima-se de recorde

O buraco na camada de ozônio sobre a Antártida vai crescer neste ano, e atingir o segundo maior nível já registrado, alerta a agência meteorológica das nações Unidas. O buraco atingirá pelo menos tamanho de 27,9 milhões de quilômetros quadrados, o mesmo registrado em 2003, de acordo com Geir Braathen, especialista da OMM - Organização Meteorológica Mundial.

Ele ficará, no entanto, abaixo do recorde absoluto, registrado em 2000, de 28,5 milhões de quilômetros quadrados. "è muito perto, se não igual, ao tamanho do buraco do ozônio de 2003", disse Braathen, acrescentando que o crescimento, nos próximos dias, poderá ultrapassar esse nível.

O buraco vem se formando, desde meados dos anos 80, nas temperaturas extremamente baixas que marcam o final do inverno antártico. Geralmente, ele atinge o tamanho máximo no final de setembro. Braathen disse que o inverno da Antártida foi muito frio neste ano, o que levou a uma destruição maior do ozônio. Temperaturas baixas, ventos fortes e forte irradiação solar ao redor do Pólo Sul marcam as condições ideais para o afinamento da camada.

Braathen destaca que, mesmo tendo ocorrido uma redução na emissão de substâncias que atacam o ozônio, a atmosfera ainda está saturada com esses produtos. Ele diz que a expectativa é de que o buraco volte a apresentar tamanhos como o atual todos os anos, pelas próximas duas décadas.

Cientistas da OMM haviam afirmado, em agosto, que será preciso esperar até 2065 para que o buraco sobre a Antártida se feche. (AP/ Estadão Online)

16 setembro 2006

É seguro ou não é?

Até o Cataflam, o antiinflamatório mais vendido no Brasil, é suspeito de aumentar o risco de infarto. Dá para se proteger?

Cristiane Segatto e Suzane Frutuoso


Se a dor é do pescoço para cima, o brasileiro toma Cataflam. Se é do pescoço para baixo, dá-lhe Voltaren. A anedota que circula entre os sanitaristas revela a preferência nacional pelos antiinflamatórios que têm como princípio ativo o diclofenaco. No Brasil, onde a automedicação é um hábito tão arraigado quanto escovar os dentes, é difícil encontrar um adulto que não tenha tomado esses remédios pelo menos uma vez na vida.

Dor de garganta, ouvido, joelho, contusões do futebol, cólica menstrual... Quase todas as mazelas vêm sendo tratadas com eles. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável pela fiscalização dos remédios no Brasil, o diclofenaco é encontrado em 89 medicamentos vendidos no país. A má notícia para os consumidores desse tipo de remédio é que, segundo cientistas, a substância não é 100% segura.

Na semana passada, um artigo divulgado na versão on-line do Journal of the American Medical Association (Jama) lançou dúvidas sobre o diclofenaco, sucesso de vendas há 30 anos. Patricia McGettigan e David Henry, pesquisadores da Universidade Newcastle, na Austrália, concluíram que o princípio ativo do Cataflam e do Voltaren aumenta em 40% o risco de infarto e morte súbita.

Os cientistas chegaram a esse resultado por meio de um processo conhecido como metanálise. Eles revisaram os dados de 23 estudos com vários antiinflamatórios - entre eles, o diclofenaco - realizados entre 1985 e 2006. Ao todo, conferiram os dados de 1,6 milhão de pacientes, algo sem precedentes em estudos desse tipo. Os autores do trabalho acreditam que as autoridades sanitárias deveriam rever os dados de segurança do produto.

O Food and Drug Administration (FDA), entidade que controla os medicamentos nos Estados Unidos, discorda. O FDA informou que não vai pedir a retirada da droga do mercado, nem alterar sua regulamentação. A Anvisa segue o mesmo caminho. Diz que vai analisar as novas evidências científicas. O episódio exemplifica como as entidades reguladoras de remédio, no mundo inteiro, lidam mal com o evidente conflito de interesses entre os laboratórios e os pacientes.

continue lendo esta reportagem em:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG75326-6014-435,00.html

12 setembro 2006

Surgem primeiras evidências da eficácia dos corredores ecológicos

Um novo estudo que comprova uma teoria muito praticada, mas ainda controversa: a de que os corredores ecológicos são uma dádiva para a diversidade das plantas. Especialistas acreditam que as estreitas faixas de terra que conectam manchas isoladas de habitats naturais - como as reservas naturais geralmente cercadas por um mar de desenvolvimento humano - podem beneficiar a biodiversidade ao permitir o acesso de plantas e animais a uma gama maior de recursos.

Quando há escassez de água e alimento em uma das manchas de habitats, por exemplo, pode haver abundância em outras. Sem um corredor para ligar estas manchas, algumas espécies seriam incapazes de alcançar os recursos necessários.

Mas outros especialistas alegam que os corredores impõem maior risco às espécies que os utilizam, expondo-as a perigos como tráfego de veículos e poluição, que espreitam estas estreitas passagens.

As provas que os corredores ajudam a preservar várias plantas e animais em grandes escalas continuavam esquivas, até agora.

Um time de cientistas, liderado por Ellen Damschen, ecóloga da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara (EUA), dividiu uma vasta área de floresta de pinus na Carolina do Sul em seis lotes experimentais de 500 m².

Ao longo de cinco anos, as manchas de habitats que foram conectadas a outras manchas através de corredores apresentaram um crescimento de cerca de 20% no número de espécies de plantas em cada lote, comparando com as manchas isoladas.

“Os corredores têm um impacto positivo sobre a diversidade de espécies,” disse Damschen. Ela e seus colegas publicaram o estudo na edição da semana passada da revista Science.

Continue lendo em:

http://www.ambientebrasil.com.br/noticias

08 setembro 2006

Viver

"Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e
esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger, já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos, amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
"quebrei a cara" muitas vezes!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só pra escutar uma voz, me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)!
Mas vivi! E ainda vivo!
Não passo pela vida...
e você também não deveria passar.
Viva!!!
Bom mesmo é ir a luta com determinação,
abraçar a vida e viver com paixão,
perder com classe e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é MUITO para ser insignificante".
by Chaplin

06 setembro 2006

Reflexão.....

Se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo.

Oscar Wilde – Escritor Irlandês

02 setembro 2006

Tartarugas Marinhas

As tartarugas marinhas existem há mais de 150 milhões de anos e conseguiram sobreviver a todas as mudanças do planeta. Mas sua origem foi na terra e, na sua aventura para o mar, evoluíram, diferenciando-se de outros répteis.

O número de suas vértebras diminuiu e as que restaram se fundiram às costelas, formando uma carapaça resistente, embora leve. Perderam os dentes, ganharam uma espécie de bico e suas patas se transformaram em nadadeiras. Tudo para se adaptarem à vida no mar.

Existem sete espécies de tartarugas marinhas, agrupadas em duas famílias - a das Dermochelyidae e a das Cheloniidae. Dessas, cinco são encontradas no Brasil.


http://www.ibama.gov.br/tamar/

01 setembro 2006

Reflexão.....

"FOI SÓ MANDAR UM BRASILEIRO PRO ESPAÇO QUE JÁ SUMIU UM PLANETA!!!!"

por Fabriciano Pinheiro/ FCF/ USP